Ano 12 - Semana 623


   
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Depressão e problemas cardíacos

Os cardiologistas sabem que a depressão pode ser um dos primeiros sinais ligados à ocorrência de doença cardíaca e muitas vezes não entendem o por que disso acontecer.
Depressão pode piorar o quadro de pacientes por-tadores de problemas car-díacos e pode causar mui-tos outros problemas após cirurgia de revasculariza-ção do miocárdio (pontes de safena).
De fato, pessoas saudá-veis com depressão usual-mente possuem saúde mais debilitada do que aquelas que não se mos-tram deprimidas, mesmo sendo portadoras de do-enças como diabetes, ar-trite etc.
Na pratica, poucos conse-guem explicar por que isso ocorre. Vários estudos foram realizados em bus-ca dessa resposta e pes-quisadores da Universida-de de São Francisco, EUA, acompanharam 1017 paci-entes portadores de pro-blemas cardíacos por cerca de cinco anos. Observa-ram que aqueles que se mostravam deprimidos eram mais propensos a sofrerem ataques cardía-cos mais sérios ou der-rame cerebral.
Como conclusão final, foi observado que aqueles pacientes que possuíam estilo de vida mais pró-ximo do adequado, prati-cando exercícios regular-mente, alimentando-se de forma mais conveniente e mantendo peso correto, ti-nham menos probabilida-des de sofrerem de depressão.
Em outras palavras, de-pressão não causa proble-mas cardíacos assim como problemas cardíacos não causam depressão. O que ocorre e que, naqueles em que o estilo de vida não e o mais adequado, a auto-estima fica compro-metida e a sensação de estarem doentes incomo-da mais, aumentando as chances de agravamento. Os que praticam hábitos mais recomendados, pas-sam pelos problemas de saúde com mais facilida-de.
Os resultados dessa pes-quisa foram publicados na revista Journal for the American Medical Associ-ation em 2008.
(Dr. Sérgio Vaisman)


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Atualizado em 14/03/2009
 

Asma e rinite também ocorrem no verão

 
Os problemas respiratórios, comuns no inverno, também podem aparecer ou se agravar na estação mais quente do ano. No verão, o calor e a umidade estimulam a proliferação de fungos e bactérias, que provocam alergias respiratórias. Alterações climáticas repentinas, com calor durante o dia e frio à noite após as chuvas típicas da estação, fazem com que as pessoas fiquem mais propensas a desenvolver algumas doenças crônicas como a asma e a rinite, que ocorrem devido à reação inflamatória aos estímulos externos.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada pela dificuldade de respirar, além de chiado no peito e tosse. Já a rinite é uma inflamação da mucosa nasal que se expressa por um ou mais dos seguintes sintomas: obstrução nasal, espirros, coriza, perda de olfato e coceira no nariz.

Tanto a asma quanto a rinite ocorrem como resposta a determinados fatores que desencadeiam as crises, tais como pólen, fumaça de cigarro, mudanças climáticas, determinadas infecções virais e atividade física. Esses fatores variam de uma pessoa para outra, mas a resposta é semelhante.

No verão, o uso intensivo do ar-condicionado, por exemplo, deixa as vias aéreas mais vulneráveis, pois resseca o muco protetor. Se não for higienizado adequadamente, favorece a proliferação de ácaros, fungos, mofo e bactérias que se acumulam nos dutos do aparelho e se proliferam no ar.

Um aliado para evitar as possíveis crises de asma e rinite no verão pode ser o sol. A casa deve estar bem limpa e arejada. Cobertores, tapetes e roupas pouco utilizadas podem ser expostos ao sol para diminuir a ocorrência de ácaros, que são prejudiciais a saúde respiratória.

No entanto, mesmo que com todas as precauções não seja possível evitar as crises de asma, ainda é possível recorrer aos tratamentos medicamentosos para controlá-la.

Dentre os mais novos agentes, o antileucotrieno montelucaste de sódio tem sido muito utilizado por seu baixo efeito colateral e sua boa aderência, pois conta com a facilidade da administração por via oral uma vez ao dia. O medicamento reduz a inflamação tanto da via respiratória superior quanto da inferior, evitando a ocorrência de novas crises. Ao contrário de broncodilatadores, é indicado para o controle da asma e não para o resgate do paciente durante a crise.

“A asma é uma doença inflamatória crônica dos brônquios, portanto, quanto melhor for o controle do ambiente e quanto maior a adesão ao tratamento preventivo, menor a chance de o paciente sofrer crises, especialmente nesta época do ano.”, explica a pediatra e diretora da Associação Brasileira de Asmáticos, Zuleid Mattar. O controle da asma deve ser monitorado com freqüência pelo paciente, sempre acompanhado por um profissional de saúde.
 


Ministério autoriza transplantes em mais 3 unidades


O Ministério da Saúde autorizou mais três novos estabelecimentos de saúde a realizarem transplantes. De acordo com a portaria publicada em 18 de fevereiro, no Diário Oficial da União, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Araraquara, em São Paulo, poderá retirar e transplantar tecidos oculares humanos. O Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, e a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo foram autorizados a realizar transplantes de válvulas cardíacas.


No mesmo dia, o ministério também autorizou três hospitais a realizarem busca ativa e retirada de múltiplos órgãos e tecidos. São eles: Hospital Infantil Albert Sabin - HIAS (CE), Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (CE) e Hospital São Paulo – UNIFESP (SP).

A captação de órgãos ou tecidos passa por algumas etapas. Primeiro é feita a identificação do potencial doador. Depois do diagnóstico da morte encefálica, realizado por dois médicos que não participam de equipe de transplante (sendo pelo menos um neurologista ou neurocirurgião), a equipe da Comissão Intra-hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) entrevista a família para saber se há intenção ou não de doação.

CONDIÇÕES - Se a doação for confirmada a CIHDOTT notifica a Central de Transplantes do estado, que entra com os dados do doador em um sistema informatizado para identificar os potenciais receptores (ranking). Quando é identificado o receptor, a central entra em contato com o médico que irá fazer o transplante e verifica se tanto o paciente quanto o hospital têm as condições adequadas para o procedimento.

Quando não há receptor compatível no estado onde se encontra o doador, a Central Nacional de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos localizada em Brasília, identifica um receptor em outro estado e disponibiliza, por intermédio de um acordo com algumas empresas aéreas, o transporte gratuito de órgãos e tecidos para transplante.

DADOS - O Ministério da Saúde (MS) realizou 19.125 transplantes entre janeiro e dezembro de 2008 – o que representa crescimento de cerca de 10% no número de procedimentos em relação a 2007, quando foram feitos 17.428 transplantes. O aumento no número geral de transplantes realizados no Brasil se deve a uma série de fatores, entre eles, as campanhas de sensibilização feitas pelo MS, a elevação no número de doadores vivos e a melhora na captação nacional de órgãos, com o apoio de um número maior de famílias que passaram a autorizar doações.

O Brasil tem o maior programa público de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Cerca de 95% dos transplantes são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que também subsidia todos os medicamentos imunossupressores para os pacientes. A agilidade nos transplantes depende de vários fatores, como um diagnóstico rápido de morte encefálica, uma captação eficiente, maior compatibilidade entre doador e receptor, além do número de pacientes em lista de espera. Por esse motivo é tão importante aumentar o número de doadores.
 



    Direção
    IRENE SERRA
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