Ano 11 - Semana 595
 


Colesterol

Quando colesterol ou outro tipo de gordura em excesso é ingerido, o organismo não consegue metabolizar tudo. Assim a gordura fica “estacionada” em várias células e tecidos do corpo”, diz a nutróloga.
A proteína LDL, é conhe-cida como “colesterol do mal”, pois obstrui as ar-térias, o que pode levar a sérios problemas de saú-de. Mas, nem todo colesterol é ruim. A proteí-na HDL, tira a gordura das artérias e deixa a pas-sagem livre para o sangue circular.

Os alimentos de origem vegetal, tais como frutas, legumes, verduras e grãos não possuem colesterol, apenas alimentos de ori-gem animal como carnes, leite e ovos.

Um dos pontos negativos do colesterol alto é que geralmente os sinais da doença são imperceptíveis até o momento que algo mais grave ocorra.
Obesidade e sedentaris-mo são dois dos principais motivos que levam ao alto nível de colesterol, porém outros fatores como pí-lulas anticoncepcionais e hipotireodismo também contribuem para o exces-so de gordura no sangue.
 

 


 

 

 

    22 de agosto, 2008
 


doença renal crônica

Pesquisa Datafolha mostra que apenas 40% das pessoas que estão
no grupo de risco para desenvolver a doença
fazem exame para detectar problemas nos rins


Uma pesquisa nacional, encomendada pela Roche com o apoio da Fundação Pró-Renal e conduzida pelo Instituto Datafolha, concluiu que apenas 4 em cada 10 brasileiros com diabetes ou hipertensão, principais fatores de risco para o desenvolvimento de doença renal crônica (DRC), já fizeram exame para avaliar a função dos rins. Ou seja, mesmo sabendo que fazem parte de um grupo de risco, essas pessoas não estão atentas a outros complicadores e podem já conviver com algum grau de insuficiência renal.

Os números são extremamente importantes e trazem uma constatação de alerta ao sistema de saúde. “A incidência de diabetes e hipertensão vem crescendo, principalmente pelos hábitos de vida pouco saudáveis adotados nos grandes centros. Por isso, o número de pessoas que está suscetível à doença renal crônica também tende a ser maior. O agravante é que se os pacientes não costumam avaliar a função renal, o diagnóstico será tardio – quando a doença estará mais grave”, alerta o nefrologista e presidente da Fundação Pró-Renal Miguel Riella.

Estatísticas mundiais mostram que mais de 500 milhões de pessoas têm algum grau de DRC. Elas sofrem com uma deterioração da função renal que pode durar vários anos até que seja necessária uma terapia para a substituição do rim. Quando é constatada a falência desses órgãos, os pacientes não conseguem secretar eritropoietina, hormônio produzido pelos rins que estimulam a fabricação de glóbulos vermelhos na medula óssea. Sendo assim, eles desenvolvem anemia, diagnosticada através do exame que mede os níveis de hemoglobina (proteína que carrega o oxigênio dentro dos glóbulos vermelhos).

A anemia pode acometer os pacientes com DRC já nos estágios iniciais, estando cada vez mais presente à medida que ocorre perda progressiva das funções renais. Cerca de 95% dos pacientes com doença crônica renal que necessitam de diálise (procedimento que faz a filtração do sangue) apresentam um quadro de anemia renal crônica. Além disso, esses pacientes, mesmo em tratamento com as medicações atualmente disponíveis, apresentam variação dos níveis de hemoglobina, o que aumenta o risco de hospitalização e de doenças que podem ser fatais, como a falência do coração. A correção desse quadro e a estabilização dos níveis de hemoglobina são pontos cruciais para a qualidade de vida destes pacientes.


Sobre a pesquisa

O Instituto Datafolha ouviu 2110 pessoas, com 16 anos ou mais, de 150 municípios brasileiros, entre os dias 26 e 27 de março deste ano. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos. A média de idade da amostragem foi de 38 anos e a distribuição por sexo foi de 49% homens e 51% mulheres.

8% dos entrevistados disseram ter diabetes, 3% responderam não saber e 89% afirmaram não ter. 20% responderam ser hipertensos, 2% disseram não saber e 78% afirmaram não ter pressão alta. Dos entrevistados, 5% relataram ter diabetes e hipertensão.

Em relação ao exame para avaliar a função renal, 32% da amostragem geral responderam já ter feito alguma vez na vida o exame, ou seja, 3 em cada 10 brasileiros. Entre os que disseram ter diabetes ou hipertensão (grupo de risco), esse percentual subiu para 41%.


Tratamento adequado

Aprovado em 46 países, entre eles Estados Unidos e nações que fazem parte da União Européia, o medicamento betaepoetina-metoxipolietilenoglico consegue estabilizar o nível de glóbulos vermelhos, tratar a anemia renal e devolver a qualidade de vida aos pacientes. Pelo menos 70% dos doentes tratados ficam com os níveis de hemoglobina estáveis.
 


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Direção
IRENE SERRA
irene@riototalcombr