Dor no ombro
problema é comum,
mas exige cuidados
O ombro é uma das articulações que mais inspiram
cuidados e a segunda principal causa de queixas nas
clínicas de ortopedia, ficando atrás apenas da coluna.
Por causa de sua ampla movimentação, sua estabilização
depende tanto das estruturas dinâmicas (realizada pela
musculatura), como das estáticas (conformação óssea,
cápsula articular, ligamentos e labrum glenoidal).
Talvez por isso, todo mundo está sujeito a sentir
dores no ombro: crianças, idosos, adultos, esportistas
e sedentários.
De acordo com o doutor Elson Miranda, ortopedista em
Natal (RN), com exceção de algumas doenças, a maioria
dos casos de dores no ombro é conseqüência de lesões
provocadas por movimentos repetitivos ou processos
crônico-degenerativos. “No primeiro caso, jovens entre
15 e 25 anos são as principais vítimas, já que às
vezes se entregam tanto aos treinos esportivos que
acabam lesionando um ou mais dos quatro tendões
responsáveis pela estabilização do osso. Outro grupo
de risco são as pessoas com mais de 50 ou 60 anos que
sofrem de osteoartrose”.
Segundo Miranda, diferentemente da articulação do
quadril, que tem uma superfície estabilizadora mais
profunda, o tratamento da articulação do ombro exige
uma abordagem mais complexa. “O mais desagradável,
para o paciente com dor no ombro, é o fato de ser
limitante para movimentos simples, como levar uma
colher à boca ou escovar os dentes, por exemplo. Além
disso, costuma piorar durante a noite e,
principalmente, nos dias frios. A cirurgia
artroscópica, apesar de eficiente quando bem indicada,
é bastante delicada e apresenta os riscos inerentes
aos procedimentos invasivos. Por isso a medicina tem
recorrido a tratamentos não invasivos, alcançando
muito bons resultados”.
Na opinião do ortopedista, o tratamento por ondas de
choque oferece alívio da dor por um tempo mais
prolongado quando comparado a recursos que oferecem
soluções temporárias, como os tratamentos à base de
antiinflamatórios, fisioterapia, infiltrações ou
bolsas de água quente e gelada. “Estudos
internacionais mostram resultados que variam entre 58%
e 85% de redução da dor após o tratamento com ondas de
choque extracorpóreas”.
Elson Miranda diz que as ondas empregadas no
tratamento são acústicas (sonoras) e que são
necessárias de duas a três sessões com espaçamento de
uma semana entre elas para que o paciente atinja o
alívio desejado. “O equipamento, tecnologicamente
avançado e simples de manusear, é posicionado no alvo
da dor. Um especialista, habilitado e certificado para
esse tipo de tratamento, regula a intensidade dos
impulsos de energia que serão acionados para regenerar
o tecido lesionado. O procedimento dura em média 15
minutos e quase não provoca dor no local tratado,
apenas alguma vermelhidão temporária”.
Dr. Elson Miranda é médico ortopedista
Natal - RN
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