Ano 11 - Semana 535
 




Aumento da expectativa de vida resulta em dimi-nuição da fertilidade

“Quando se tem uma família grande, menores são os investimentos em cada filho. O que se vê, hoje, são os casais inves-tindo mais em menor número de filhos. Além disso, o ambiente compe-titivo, em que se faz enorme esforço para manter casamento e em-prego, também contribui para a redução dos nas-cimentos”, diz a antropó-loga britânica Ruth Mace, professora da Universi-dade de Londres.

Na opinião da especialista brasileira em reprodução humana, Silvana Chedid, uma das grandes ques-tões da atualidade é o adiamento da gravidez. “As incertezas pessoais e profissionais realmente pesam muito na decisão de ter filhos. Muitos ca-sais têm adiado a che-gada do bebê, mesmo cientes de que, quanto mais adiarem a concep-ção, tanto homens quanto mulheres devem encon-trar mais dificuldades, que poderão ser resol-vidas com tratamentos apropriados”.

A especialista aponta as novas tecnologias como uma “segurança a mais” no adiamento da ges-tação. “Se há algum tem-po atrás era muito arris-cado ter um filho aos 40, hoje esse limite está bas-tante elástico. É possível uma mulher beirando os 50 ou 60 anos engravidar, desde que ela receba acompanhamento durante toda a gestação e não tenha problemas graves, como doenças do coração, hipertensão arterial e diabetes.”

Segundo a Dra. Silvana, o relógio biológico do ovário difere do relógio biológico do aparelho reprodutivo, bastando um monitora-mento cuidadoso durante o pré-natal. “Estudos indi-cam que, quanto mais passa o tempo, maior é a predisposição feminina para cesarianas, desen-volvimento de doenças como o diabetes gesta-cional ou mesmo hiper-tensão arterial. Com rela-ção a outros sintomas, nada que não sejam na-turais à sua faixa etária”.
(Dra. Silvana Chedid é médica ginecologista, chefe do setor de Repro-dução Humana do Hos-pital Beneficência Portu-guesa (SP).

 

 


 

      03 de maio, 2007
 

Carlos Leite Ribeiro

Movimentos rítmicos (6)


O ritmo de vida atual, os hábitos de má postura e a falta de exercício físico suficiente e correto "enfraquecem" os ligamentos e músculos que ajudam na manutenção da tensão entre as vértebras e suportam a coluna numa posição correta.

A coluna vertebral, também chamada árvore da vida, é formada por trinta e três vértebras colocadas uma sobre a outra e mantidas unidas através de ligamentos elásticos e discos inter-vertebrais que são como rodelas de borracha que amortecem os choques. Observada de perfil ela apresenta três curvas.

Num exame mais detalhado distinguimos na zona do pescoço sete vértebras, a que chamamos cervicais, seguidas de mais doze, as dorsais situadas ao nível dos pulmões, cinco lombares na zona dos rins e, finalmente, cinco vértebras sagradas que se encontram soldadas formando um só osso, tal como o cóccix, que também é formado por quatro vértebras rudimentares soldadas.

Como temos necessidade de nos movimentarmos, a coluna vertebral, além de exercer uma função de suporte do esqueleto, tem também de executar certos movimentos que são um somatório de flexibilidade que existe entre cada duas vértebras.

O ritmo de vida atual, os hábitos de má postura e a falta de exercício físico suficiente e correto "enfraquecem" os ligamentos e músculos que ajudam na manutenção da tensão entre as vértebras e suportam a coluna numa posição correta. Aumentando ou desiquilibrando o jogo das forças que atuam sobre os discos intervertebrais faz com que estes se deformem e tomem a forma de uma cunha obrigando a formação de uma "bolha" que vai pressionar a raiz de um nervo provocando dor e até incapacidade de movimento – é o que muitas vezes acontece na chamada "ciática".

Os discos inter-vertebrais podem ser submetidos a forças muito grandes apresentando uma grande flexibilidade, pois são compostos por uma quantidade de água, cerca de 88%, o que lhes confere um aspecto gelatinoso.

Quando envelhecemos, essa substância gelatinosa perde alguma da sua água e dá-se uma determinada degeneração do colágeno motivada por erros alimentares. A coluna começa a deformar-se, obrigando a uma diminuição do espaço entre as vértebras e conseqüente impossibilidade de uma movimentação ampla da coluna.

Muito se diz e desdiz a respeito da Aeróbica, por defeito ou exagero. Algumas idéias ou conceitos relacionados com a atividade física resiste muitas vezes aos estudos científicos e ao tempo, acabando por confundir alunos e professores.

Vamos tentar esclarecer algumas questões mais problemáticas, tentando desmistificar alguns mitos:

  • É possível eliminar a celulite com a prática da Aeróbica?
    - Não. A celulite advém da formação de gorduras em compartimentos sob a pele, de forma irregular, sobretudo nas nádegas, coxas e quadris. Quanto maior for a quantidade de gordura acumulada mais aparente será a celulite, pois os comportamentos da pele estarão com maior volume, acentuando a forma irregular da pele. A celulite aparece portanto, diretamente associada ao excesso de gordura. Sendo assim, a forma mais indicada de a tratar é através do emagrecimento (sendo praticamente impossível a sua completa eliminação por estes meios).

  • Os exercícios localizados favorecem a redução de gordura de forma localizada?
    – Não. Por exemplo, existe o hábito da prática de exercícios abdominais com o objetivo de eliminar as gorduras da barriga. Estes exercícios só por si são ineficazes, dado que não há forma de se localizar a perda de gordura ou emagrecimento, ou seja, não existe uma relação direta entre a musculatura em atividade e a gordura subcutânea que está sobre ela. Para que exista emagrecimento é necessário um gasto calórico maior do que a ingesta (déficit calórico), acontecendo assim uma redução de todos os depósitos de gordura do corpo.

CARLOS LEITE RIBEIRO é escritor e jornalista
Marinha Grande, PORTUGAL

 

 


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