Ano 11 - Semana 579


Videocirurgia plástica

É menos invasiva e mais segura, sem o risco de traumas, ao garantir o re-juvenescimento facial de pacientes que buscam uma estética natural.
Trata-se da técnica em que se utiliza o video-endoscópio através de pequenas incisões locali-zadas no couro cabeludo. Esse aparelho permite a visão ampliada da área a ser abordada pela equipe médica.

No Brasil e em outros países em que a cirurgia plástica alcançou nível avançado, a videocirurgia é considerada uma boa indicação. Na imagem ampliada aproximada-mente 10 vezes, podem-se ver, com segurança, estruturas anatômicas im-portantes sem risco de lesá-las. Essa técnica leva a uma recuperação mais curta, proporcionando ao paciente um resultado mais natural e harmônico no processo do rejuve-nescimento facial.

Na cirurgia convencional é preciso abrir o local a ser operado, enquanto o procedimento na video-cirurgia é feito por pe-quenas incisões, de apro-ximadamente 10 mm. Em uma dessas incisões, é introduzida a micro-câme-ra, que fornece as ima-gens para um monitor. Este aparelho, por sua vez, serve de base para o médico observar e se guiar.

São várias as vantagens: menor traumatismo ope-ratório, menor tempo de internação, menor risco de infecções, menor custo operacional, menor tempo de recuperação, cicatriz operatória menos apa-rente e, portanto, mais natural. Pacientes têm aprovado os resultados com entusiasmo e alívio.


 

ARQUIVO

 

     03 de maio, 2008
 

AZIA

Cuidados com alimentação e postura evitam refluxo
 

Azia e queimação são os sintomas mais comuns da doença do refluxo gastresofágico. A pessoa sente o retorno de parte do conteúdo do estômago para o esôfago, de forma espontânea ou desencadeada pela regurgitação – muitas vezes provocando engasgo, pigarro ou tosse forte. Embora seja uma doença multifatorial, uma das causas mais freqüentes é a flacidez da válvula anti-refluxo, localizada no esôfago.

De acordo com o doutor João Geraldo Simões Houly, chefe da Clínica Médica do Hospital Santa Paula, além do tratamento clínico, medidas dietéticas e posturais são de grande importância, como ingerir pequenas porções de comida, mastigar bem os alimentos, elevar a cabeceira da cama e evitar dormir em seguida ao jantar. “Trata-se de uma doença crônica, que obriga o paciente a mudar o estilo de vida. Um dos fatores que mais provocam azia, refluxo e queimação é a alimentação. Já que todos temos de comer para nos manter em pé e ativos, o ideal é adotar uma alimentação controlada”.


Alimentos e bebidas que enfraquecem a válvula anti-refluxo:

- Chocolates e doces
- Condimentos (alho, cebola e pimenta)
- Café, chá preto ou mate
- Álcool e bebidas gaseificadas
- Alimentos gordurosos e frituras (maionese, azeite, queijo amarelo, leite integral, coco, palmito, abacate e amendoim)


Alimentos e bebidas que irritam o esôfago:

- Sucos e frutas cítricas
- Produtos à base de tomate
- Molho de pimenta


“Também é importante ingerir alimentos mais vezes ao dia e em porções menores, evitando que o estômago pressione a válvula anti-refluxo. Além disso, é preciso e controlar a velocidade com que se faz as refeições e evitar líquidos durante o almoço e o jantar. Comer depressa só agrava o problema. Experimente apoiar o garfo de volta na mesa enquanto mastiga cada porção de alimento”, diz o médico – lembrando que o vício do fumo piora ainda mais o quadro.



Dr. João Geraldo Simões Houly, Médico-Chefe do Serviço de Clínica Médica, Medicina de Urgência e Terapia Intensiva do Hospital Santa Paula (www.santapaula.com.br)


 


Direção
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br

 

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