Ano 11 - Semana 540


 

Dermatite de Contato
A dermatite de contato irritativa provocada por água, sabões, detergen-tes, é uma das causas mais freqüentes de aler-gias.
O uso de luvas para pro-teção das mãos é muito importante, no entanto, alguns usuários de luvas podem desenvolver um quadro de dermatite de contato alérgica.
O médico deve ter cuidado ao indicar qual luva é mais adequada para cada atividade e indivíduo.

A luva de borracha natural pode desencadear reações de alergia imediata – tipo I, alerta a dermatologista Carolina Ferolla.
As pessoas alérgicas podem usar as luvas de borracha sintética ou de plástico, esta é uma opção de baixo custo. Das luvas de borracha sinté-tica, a mais usada é a de nitrila. Existem também luvas de neoprene, butí-liva, Viton, Silver Shield que são luvas com custo mais elevado e indicadas para o uso com produtos químicos perigosos. Estas luvas são chamadas hipo-alergênicas, mas, durante a sua fabricação também, são utilizados  aditivos químicos alergênicos.

       04 de agosto, 2007
 

Doenças que Chegam com o Inverno

Casos de rinite, asma e dermatite atópica
aumentam em quase 40% com as baixas temperaturas


O inverno chegou e com ele deve vir também um reforço nos cuidados com a saúde. Nesta época do ano, além de frio, o ar fica mais seco e poluído e costuma deixar muita gente doente. Problemas decorrentes da alergia, como a rinite e a asma, tornam-se comuns. A dermatite atópica, doença alérgica de pele que atinge cerca de 20% das crianças brasileiras, também se manifesta com mais intensidade durante os meses mais frios do ano.

Comum em habitantes das grandes cidades pelo contato direto com a poluição, poeira, pêlos de animais domésticos e mofo, os casos de dermatite triplicaram nas últimas décadas. Dados do Hospital das Clínicas de São Paulo apontam um aumento de quase 40% na incidência de pacientes que procuram o consultório médico no inverno queixando-se de coceira, pele seca, descamação e feridas, sintomas característicos da dermatite.

Além do ambiente, a genética é também uma das principais causas da doença. Ela pode aparecer em qualquer idade, mas os bebês são o principal alvo. Muitas mães sofrem em ver seus pequenos chorando, com focos de bolhinhas e vermelhidão nas pernas, braços e bochechas. É importante, porém, manter a calma da criança, pois o estresse pode contribuir para a piora do quadro.

Apesar de não ter cura como as demais alergias, a dermatite atópica pode ser controlada. Combater o ressecamento com banhos rápidos, mornos e sem esfregar a pele é o primeiro passo. Hidratação e medicamentos via oral (antihistamínicos e/ou antibióticos) e de uso tópico (corticoestreróides ou imunomoduladores tópicos, como por exemplo o tacrolimo) também são fundamentais para a contenção das crises. A finalidade do tratamento é reduzir os incômodos da doença com uma terapia que possa ser usada em longo prazo e com segurança.

 

 



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Direção
IRENE SERRA
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