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Perguntas...
• O que é mais adequado para um bebê quanto à necessidade de
nutrientes como água, gordura, proteínas e vitaminas?
• O que o protege de diversas doenças?
• O que o previne de diarréia, otite, pneumonia e alergias? E ainda
está interligado com seu desenvolvimento orofacial?
• O que aproxima o bebê da mãe ao fortalecer a união familiar e
desenvolver aspectos emocionais?
• O que traz alegria, tranqüilidade e interatividade para a criança?
E também favorece o desenvolvimento psicológico, cognitivo (mental
se preferir) e a acuidade visual do bebê?
A resposta é a mesma para todas as questões: aleitamento materno.
Tão simples quanto as perguntas é o ato de amamentar. Mas, apesar
dos benefícios serem inúmeros, muitas mães não recebem o apoio e
auxílio necessário para que a amamentação seja realidade no
dia-a-dia de todos os bebês do País.
Aleitamento materno é saúde: a nutrição adequada nos primeiros anos
de vida é essencial para que a criança desenvolva seus potenciais,
proporcionando a prevenção de doenças e possibilitando um
crescimento físico e mental adequados. Além disso, as mulheres
também têm benefícios, como a regressão mais rápida do útero,
diminuição do risco da mãe sofrer hemorragia e anemia pós-parto e a
prevenção de câncer de ovário, útero e mamas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o aleitamento materno
deve ser o único alimento até os 6 meses. Depois desse período, além
do leite materno, a criança deve receber outros alimentos. A
amamentação é importante até os 2 anos de idade ou mais. No panorama
nacional os indicadores de aleitamento materno estão aquém do que
recomendado pela OMS. Em São Paulo, pesquisa AMAMUNIC (Amamentação e
Municípios) analisa que o aleitamento materno exclusivo raramente
alcançou índices superiores a 30% na faixa etária de 0 a 4 meses
(dados de 2002).
Ação Mundial
De 01 a 07 de agosto, mais de 120 países comemoram a Semana Mundial
da Amamentação – idealizada pela WABA (World Alliance for
Breastfeeding Action) para provocar uma grande mobilização da
sociedade e a disseminação de informações em âmbito mundial.
A primeira Semana foi comemorada em 1992 e todo ano a WABA
estabelece um tema relevante relacionado ao aleitamento materno. O
tema estabelece um eixo central que ajuda a nortear as atividades
para sensibilização de profissionais da área da saúde, população,
órgãos governamentais e não-governamentais, empresas e demais
setores da sociedade.
Este ano o tema gira em torno do aleitamento materno na primeira
hora pós-parto – passo importante para a redução da mortalidade de
recém-nascidos.
O lema definido pela WABA para a campanha de 2007 é: “Salve UM
milhão de bebês – comece com UMA ação, UMA hora de apoio e UMA
mensagem: Inicie a amamentação dentro da PRIMEIRA hora do
nascimento!”
O tema da Semana Mundial no Brasil será: “Amamentação na primeira
hora, proteção sem demora”.
“O aleitamento fornece nutrientes, calor, proteção e carinho
essenciais na primeira hora pós-parto. Isso acaba sendo o
diferencial. A sucção é mais forte neste momento, depois ele começa
a ficar sonolento, podendo até apresentar uma sucção fraca.”,
explica a fonoaudióloga Lilian Cristina Cotrim. “No âmbito
fonoaudiólogico, a observação da pega e sucção do recém-nascido
nesta primeira hora poderá resultar na detecção precoce e solução de
problemas na amamentação, os quais poderão favorecer um aleitamento
materno exclusivo sem traumas”, afirma.
O Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo, em parceria com
diversas instituições, pretende orientar mães e desenvolver ações de
promoção em pontos da cidade para chamar a atenção para o tema.
Fonoaudiologia: amamentação é destaque
Apoio à população, promoção da qualidade de vida e proteção à saúde.
Em um trabalho conjunto com outras áreas, a Fonoaudiologia vem
atuando com o aleitamento materno.
Uma das formas de proteção é o desenvolvimento de estudos que possam
nortear ou resultar em políticas públicas na busca de melhores taxas
de aleitamento materno exclusivo e na diminuição da mortalidade
infantil. Uma maneira de promoção é a criação de condições
favoráveis para a prática da amamentação, em uma ação mais voltada
ao aspecto cultural, como palestras a estudantes.
A maior parte da atuação fonoaudiológica se dá também no apoio à
população, ou seja, transmitindo às mães informações acessíveis,
resolvendo seus problemas, prevenindo e tratando as eventuais
dificuldades no aleitamento materno. Os exemplos são muitos: atuação
em bancos de leite para favorecer a estocagem e a substituição de
leite à bebês com mães ausentes ou sem possibilidades de amamentar;
no auxílio no processo de amamentação seja nos consultórios (com
avaliação de pega e sucção do recém-nascido) ou na UTI; (com estudos
de alternativas de alimentação e ações terapêuticas para promover
qualidade de vida, com nos casos de Método Mãe Canguru); orientações
focais quando identificada a dificuldade na amamentação; o
acompanhamento do aleitamento materno nas diferentes faixas etárias
de 0 a 2 anos em ambulatórios de amamentação, entre outras ações.
Algumas perguntas devem ser feitas:
-
Você já tinha se dado conta da quantidade de ações relacionadas à
amamentação?
-
Você já sabe como se dá a atuação de cada uma delas e como elas são
importantes para a população?
-
Você sabe como a sociedade pode criar uma cultura pró-amamentação?
O Brasil precisa cada vez mais descobrir as respostas para essas
questões. Afinal, investir em ações pró-amamentação é investir na
saúde dos futuros cidadãos e na qualidade de vida!
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