Ano 11 - Semana 578


Ácido fólico e memória

Será que a falta de ácido fólico e folatos em geral pode contribuir para a piora da memória?
Recentes estudos de-monstraram que paci-entes com deficiência de ácido fólico tinham mais dificuldade para memori-zação de detalhes do que aqueles com níveis san-guíneos normais desse elemento.
O ácido fólico e folatos podem ser conseguidos a partir de pães e cereais enriquecidos ou sob a forma de suplementos.
Doses nutricionais ideais de ácido fólico se encon-tram entre 400 e 800 microgramas por dia.
(Dr. Sergio Vaisman)

 

ARQUIVO

 

     26 de abril, 2008
 

Hipertensão

prevenção e combate


Sábado, 26 de abril, é o Dia Nacional da Hipertensão Arterial, que tem como objetivo conscientizar a população sobre esta complicação. Segundo o Ministério da Saúde, afeta mais de 30 milhões de brasileiros.

A hipertensão arterial, ou pressão alta, é uma doença cosmopolita e atinge principalmente adultos e idosos. É assintomática, silenciosa, ou seja, na maioria das vezes não provoca sintoma algum. Ela bombardeia o cérebro, rins e coração, provocando derrames, infartos e insuficiência renal. A principal causa de morte no Brasil são as doenças vasculares diretamente ligadas à hipertensão.


As manifestações mais comuns a ela atribuídas, entre as quais dor de cabeça, cansaço, tonturas, sangramento pelo nariz podem não ter uma relação de causa e efeito com a elevação da pressão arterial.


Em 95% dos casos não há motivo determinante, só os chamados fatores de risco que, somados, levam de maneira contínua, à elevação da pressão. São o consumo de sal, a obesidade, o excesso de colesterol, a vida sedentária e o estresse.

A pressão alta atinge 30% da população adulta brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade. Está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebral (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

De acordo com o Painel de Indicadores do SUS, em 2000 a hipertensão foi o segundo maior fator de risco de morte nas Américas, com mais de 700 mortes em mil, perdendo apenas para o tabagismo, que ultrapassou o número de 850 mortes em mil.

A pressão alta, na maioria das vezes, não tem cura, sendo assim é necessário o acompanhamento e controle periodicamente, de forma ininterrupta. Porém, os números são preocupantes: apenas 23% dos hipertensos controlam corretamente a doença, 36% não fazem controle algum e 41% abandonam o tratamento após melhora inicial da pressão arterial.

“É importante que a população se conscientize e tenha o hábito de medir regularmente a pressão e proceda de forma saudável, para evitar as complicações decorrentes da hipertensão e, dessa forma, prolongar e melhorar a qualidade de vida”, pondera o dr. Ari Timerman, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo - SOCESP.

Além de informar a população é imprescindível a atualização dos profissionais para que haja uma melhora significativa no atendimento, desde o prognóstico ao tratamento mais adequado. A Regional Franca da SOCESP, por exemplo, promoverá em 26 de abril, um curso de atualização que apresentará as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, desde a detecção, avaliação e parâmetros para o bom tratamento. Isso, aliás, é comum em todas as Regionais SOCESP.

De acordo com o dr. Luiz Alfredo Husemann Patti, presidente da Regional SOCESP, a meta é a discussão das diretrizes dando enfoque à singularidade da apresentação da hipertensão arterial, seja no idoso, no jovem, no diabético, no obeso, no portador de disfunção renal, na grávida, no portador de alterações do metabolismo de lípides, como o colesterol, no paciente já portador de alterações cardíacas, nos chamados hipertensos do jaleco branco, nos casos de hipertensão secundária, etc.

Para prevenir a hipertensão é necessário que o indivíduo pratique atividades físicas e reduza a ingestão de sal e álcool. Recomenda-se a interrupção do tabagismo, pois este se associa a maior incidência de mortalidade das doenças coronárias, cerebrovascular e vascular de extremidades.


A importância da conscientização do controle e tratamento:

As graves conseqüências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento.
Em apenas 29% das consultas médicas no Brasil se faz a medição da pressão.
Apenas 23% dos hipertensos controlam corretamente a doença. 36% não fazem controle algum e 41% abandonam o tratamento, após melhora inicial da pressão arterial.



 


Direção
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br

 

Se você é da área médica e quer publicar algum artigo, venha fazer parte da nossa equipe.