O inverno chegou e com ele deve vir também um reforço nos cuidados
com a saúde. Nesta época do ano, além de frio, o ar fica mais seco e
poluído e costuma deixar muita gente doente. Problemas decorrentes
da alergia, como a rinite e a asma, tornam-se comuns. A dermatite
atópica, doença alérgica de pele que atinge cerca de 20% das
crianças brasileiras, também se manifesta com mais intensidade
durante os meses mais frios do ano.
Comum em habitantes das grandes cidades pelo contato direto com a
poluição, poeira, pêlos de animais domésticos e mofo, os casos de
dermatite triplicaram nas últimas décadas. Dados do Hospital das
Clínicas de São Paulo apontam um aumento de quase 40% na incidência
de pacientes que procuram o consultório médico no inverno
queixando-se de coceira, pele seca, descamação e feridas, sintomas
característicos da dermatite.
Além do ambiente, a genética é também uma das principais causas da
doença. Ela pode aparecer em qualquer idade, mas os bebês são o
principal alvo. Muitas mães sofrem em ver seus pequenos chorando,
com focos de bolhinhas e vermelhidão nas pernas, braços e bochechas.
É importante, porém, manter a calma da criança, pois o estresse pode
contribuir para a piora do quadro.
Apesar de não ter cura como as demais alergias, a dermatite atópica
pode ser controlada. Combater o ressecamento com banhos rápidos,
mornos e sem esfregar a pele é o primeiro passo. Hidratação e
medicamentos via oral (antihistamínicos e/ou antibióticos) e de uso
tópico (corticoestreróides ou imunomoduladores tópicos, como por
exemplo o tacrolimo) também são fundamentais para a contenção das
crises. A finalidade do tratamento é reduzir os incômodos da doença
com uma terapia que possa ser usada em longo prazo e com segurança.