Ano 11 - Semana 571




Dia 13 de março, come-mora-se o Dia Mundial do Rim, data que figura co-mo uma oportunidade de alerta sobre os perigos e alcance das complicações renais, que atingem hoje milhões de brasileiros.



 

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     08 de março, 2008
 

Rins


Eles são dois, têm o formato similar ao de feijões e funcionam como uma espécie de filtro do nosso organismo. Os rins, responsáveis por eliminar toxinas e regular alguns processos químicos do corpo, como o estímulo para a produção de glóbulos vermelhos do sangue, demandam certos cuidados que, quando não seguidos de forma correta, podem resultar em enfermidades graves.

A mais grave delas é a doença renal crônica (DRC), mal que afeta atualmente cerca de 2 milhões de pessoas no país e quase 500 milhões em todo mundo. A DRC é caracterizada pela perda progressiva e irreversível das funções dos rins e tem como principais causas o agravo de quadros de diabetes e hipertensão.

Uma das complicações mais comuns da doença renal crônica é a anemia renal, diminuição dos níveis de glóbulos vermelhos do sangue que leva a uma menor oxigenação do organismo. Esta forma de anemia pode contribuir também para o surgimento de doenças cardiovasculares, já que o coração aumenta o ritmo de bombeamento sangüíneo na tentativa de compensar a falta de oxigênio no corpo. Estima–se que cerca de 70 mil portadores de DRC desenvolvam também a anemia renal.

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Nefrologia, atualmente mais de 70% das pessoas que sofrem com problemas renais no país não sabem que estão doentes e, portanto, não buscam tratamento.

A melhor forma de retardar a ação das doenças renais, evitando o surgimento da anemia ou mesmo sua evolução, é o diagnóstico precoce. “Ele pode ser realizado por um método bem simples, com uma amostra de sangue, a mesma necessária para uma dosagem de colesterol. A análise é feita medindo-se o nível de creatinina: uma elevação dessa substância no organismo indica uma diminuição da função renal”, informa a Dra. Anita Silva, gerente médica da Roche.

Embora a doença renal crônica não apresente sintomas aparentes até que cerca de 50% da função dos rins estejam comprometidas, é importante estar alerta a certos sinais. Ardor ou dificuldade para urinar, alterações na coloração ou presença de sangue e espuma na urina, são alguns deles. Inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, dores lombares, vômitos, náuseas, palidez e fraqueza também podem ser indicadores da DRC. Ao menor sinal de alterações do organismo, um médico deve ser consultado.

 

 


Direção
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br

 

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