Ano 11 - Semana 547

 

Chegada da Primavera exige cuidados com os olhos


Cidade grande é sinônimo de progresso, poluição, trânsito intenso e muito trabalho com horas em frente ao computador. Soma-se a isso um dia de sol forte para se ter o cenário ideal para pre-judicar o órgão que funciona como uma janela para o mundo: os olhos. ”Nos grandes centros, temos excesso de polu-entes no ar que acabam irritando os olhos, deixan-do-os vermelhos e cau-sando sensação de pre-sença de grãos de areia, coceira e até casos de alergia”, explica o Dr. Alfredo Tranjan, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e especialis-ta em oftalmologia pela Associação Médica Brasi-leira.

Pequenas mudanças no dia-a-dia podem fazer diferença como postura correta ao se sentar, cui-dados com iluminação e até uma pausa para quem trabalha muito tempo em frente ao computador. “Pode parecer pouco, mas já ajuda a preservar a saúde dos olhos”, analisa Tranjan.

O especialista alerta que a maioria das pessoas se preocupa com os cuidados a serem tomados com os olhos apenas no Verão, por se tratar de um período em que ocorrem muitos casos de conjun-tivite. “Os problemas com os olhos não ocorrem somente durante o Verão. Nesse período de final do Inverno e início de Pri-mavera, o pólen das flo-res fica em evidência fazendo com que aumen-tem os casos alérgicos. Ou seja, temos que ter maior cuidado com esses ambientes, por exemplo”, alerta Tranjan.

“O que podemos fazer para evitar as doenças ou pelo menos diminuí-las é manter sempre as mãos bem limpas, evitando levá-las aos olhos. Outra forma de proteção para as pessoas que estão em constante contato com a poluição e com os raios solares, como os moto-boys, é utilizar óculos escuros, de preferência àqueles com selo de proteção aos raios ultra-violeta, além de utilizar colírios à base de lágrima artificial para lubrificar os olhos. Bom sono, não fumar, diminuir o stress, proteção contra o sol e uma dieta balanceada contendo uma gama de vitaminas e minerais são elementos essenciais para uma boa visão e para manter os olhos sau-dáveis em crianças e adultos”, finaliza.
 

 


 

 

    22 de setembro, 2007
 

CÂNCER DE pÂNCREAs


A maior parte do casos de câncer de pâncreas localiza-se na região da cabeça do órgão.

O risco de desenvolver o câncer de pâncreas aumenta após os 50 anos de idade, principalmente na faixa entre 65 e 80 anos, havendo uma maior incidência no sexo masculino.

Gerlamente a doença é diagnosticada em fase avançada, e portanto, é tratada para fins paliativos. O tipo mais freqüente é o adenocarcinoma com 90% dos casos.


Epidemiologia
O câncer de pâncreas é raro antes dos 30 anos de idade, sendo mais comum a partir dos 60 anos. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 casos entre 40 e 50 anos para 116/100.000 entre 80 e 85 anos.

No Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos de câncer, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer. Por ano, nos Estados Unidos, cerca de 26 mil pessoas são diagnosticadas com a doença.

A taxa de mortalidade por câncer de pâncreas é alta, pois é uma doença de difícil diagnóstico e extremamente agressiva.


Fatores de Risco
Entre os fatores de risco, destaca-se principalmente o uso de derivados do tabaco. Os fumantes possuem três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes. Dependendo da quantidade e do tempo de consumo, o risco fica ainda maior.

Outro fator de risco é o consumo excessivo de gordura, de carnes e de bebidas alcoólicas. Como também a exposição a compostos químicos, como solventes e petróleo, durante longo tempo.

Há um grupo de pessoas que possui maior chance de desenvolver a doença, e estas devem estar atentas aos sintomas. Pertencem a este grupo indivíduos que sofrem de pancreatite crônica ou de diabetes melitus, que foram submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou sofreram retirada da vesícula biliar.


Prevenção
Algumas medidas preventivas podem ser adotadas, como evitar o consumo de derivados do tabaco e a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e adotar uma dieta balanceada com frutas e vegetais.

Para indivíduos submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou que sofreram retirada da vesícula biliar, recomenda-se a realização de exames clínicos regularmente, como também para aqueles com histórico familiar de câncer. Pessoas que sofrem de pancreatite crônica ou de diabete melitus devem também fazer exames periódicos.


Detecção Precoce
A localização do pâncreas na cavidade mais profunda do abdômen, atrás de outros órgãos, dificulta a detecção precoce do câncer de pâncreas. O tumor normalmente desenvolve-se sem sintomas, sendo difícil diagnosticá-lo na fase inicial. Quando detectado, já pode estar em estágio muito avançado.


Sintomas
O câncer de pâncreas não apresenta sinais específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os sintomas dependem da região onde está localizado o tumor, e os mais perceptíveis são: perda de apetite e de peso, fraqueza, diarréia e tontura.

O tumor que atinge a cabeça do pâncreas possui como sintoma comum a icterícia. Ela é causada pela obstrução biliar, e deixa a pele e os olhos amarelados.

Quando a doença está mais avançada, um sinal comum é a dor, que no início é de pequena intensidade, podendo ficar mais forte, localizada na região das costas. Outro sintoma do tumor é o aumento do nível da glicose no sangue, causado pela deficiência na produção de insulina.


Diagnóstico
O diagnóstico é realizado através do relato dos sintomas e de exames de laboratório, como de sangue, fezes e urina. Outros exames podem ser solicitados, como: tomografia computadorizada do abdômen; ultra-sonografia abdominal; ressonância nuclear de vias biliares e da região do pâncreas; e também a biópsia do tecido.


Tratamento
A cura do câncer de pâncreas só é possível quando este for detectado em fase inicial. Nos casos passíveis de cirurgia, o tratamento mais indicado é a ressecção, dependendo do estágio do tumor.

Em pacientes cujos exames já mostraram metástases à distância ou estão em precário estado clínico, o tratamento paliativo imediato mais indicado é a colocação de endo-prótese.

A radioterapia e a quimioterapia, associadas ou não, podem ser utilizadas para a redução do tumor e alívio dos sintomas.

Fonte: INCA


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Direção
IRENE SERRA
irene@riototalcombr