Ano 12 - Semana 653



O milagre japonês

A média japonesa de in-gestão de soja resume-se a cerca de 2 colheres de sopa ao dia, média de 8 g diárias, o que não se considera muita quantida-de. Outros fatores alimen-tares bem mais importan-tes contribuem para a estatística favorável quan-to à menor incidência de problemas cardio-circula-torios.

Os japoneses que seguem a dieta asiática tradicional consomem mais ômega-3 (óleos de peixe) e menos gordura animal saturada. Alem disso, chás, verdu-ras, legumes e frutas são fartamente servidos em suas mesas. Esses vege-tais são ricos em todos os nutrientes vitamínicos e minerais que já conhe-cemos alem de possuírem substancias chamadas FLAVONOIDES que, alem de vários benefícios, tam-bém protegem as paredes das artérias e diminuem a possibilidade de haver oxidação da fração LDL do colesterol, diminuindo a possibilidade de se produ-zir entupimentos dos vasos.

Hoje em dia, muitos e muitos estudos já con-cluíram que a ingestão re-gular de frutas, verduras e legumes reduz significati-vamente a incidência de ataques cardíacos e der-rames cerebrais. O mais difícil, no nosso meio, é conseguir convencer as pessoas disso pois a mí-dia incentiva de forma avassaladora o consumo de alimentos industrializa-dos que são ricos em açúcar, sal, gorduras ma-léficas, alem de conser-vantes químicos que, estranhos ao organismo, podem ser causadores de inúmeros problemas de saúde.
(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

 

   10 de outubro, 2009
 

INSÔNIA

 
Na maioria das vezes, as alterações do sono são causadas por problemas psicológicos e muitos usuários de medicamentos que diminuem a ansiedade (tranqüilizantes ou ansiolíticos) e drogas que induzem ao sono (hipnóticos) não conhecem os efeitos farmacológicos destas drogas. O uso destas substâncias de forma contínua e em altas dosagens aumenta o risco de dependência física e psíquica, como insônia, irritabilidade e até convulsões.

Algumas mudanças de hábitos ajudam a melhorar a qualidade do sono. As pessoas que sofrem de insônia, por exemplo, devem evitar o uso de estimulantes, como substâncias à base de cafeína, principalmente à noite, assim como alimentos de difícil digestão, como carnes vermelhas e condimentos. Outras medidas importantes são evitar as bebidas alcóolicas e exercícios vigorosos antes de se deitar. O álcool, por sua vez, diminui a serotonina e prejudica a absorção de vitaminas do complexo B, C e zinco.

Por outro lado, outras situações induzem ao sono, como tomar banho morno e beber sucos de frutas, que são ricos em caboidratos que atuam como relaxantes, antes de dormir. Ouvir uma música suave também ajuda a adormecer.

Quando essas medidas não resolvem e a insônia se torna crônica, um médico pode receitar o tratamento com aminoácidos e vitaminas. A fórmula é constituída de aminoácido triptofano associado às vitaminas niacinamidas e piridoxina. Este composto estimula a produção de serotonina, um neurotransmissor essencial para um sono tranqüilo e restaurador.
O triptofano é encontrado numa grande variedade de alimentos, incluindo o leite, o peixe, as aves, os ovos, o queijo e as verduras de folhas.

Normalmente, a serotonina é liberada em pequenas quantidades quando se praticam exercícios leves ou no final do ato sexual. O produto do metabolismo da serotonina é a melatonina, que é naturalmente liberada durante o sono pela glândula pineal, situada no cérebro. Como a maior produção de melatonina depende de um ambiente escuro, o quarto na hora de dormir não deve ter luminosidade. A serotonina é responsável também pela liberação de endorfinas, substâncias que trazem sensação de bem-estar e relaxamento.

Antes de iniciar qualquer tratamento, o indivíduo deve ser avaliado por seu médico para identificar o seu tipo de insônia ou distúrbio do sono (sonambulismo, bruxismo ou terror noturno). Há pacientes que apenas apresentam dificuldade para adormecer, que geralmente é causada por ansiedade. Já na insônia chamada intermediária, a pessoa se queixa de dificuldade de manutenção do sono e costuma acordar três ou quatro vezes durante a noite. Estes pacientes geralmente despertam devido a pesadelos ou ao uso de bebidas estimulantes antes de dormir.

 

Dr. LUIZ OTÁVIO DE CASTRO é especialista em medicina ortomolecular
e prevenção do envelhecimento cerebral



    Direção
    IRENE SERRA
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