Ano 9 - Semana 434

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23 de julho, 2005
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O trabalho pode causar doenças psíquicas, além de físicas
 


É milenar o conhecimento da relação entre trabalho e doença psíquica. Esse adoecimento é ocasionado pela natureza do trabalho, de sua organização, pela forma como a pessoa reage às pressões e ao estresse. Além das doenças laborais, como as Lesões por Esforço Repetitivo (LER), existem outras doenças físicas e psicológicas que podem ser conseqüência do trabalho e que se manifestam, habitualmente, por sintomas orgânicos ou psíquicos que caracterizam um mal-estar e uma sensação de que algo não está bem.

A psicóloga Paola Andreoli alerta que esses sintomas nem sempre são reconhecidos como sinais de alerta e o contato prolongado com situações estressantes, aliado ao desconhecimento de suas conseqüências, pode levar o profissional a adoecer.

A primeira atitude preventiva deve ser o reconhecimento de que o trabalho, qualquer que seja sua natureza, pode causar estresse e repercutir na saúde. Aprender a lidar com o estresse não acontece de um dia para outro e passa, obrigatoriamente, por uma mudança de atitude, hábitos e pela compreensão de que todos são vulneráveis a essa doença.

Deve-se então prestar mais atenção às coisas do dia a dia que causam tensão. Outro fator importante é conhecer o grau de ansiedade em que se vive. A preparação para enfrentar situações estressantes é parte importante para a adaptação à sobrecarga da rotina. Por exemplo: passar mais tempo em atividades não relacionadas ao trabalho, como lazer, dedicar-se aos cuidados pessoais, como alimentação e exercício.

Todo comportamento direcionado à manutenção e à promoção de saúde, seja física ou mental, é importante na minimização dos efeitos do estresse. Viver para o trabalho não é adequado. O lazer e os momentos de ócio são importantes para que se possa reavaliar a posição frente ao trabalho, as expectativas, para abrir espaço para a criatividade e para vivenciar outras atividades que fazem parte da vida.

Não é fácil se desligar do trabalho. Mesmo em férias, leva se um tempo para deixar de lado as obrigações e se dedicar ao descanso. No dia a dia, espera-se que se tenham preocupações com o trabalho. Da mesma forma, não é esperado que a lembrança do trabalho tire a possibilidade de se relacionar com a família, amigos e a atender necessidades básicas, como comer e dormir.

“Caso apareçam sintomas mais incapacitantes, é necessário buscar um profissional especializado para avaliar e tratar a doença”, recomenda a psicóloga Paola Andreolli.
 




Direção
IRENE SERRA
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