Ano 11 - Semana 540

 



Vitamina C contra pneumonia

A pneumonia, que é uma das mais comuns e sérias infecções causada por ví-rus, bactérias ou outros agentes, leva à morte mi-lhares de pessoas anual-mente, especialmente cri-anças e idosos. Mas os pacientes podem apresen-tar menos riscos se forem tratados com vitamina C.
Em revisão recentemente publicada na Cochrane Li-bray, os autores sugerem que a suplementação com vitamina C pode ter uma ação preventiva em gru-pos de indivíduos com alta incidência de pneumonia e efeitos terapêuticos em indivíduos com baixos ní-veis sangüíneos de ácido ascórbico.

O pesquisador Harri Hemi-la, da Universidade de Helsinque, um dos auto-res da revisão, conclui que o uso profilático e o tra-tamento da pneumonia com suplementação de vitamina C devem ser estudados em populações que consomem poucos nutrientes antioxidantes em suas dietas. Para ele, a suplementação para pa-cientes com pneumonia que tenham baixa quan-tidade da substância no sangue pode ser acon-selhável, pois os custos são baixos e praticamente não há riscos.

 

 


 

 

    04 de agosto, 2007
 

Remédios manipulados

CHEGAM A SER 1.865% MAIS BARATOS QUE OS DE REFERÊNCIA



Além de seguro e personalizado, o remédio manipulado oferece economia aos consumidores

A pesquisa de preços é a melhor aliada na hora de comprar remédios. Além da escolha da farmácia, o consumidor tem que saber qual medicamento - seja ele de referência, genérico ou manipulado - é capaz de oferecer um melhor custo benefício. Em alguns casos, a diferença de preço entre os medicamentos chega a 1.865%.

Um exemplo é o alendronato de sódio, utilizado no tratamento de osteoporose: enquanto quatro comprimidos de referência custam, em média, R$ 85,00, 16 unidades manipuladas saem por R$ 17,00.
Já ao comprar o fluconazol manipulado, o consumidor economiza mais de 90%. Dez cápsulas de referência do remédio para micoses custa em média R$200,00 - já dez manipuladas não chegam a R$ 20,00.
O mesmo ocorre com o sinvastatina, medicamento muito indicado no tratamento do colesterol: uma caixa com 30 comprimidos de referência custa em média R$ 60,00, enquanto o manipulado sai por cerca de R$ 21,00. A diferença é de 185,71%.

"O motivo da economia se deve ao fato do medicamento manipulado ser feito na dosagem exata do tratamento, evitando-se, entre outros, gastos desnecessários com o excesso de remédio. Já o de referência é normalmente mais caro em função da taxa de importação, pois suas matrizes estão localizadas fora do território nacional, além dos gastos com propaganda e investimento", explica a farmacêutica Simone Malagrino. "E uma boa opção de economia é os pacientes pedirem ao médico que receite o princípio ativo e a dosagem exata do medicamento para que ele possa ser feito em farmácia de manipulação - garantindo um menor custo com o medicamento e menos risco de auto-medicação", completa ela.


A Anvisa exige segurança e qualidade nos processos de manipulação


Para disciplinar as farmácias de manipulação e dar mais segurança ao consumidor, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou novas resoluções e tornou obrigatória, para toda farmácia de manipulação, a instituição de um Sistema de Garantia de Qualidade (SGQ), que entre outras regras visa assegurar:

- Treinamento inicial e aperfeiçoamento contínuo dos profissionais;
- Métodos de monitoramento do processo de manipulação (antes feito manualmente e por amostragem aleatória, agora deve ser feito em todas as fórmulas) com computador para cálculo de desvio padrão, que garante que o peso médio de cada uma das cápsulas seja semelhante, garantindo assim a segurança do tratamento;
- Auditorias internas;
- Regras referentes à manutenção e limpeza das áreas de manipulação de materiais e equipamentos, incluindo a verificação e calibração periódica;
- Acompanhamento, controle e avaliação das matérias-primas;
- Implantação de regras de escrituração, documentação e registros que possibilitem a rastreabilidade dos produtos manipulados.


Para impedir o risco de Contaminação Cruzada, uma das resoluções diz respeito à preparação de fórmulas farmacêuticas que tenham na composição substâncias como hormônios, penicilínicos, antibióticos, citostáticos e medicamentos sob controle especial. A manipulação dessas substâncias deve ocorrer em áreas dedicadas ou locais isolados, com sistema de tratamento de ar exclusivo, que garanta a proteção ambiental dos espaços envolvidos na manipulação, inclusive da contaminação externa.
 

 


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Direção
IRENE SERRA
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