Ano 11 - Semana 537
 

Gorduras
As gorduras alimentares são nutrientes essenciais ao nosso organismo e devem representar 30 a 35% do total de energia consumida, por um adul-to. Para um homem isso significa comer cerca de 90 gramas de gordura. No caso das mulheres adul-tas, representa apenas 65 gramas.
Eliminar as gorduras ali-mentares do regime ali-mentar é um erro nu-tricional que pode compro-meter o bom desempenho do seu organismo, tor-nando-o mais permeável a infecções e doenças.
 

 


 

 

    14 de julho, 2007
 

Obesidade Infantil

OBESIDADE PODE ESTAR LIGADA AO CONSUMO DE
MAIOR QUANTIDADE DE PROTEÍNA NO PRIMEIRO ANO DE VIDA


Um estudo sobre obesidade infantil realizado na Europa indica que a doença pode ter relação com a ingestão de altos teores de proteínas no primeiro ano de vida. Coordenado pelo Dr Berthold Koletzko, professor da Universidade de Munique, Alemanha, o Programa de Obesidade Infantil da União Européia (UE), tem por objetivo investigar e comprovar cientificamente a relação entre nutrição na primeira infância e os efeitos causados à saúde futura. Os primeiros resultados foram apresentados durante o 15º Congresso Europeu de Obesidade, realizado em Budapeste, Hungria, em abril deste ano.

No estudo, um grupo de pesquisadores acompanhou os efeitos da alimentação no primeiro ano de vida de 990 crianças, desde o nascimento até dois anos de idade, entre outubro de 2002 e julho de 2006.

A análise comparou o crescimento de crianças que foram alimentadas com fórmulas infantis de alto teor protéico (3g de proteína/100kcal nos primeiros 6 meses e 4,5g/100kcal nos 6 meses posteriores) com os níveis daquelas que foram alimentadas com fórmulas infantis com baixo teor de proteína (1,8g de proteína/ 100kcal e 2,25g/100kcal, respectivamente). Um grupo alimentado com leite materno também foi acompanhado para referência.

Os primeiros resultados mostraram que as crianças alimentadas com leite materno e aquelas alimentadas com fórmulas infantis com baixo teor protéico tiveram taxa de crescimento semelhante, além de benefício metabólico e endócrino, com melhores índices de massa corporal, indicando, potencialmente, um menor risco de obesidade futura.

Para o coordenador do estudo - que fez palestra em congresso médico, no Brasil, em março deste ano - os dados obtidos são evidências da influência da nutrição no primeiro ano de vida. "Os resultados iniciais desde estudo mostram a importância do aleitamento materno em conjunto com o desenvolvimento da composição correta da fórmula infantil, além da escolha de uma alimentação complementar adequada", afirma Koletzko.

 

 


Direção e Editoria - Irene Serra