Ano 11 - Semana 539
 


A circuncisão masculina, operação cirúrgica que consiste na remoção do prepúcio, pode ajudar a reduzir o risco de transmissão do vírus HIV/Sida, de mulheres para homens, em cerca de 60 por cento.
 

 


 

 

    28 de julho, 2007
 

Perguntas...

• O que é mais adequado para um bebê quanto à necessidade de nutrientes como água, gordura, proteínas e vitaminas?

• O que o protege de diversas doenças?

• O que o previne de diarréia, otite, pneumonia e alergias? E ainda está interligado com seu desenvolvimento orofacial?

• O que aproxima o bebê da mãe ao fortalecer a união familiar e desenvolver aspectos emocionais?

• O que traz alegria, tranqüilidade e interatividade para a criança? E também favorece o desenvolvimento psicológico, cognitivo (mental se preferir) e a acuidade visual do bebê?


A resposta é a mesma para todas as questões: aleitamento materno. Tão simples quanto as perguntas é o ato de amamentar. Mas, apesar dos benefícios serem inúmeros, muitas mães não recebem o apoio e auxílio necessário para que a amamentação seja realidade no dia-a-dia de todos os bebês do País.

Aleitamento materno é saúde: a nutrição adequada nos primeiros anos de vida é essencial para que a criança desenvolva seus potenciais, proporcionando a prevenção de doenças e possibilitando um crescimento físico e mental adequados. Além disso, as mulheres também têm benefícios, como a regressão mais rápida do útero, diminuição do risco da mãe sofrer hemorragia e anemia pós-parto e a prevenção de câncer de ovário, útero e mamas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o aleitamento materno deve ser o único alimento até os 6 meses. Depois desse período, além do leite materno, a criança deve receber outros alimentos. A amamentação é importante até os 2 anos de idade ou mais. No panorama nacional os indicadores de aleitamento materno estão aquém do que recomendado pela OMS. Em São Paulo, pesquisa AMAMUNIC (Amamentação e Municípios) analisa que o aleitamento materno exclusivo raramente alcançou índices superiores a 30% na faixa etária de 0 a 4 meses (dados de 2002).

Ação Mundial

De 01 a 07 de agosto, mais de 120 países comemoram a Semana Mundial da Amamentação – idealizada pela WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) para provocar uma grande mobilização da sociedade e a disseminação de informações em âmbito mundial.

A primeira Semana foi comemorada em 1992 e todo ano a WABA estabelece um tema relevante relacionado ao aleitamento materno. O tema estabelece um eixo central que ajuda a nortear as atividades para sensibilização de profissionais da área da saúde, população, órgãos governamentais e não-governamentais, empresas e demais setores da sociedade.

Este ano o tema gira em torno do aleitamento materno na primeira hora pós-parto – passo importante para a redução da mortalidade de recém-nascidos.

O lema definido pela WABA para a campanha de 2007 é: “Salve UM milhão de bebês – comece com UMA ação, UMA hora de apoio e UMA mensagem: Inicie a amamentação dentro da PRIMEIRA hora do nascimento!”

O tema da Semana Mundial no Brasil será: “Amamentação na primeira hora, proteção sem demora”.

“O aleitamento fornece nutrientes, calor, proteção e carinho essenciais na primeira hora pós-parto. Isso acaba sendo o diferencial. A sucção é mais forte neste momento, depois ele começa a ficar sonolento, podendo até apresentar uma sucção fraca.”, explica a fonoaudióloga Lilian Cristina Cotrim. “No âmbito fonoaudiólogico, a observação da pega e sucção do recém-nascido nesta primeira hora poderá resultar na detecção precoce e solução de problemas na amamentação, os quais poderão favorecer um aleitamento materno exclusivo sem traumas”, afirma.

O Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo, em parceria com diversas instituições, pretende orientar mães e desenvolver ações de promoção em pontos da cidade para chamar a atenção para o tema.

Fonoaudiologia: amamentação é destaque

Apoio à população, promoção da qualidade de vida e proteção à saúde. Em um trabalho conjunto com outras áreas, a Fonoaudiologia vem atuando com o aleitamento materno.

Uma das formas de proteção é o desenvolvimento de estudos que possam nortear ou resultar em políticas públicas na busca de melhores taxas de aleitamento materno exclusivo e na diminuição da mortalidade infantil. Uma maneira de promoção é a criação de condições favoráveis para a prática da amamentação, em uma ação mais voltada ao aspecto cultural, como palestras a estudantes.

A maior parte da atuação fonoaudiológica se dá também no apoio à população, ou seja, transmitindo às mães informações acessíveis, resolvendo seus problemas, prevenindo e tratando as eventuais dificuldades no aleitamento materno. Os exemplos são muitos: atuação em bancos de leite para favorecer a estocagem e a substituição de leite à bebês com mães ausentes ou sem possibilidades de amamentar; no auxílio no processo de amamentação seja nos consultórios (com avaliação de pega e sucção do recém-nascido) ou na UTI; (com estudos de alternativas de alimentação e ações terapêuticas para promover qualidade de vida, com nos casos de Método Mãe Canguru); orientações focais quando identificada a dificuldade na amamentação; o acompanhamento do aleitamento materno nas diferentes faixas etárias de 0 a 2 anos em ambulatórios de amamentação, entre outras ações.

Algumas perguntas devem ser feitas:
- Você já tinha se dado conta da quantidade de ações relacionadas à amamentação?
- Você já sabe como se dá a atuação de cada uma delas e como elas são importantes para a população?
- Você sabe como a sociedade pode criar uma cultura pró-amamentação?

O Brasil precisa cada vez mais descobrir as respostas para essas questões. Afinal, investir em ações pró-amamentação é investir na saúde dos futuros cidadãos e na qualidade de vida!

 


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Direção
IRENE SERRA
irene@riototalcombr