Ano 11 - Semana 594


Aspartame
bomba atômica no cérebro

É dificil acreditar que ainda se fechem os olhos a tan-tas evidências em favor de um interesse econô-mico que, acima da in-tenção de se proteger vi-das humanas, o que in-teressa é se ganhar mais e mais dinheiro.
Refiro-me às informações cada dia mais freqüentes relacionadas aos efeitos prejudiciais provocados pelo aspartame, o ado-çante artificial mais usado em todo o mundo, graças a um intenso trabalho de difusão e persuasão da marca.
Em recente estudo, cientistas da Universidade de Pretoria, África do Sul, confirmaram muito do que já sabemos há bastante tempo e que tem sido encoberto por autoridades por todos os lados do nosso planeta. O uso do aspartame aumenta a cada dia o aparecimento de seus efeitos negativos.

Esta substancia é com-posta de:
fenilalanina (50%),
ácido aspártico (40%) e
metanol (10%).

Fenilalanina interfere de forma importante na regu-lação de neuro-transmis-sores cerebrais enquanto o ácido aspártico tem um papel excitante no cérebro levando a casos de extre-ma agitação. O metanol, VENENO bem conhecido, é convertido em formaldeído (altamente tóxico), diceto-piperazina (cancerígeno) e grande número de subs-tancias tóxicas.

Há algum tempo se sabe que o consumo do aspar-tame produz distúrbios neurológicos e comporta-mentais em indivíduos sensíveis. Dores de cabe-ça, insônia, convulsões e comprometimento da me-mória e concentração são alguns dos problemas neurológicos encontrados pelo consumo deste ado-çante.

O objetivo desta última pesquisa foi o de se discutir os efeitos diretos e indiretos do aspartame sobre as células do or-ganismo, principalmente o cérebro. Sabe-se também que o seu uso comprome-te seriamente as funções de aprendizado nos jo-vens.
Prestem atenção aos ado-çantes artificiais que você consome e os que são contidos nos preparados DIET ou LIGHT que você tem o costume de com-prar e consumir.
(Dr. Sergio Vaisman)
 

 


 

 

    15 de agosto, 2008
 

Fígado

Um dos mais importantes órgãos internos é o fígado. É a mais volumosa de todas as vísceras, pesa cerca de 1,5 kg no homem adulto. Está situado no lado direito, no quadrante superior da cavidade abdominal, protegido pelas costelas.
Tem cor vermelho-amarronzada, é friável e frágil, possuindo uma superfície lisa, recoberta por uma cápsula própria.

O fígado se divide em duas partes (lobos). O lobo direito é seis vezes maior que o esquerdo. O órgão é totalmente recoberto pelo peritônio e é irrigado pela artéria hepática, recebendo sangue venoso do baço e intestinos pela veia porta.
Abaixo do lobo direito situa-se a vesícula biliar, uma bolsa de 9 cm, aproximadamente, que tem a capacidade de coletar cerca de 50 ml de bile produzida pelo fígado.

O fígado, junto com o baço e a medula óssea são os órgãos responsáveis pela hematopoese, formação e desenvolvimento das células sanguíneas. São também denominados órgãos hematopoiéticos.

Ele participa do processo de digestão, armazena vitaminas, anula o efeito de drogas, estoca energia, produz compostos necessários à coagulação do sangue - apenas para citar alguns de seus trabalhos mais conhecidos. É de se imaginar que um órgão assim tão importante deva ser extremamente complexo, de difícil tratamento. E ele é, de fato. O fígado ainda representa um intrincado desafio para a medicina. Tanto que ainda não existe remédio capaz de reavivar as funções de um fígado que já entrou em falência. Uma vez mortas, as células hepáticas não se recuperam. Contudo, se é difícil curar um fígado doente, a incrível versatilidade de um fígado saudável tem dado esperança de vida a milhares de pessoas em todo o mundo.

Ele é um dos órgãos mais propícios ao transplante, causando menos rejeição do que outros já rotineiramente transplantados, como coração ou rins. Outra característica peculiar desse órgão é sua capacidade de continuar funcionando mesmo quando é cortado ao meio: o fígado é capaz de se regenerar, voltando ao tamanho normal. Assim, um mesmo órgão pode ser usado para salvar a vida de duas pessoas. Ou um simples pedaço do fígado de uma pessoa saudável pode salvar a vida de outra. Por isso, é na área dos transplantes que os hepatologistas têm obtido as maiores conquistas.
 

Tecido hepático

É possível perder cerca de 75% deste tecido, por doença ou intervenção cirúrgica, sem que ele pare de funcionar.
O tecido hepático é constituído por formações diminutas que recebem o nome de lobos, compostos por colunas de células hepáticas (hepatócitos), rodeadas por canais diminutos (canalículos), pelos quais passa a bílis segregada pelos hepatócitos.
Estes canais se unem para formar o ducto hepático que, junto com o ducto procedente da vesícula biliar, forma o ducto comum da bílis, que descarrega seu conteúdo no duodeno.
As células hepáticas ajudam o sangue a assimilar as substâncias nutritivas e a excretar as matérias residuais e as toxinas, bem como esteróides, estrógenos e outros hormônios.


Funções do fígado

Secretar a bile, líquido que atua no emulsionamento das gorduras ingeridas, facilitando, assim, a ação da lipase.
Remover moléculas de glicose no sangue, reunindo-as quimicamente para formar glicogênio, que é armazenado. Nos momentos de necessidade, o glicogênio é reconvertido em moléculas de glicose, que são relançadas na circulação.
Armazenar ferro, cobre e vitaminas em suas células.
Sintetizar diversas proteínas presentes no sangue, de fatores imunológicos e de coagulação e de substâncias transportadoras de oxigênio e gorduras.
Produzir carboidratos a partir de lipídios ou de proteínas, e lipídios a partir de carboidratos ou de proteínas.
Degradar álcool e outras substâncias tóxicas, auxiliando na desintoxicação do organismo.
Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) velhas ou anormais, transformando sua hemoglobina em bilirrubina, o pigmento castanho-esverdeado presente na bile.
Sintetizar o colesterol e purificar muitos fármacos e  outras substâncias, como as enzimas.
Controlar o equilibrio hidro-salínico normal.


Doenças do fígado

São várias as doenças que podem atingir o fígado. Os sintomas variam conforme a gravidade, mas alguns dos mais comuns são: icterícia, retenção de líquido, fadiga, tendência ao sangramento, fraqueza muscular, urina escura, náuseas e vômitos, fezes esbranquiçadas e confusão mental.

Dependendo dos danos causados ao órgão pela doença de base, podem ocorrer alterações na absorção de vitaminas e nutrientes, acúmulo de substâncias tóxicas no organismo e redução da produção de proteínas e outros fatores necessários para a coagulação sangüínea.

Se a alteração hepática for muito grave, o transplante pode ser necessário.

Afecções inflamatórias agudas: difusas (hepatite) ou circunscritas (abscesso)
Afecções caracterizadas principalmente por esclerose (cirroses)
Afecções tumorais (câncer do fígado, primitivo ou secundário)
Comprometimentos hepáticos no decorrer de afecções cardiovasculares (fígado cardíaco);
Localizações hepáticas de diversas doenças gerais (cisto hidático).


Os males e a prevenção

Cirrose - Doença crônica caracterizada pela destruição das células hepáticas e sua substituição por tecido cicatricial. Esses danos são irreversíveis e, se a causa da doença não for tratada a tempo, o processo leva à falência total do fígado e à morte. A cirrose ocorre mais freqüentemente em alcoólatras, especialmente se sua dieta é pobre. O álcool lesa diretamente a célula hepática, alterando seu metabolismo e provocando sua morte. A cirrose pode ser também decorrente de uma insuficiência cardíaca ou uma hepatite.

Hepatite - É uma infecção do fígado, que pode ser viral ou não viral (geralmente provocada por drogas). Existem três formas conhecidas de hepatite viral: tipo A, B ou C. Recentemente, foi descoberto um novo vírus, o G, mas ainda não se sabe se ele também causa a doença. A hepatite tipo A é chamada de infecciosa e é transmitida por alimentos contaminados (principalmente frutos do mar), água, leite, sêmen, lágrimas e fezes. É uma doença geralmente benigna, mas que, em alguns casos mais raros, pode vir na forma de uma infecção fulminante, que mata em duas a três semanas. Uma pessoa que contraia hepatite tipo A não se torna um portador, mas um paciente afetado com tipo B carrega a doença por um período indefinido. A hepatite B é transmitida pelo sangue, saliva ou sêmen, e usualmente tem uma evolução lenta e prolongada (de 40 a 100 dias). Alguns portadores do vírus B (VHB), no entanto, desenvolvem hepatite crônica, que pode evoluir para cirrose ou câncer de fígado.

Embora hepatite B e aids tenham as mesmas formas de transmissão (contato sexual, sangue contaminado), o VHB é aproximadamente 100 vezes mais contagioso que o vírus da aids. A terceira forma conhecida de hepatite é a tipo C, que geralmente resulta de transfusões de sangue contaminado e também pode evoluir para uma cirrose. O tratamento é feito com drogas que melhoram o sistema imunológico, como o interferon. Mas o medicamento tem fortes efeitos colaterais e nem todos os pacientes respondem positivamente. Por isso, o melhor meio de evitar o problema é o aprimoramento na qualidade dos bancos de sangue, o uso de preservativo nas relações sexuais e a vacinação, já existente para os vírus A e B. As hepatites não virais são geralmente causadas pela exposição a substâncias químicas ou drogas como o álcool, agrotóxicos, fósforo, mercúrio, tetracloreto de carbono e alguns medicamentos antidepressivos e anticancerígenos.

Além da hepatite viral, há a auto-imune (ou seja, o sistema imunológico passa a reconhecer seus próprios tecidos como estranhos e a atacá-los) ou causada pela reação ao álcool ou a medicamentos.
Outros tipos de hepatite, como as secundárias a doenças metabólicas, genéticas, infiltrativas, devido a colangite esclerosante e a atresia das vias biliares (doença que causa obstrução do fluxo da bile como conseqüência do fechamento total ou parcial dos ductos biliares, causando acúmulo de bile no fígado) são menos freqüentes que as infecciosas. A hepatite alcoólica é bem freqüente. O álcool produz lesões no fígado que podem agravar outros tipos de hepatite.

Icterícia - É o aumento da quantidade de bile em circulação no sangue, tornando a pele e a esclera (branco do olho) amarelados, devido ao pigmento da bile, a bilirrubina.

Ela pode ter três diferentes causas:

1 - Icterícia hemolítica: ocorre quando as células vermelhas do sangue são destruídas em um número maior do que o fígado é capaz de suportar. Ela pode ser provocada por distúrbios sangüíneos, como anemia falciforme, talassemia e malária.
2 - Icterícia hepática: a habilidade do fígado em absorver bilirrubina fica prejudicada, geralmente devido a uma hepatite viral ou ação de drogas, como álcool e medicamentos. Situação semelhante ocorre na icterícia neonatal: o fígado, imaturo, é incapaz de excretar grandes quantidades de bilirrubina, devido à deficiência na produção de enzimas. Nesse caso, raios ultravioleta são utilizados para estimular as enzimas na pele, evitando que a bilirrubina exceda os níveis aceitáveis no sangue e se deposite no cérebro, provocando deficiência mental.
3 - Icterícia obstrutiva: é produzida quando obstruções no ducto do fígado, provocadas principalmente por cálculos ou tumores, fazem a bilirrubina voltar das células do fígado para dentro dos sinusóides, os vasos capilares sangüíneos que transportam sangue às células hepáticas.


Dúvidas

Problemas de fígado causam enxaqueca?
Não existe nenhuma relação comprovada entre dores de cabeça e problemas renais.

Depois de beber, é bom tomar remédios hepatoprotetores?
Tais medicamentos, vendidos sem receita médica e compostos de sais minerais, aminoácidos e vitaminas, não têm qualquer efeito protetor sobre o fígado. Para quem não quer sofrer danos advindos do álcool, só existe um conselho: beber com moderação.

Alimentos gordurosos "atacam" o fígado?
Não. Vítimas de insuficiência renal podem ter dificuldades em digerir gorduras por distúrbios no metabolismo da bile. Da mesma forma, pedras na vesícula podem impedir a passagem da bile, que é uma substância essencial na digestão das gorduras. Mas quem possui um fígado saudável pode ingerir gorduras sem problema.

Alcachofra é bom para o fígado?
Puro folclore. Alcachofra é apenas um saboroso alimento.
 

Como o álcool destrói o fígado

Em todo o mundo, o alcoolismo é uma das principais causas das doenças hepáticas. O etanol exerce ação tóxica direta no fígado, uma vez que seu metabolismo se processa principalmente nesse órgão. Quanto mais a pessoa bebe, mais o fígado vai aumentando sua capacidade de metabolismo, o que se traduz num aumento da tolerância ao álcool. Mas o organismo paga um preço alto por esse excesso de trabalho: com o tempo, surgem alterações nas células hepáticas. Inicialmente, ocorre uma esteatose, ou seja, o acúmulo de gordura no órgão, tornando-o amarelo e aumentado. Essa lesão ainda é reversível, mas, se o paciente não abandonar a bebida, pode evoluir para necrose (morte) das células e formação de fibroses (cicatrizes), caracterizando o que os médicos chamam de hepatite alcoólica. Mais grave ainda é a cirrose: em sua fase avançada, o fígado encolhe e tem suas funções comprometidas de forma irreversível.

Embora normalmente sejam necessárias doses elevadas de etanol para provocar uma hepatite alcoólica ou cirrose, alguns homens podem desenvolver uma doença hepática com apenas 40 gramas de álcool puro por dia, o equivalente a duas doses de bebida destilada (pinga, por exemplo). Nas mulheres, a metade disso já pode causar os mesmos efeitos nocivos. Isso se explica porque a mulher absorve 30% mais de álcool que o homem. O organismo feminino tem mais dificuldade para metabolizar o álcool, provavelmente por ter mais gordura e menos água que o masculino, o que leva a um aumento da concentração alcoólica no sangue. E o pior é que o número de mulheres viciadas em álcool está aumentando. Segundo a Organização Mundial da Saúde, enquanto na década de 70 havia no país uma mulher alcoólatra para cada 20 homens, hoje a relação é de 1 para 7. Vale lembrar, no entanto, que o alcoolismo não apenas causa doenças, mas é também, em si, uma doença, que requer tratamento e pode ser curada.



Síntese da bile

Uma das principais funções do fígado é a secreção da bile, um líquido alcalino e amargo contendo água, bicarbonato de sódio, sais biliares, pigmentos, colesterol e bilirrubina, entre outros elementos. Cerca de um litro de bile é secretado pelo fígado todos os dias. Ela é estocada na vesícula biliar, em uma forma altamente concentrada até que seja exigido para quebrar gorduras. Os sais biliares atuam como detergentes, emulsionando as gorduras e fragmentando as suas gotículas, para aumentar sua superfície de exposição às enzimas e, assim, facilitar a transformação química necessária à perfeita absorção pelo organismo.
 

Fonte: dr. Hoel Sette Jr., Clínica Pró-Fígado
 

 


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