CÂNCER DE pÂNCREAs
A maior parte do casos de câncer
de pâncreas localiza-se na região da cabeça do órgão.
O risco de desenvolver o câncer de pâncreas aumenta após os 50 anos
de idade, principalmente na faixa entre 65 e 80 anos, havendo uma
maior incidência no sexo masculino.
Gerlamente a doença é diagnosticada em fase avançada,
e portanto, é tratada para fins paliativos. O tipo mais freqüente é
o adenocarcinoma com 90% dos casos.
Epidemiologia
O câncer de pâncreas é raro antes dos 30 anos de idade, sendo mais
comum a partir dos 60 anos. Segundo a União Internacional Contra o
Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de
10/100.000 casos entre 40 e 50 anos para 116/100.000 entre 80 e 85
anos.
No Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos de
câncer, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer. Por
ano, nos Estados Unidos, cerca de 26 mil pessoas são diagnosticadas
com a doença.
A taxa de mortalidade por câncer de pâncreas é alta, pois é uma
doença de difícil diagnóstico e extremamente agressiva.
Fatores de Risco
Entre os fatores de risco, destaca-se principalmente o uso de
derivados do tabaco. Os fumantes possuem três vezes mais chances de
desenvolver a doença do que os não fumantes. Dependendo da
quantidade e do tempo de consumo, o risco fica ainda maior.
Outro fator de risco é o consumo excessivo de gordura, de carnes e
de bebidas alcoólicas. Como também a exposição a compostos químicos,
como solventes e petróleo, durante longo tempo.
Há um grupo de pessoas que possui maior chance de desenvolver a
doença, e estas devem estar atentas aos sintomas. Pertencem a este
grupo indivíduos que sofrem de pancreatite crônica ou de diabetes
melitus, que foram submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou
duodeno ou sofreram retirada da vesícula biliar.
Prevenção
Algumas medidas preventivas podem ser adotadas, como evitar o
consumo de derivados do tabaco e a ingestão excessiva de bebidas
alcoólicas e adotar uma dieta balanceada com frutas e vegetais.
Para indivíduos submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou
duodeno ou que sofreram retirada da vesícula biliar, recomenda-se a
realização de exames clínicos regularmente, como também para aqueles
com histórico familiar de câncer. Pessoas que sofrem de pancreatite
crônica ou de diabete melitus devem também fazer exames periódicos.
Detecção Precoce
A localização do pâncreas na cavidade mais profunda do abdômen, atrás
de outros órgãos, dificulta a detecção precoce do câncer de
pâncreas. O tumor normalmente desenvolve-se sem sintomas, sendo
difícil diagnosticá-lo na fase inicial. Quando detectado, já pode
estar em estágio muito avançado.
Sintomas
O câncer de pâncreas não apresenta sinais específicos, o que
dificulta o diagnóstico precoce. Os sintomas dependem da região onde
está localizado o tumor, e os mais perceptíveis são: perda de
apetite e de peso, fraqueza, diarréia e tontura.
O tumor que atinge a cabeça do pâncreas possui como sintoma comum a
icterícia. Ela é causada pela obstrução biliar, e deixa a pele e os
olhos amarelados.
Quando a doença está mais avançada, um sinal comum é a dor, que no
início é de pequena intensidade, podendo ficar mais forte,
localizada na região das costas. Outro sintoma do tumor é o aumento
do nível da glicose no sangue, causado pela deficiência na produção
de insulina.
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado através do relato dos sintomas e de exames
de laboratório, como de sangue, fezes e urina. Outros exames podem
ser solicitados, como: tomografia computadorizada do abdômen;
ultra-sonografia abdominal; ressonância nuclear de vias biliares e
da região do pâncreas; e também a biópsia do tecido.
Tratamento
A cura do câncer de pâncreas só é possível quando este for detectado
em fase inicial. Nos casos passíveis de cirurgia, o tratamento mais
indicado é a ressecção, dependendo do estágio do tumor.
Em pacientes cujos exames já mostraram metástases à distância ou
estão em precário estado clínico, o tratamento paliativo imediato
mais indicado é a colocação de endo-prótese.
A radioterapia e a quimioterapia, associadas ou não, podem ser
utilizadas para a redução do tumor e alívio dos sintomas.
Fonte: INCA