Ano 12 - Semana 604
 


A vitamina C, encontrada numa grande variedade de frutas e vegetais, é essencial não só para nossa boa saúde mas também para nossa so-brevivência Sem a vitami-na C, os seres humanos certamente morreriam de escorbuto, doença que afeta desnutridos crônicos com carência desta vitami-na e que apresentam sangramento de gengivas e outras mucosas. A vitamina C tem papel essencial em todo o cor-po. Dentre os mais im-portantes está a capaci-dade de síntese de colá-geno, uma proteína es-trutural fundamental para dar suporte aos tecidos, incluindo a vitalidade dos vasos sanguíneos, liga-mentos, tendões, ossos e dentes.

Não pensemos que a vitamina C serve apenas para prevenir e tratar gri-pes e resfriados. Ela tem papel muito mais nobre do que podemos imaginar inclusive na melhora da qualidade do processo de envelhecimento.

 


 

 

   21 de outubro, 2008
 

Tumores Pediátricos

Câncer infanto-juvenil terá projeto-modelo


INCA, Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro, Instituto Ronald McDonald e Instituto Desiderata, entre outras instituições da área, se unem para combater a doença no país.

Excluídas as causas externas, o câncer é a principal causa de morte em crianças maiores de quatro anos.

Com o desafio de diagnosticar precocemente o câncer infantil, quando as chances de cura são de 70%, o Instituto Nacional de Câncer – INCA coordena a criação de um projeto-piloto de Assistência Integral à Criança com Câncer. A iniciativa conta com a parceria de instituições como Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), Instituto Ronald McDonald e Instituto Desiderata, além das secretarias Municipal e Estadual de Saúde do Rio de Janeiro.

O projeto tem como principais objetivos a redução do tempo entre o início dos sintomas da doença e o diagnóstico, além de agilizar o tratamento, assim que o diagnóstico for confirmado. Dessa forma, será possível reduzir a mortalidade de crianças pela doença e proporcionar aumento da qualidade de vida.

Entre as ações propostas para a redução da mortalidade pelo câncer em crianças e adolescentes estão a organização da rede assistencial e a criação de um portal eletrônico que permita a troca de conhecimentos e experiências entre profissionais e instituições.

“Um dos objetivos é capacitar pediatras, médicos da família e profissionais dos serviços de urgência e emergência, a fim de prepara-los para suspeitar da doença. Por meio do portal eletrônico, os profissionais poderão tirar suas dúvidas com colegas especialistas e acessar informações atualizadas”, destacou Tereza Costa, coordenadora desta área técnica do INCA.

No momento, estão sendo desenvolvidos dez projetos-piloto com a participação de instituições de ensino e do terceiro setor, em diferentes pontos do país. Todos contam com o envolvimento do gestor local. O Programa Diagnóstico Precoce do Instituto Ronald McDonald apóia projetos em São Luís (MA), Natal (RN), Recife (PE), Maceió (AL), Salvador (BA), Campo Grande (MS), Montes Claros (MG), Santo André (SP) e Cascavel (PR). No Rio de Janeiro, iniciativa reúne as três esferas de governo e é articulada pelo Instituto Desiderata.

Como a maior parte das crianças do mundo vive em países subdesenvolvidos, estima-se que em torno de 80% de todos os casos de câncer na infância ocorram nestes países. No Brasil, segundo estimativas do INCA, deverão ser registrados em 2008 cerca de 9.890 novos casos de câncer em crianças e adolescentes até os 18 anos. Em 2005, 3.105 crianças morreram em decorrência da doença. No ano de 2007, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 52.392 internações por câncer de crianças de 5 a 19 anos.

Excluídas as causas externas, o câncer pediátrico é a primeira causa de morte em crianças maiores de quatro anos. Anualmente, 160 mil crianças e adolescentes no mundo são diagnosticadas com câncer e estima-se que 90 mil morrerão da doença.
O câncer infanto-juvenil representa um baixo percentual entre todos os cânceres e tem pouquíssima possibilidade de prevenção: entre 0,5% e 3% de todas as neoplasias na maioria das populações. Do ponto de vista clínico, os tumores pediátricos apresentam menores períodos de latência, crescem rapidamente e são mais invasivos. Porém, respondem melhor ao tratamento e são considerados de bom prognóstico.

Em geral, a incidência total de tumores malignos na infância é maior no sexo masculino. Dos cânceres infantis, a leucemia é o tipo mais freqüente. Entre elas, a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é de maior ocorrência em crianças na maioria das populações. Em relação aos linfomas, o mais incidente na infância é o não-Hodgkin.
Os tumores de sistema nervoso, que representam cerca de 20% dos cânceres infantis, predominam no sexo masculino e ocorrem, principalmente, em crianças menores de 15 anos, com pico na faixa dos 10 anos. Os tumores ósseos têm sua maior ocorrência entre os adolescentes. O retinoblastoma (que se localiza nos olhos) é responsável por cerca de 2% das neoplasias infantis.

 


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Direção
IRENE SERRA
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