Ano 12 - Semana 604
 


Osteoporose

Um novo método chega ao mercado com o objeti-vo de apoiar o combate à osteoporose. Ainda sem diagnóstico preventivo, a doença é detectada a par-tir de exame de densito-metria óssea. Para trata-mento paliativo, a condu-ta pode incluir prescrição de exercícios físicos regu-lares, manutenção de die-ta rica em cálcio, uso de medicações e reposição hormonal em mulheres que estão na menopausa.

Para verificar a resposta individual ao tratamento, chega ao mercado a Bioquímica da Fisiologia Celular. "Ela lança mão de exame de sangue para monitorar a resposta do organismo aos exercícios propostos, à reposição hormonal e até mesmo para checar o nível de es-tresse do osso", descreve Dr. Antonio Borja, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatolo-gia. "Trata-se de um avanço sem precedentes", complementa.

A proposta não é subs-tituir nenhum dos méto-dos já validados, mas sim complementá-los. Para pacientes que estão na linha de risco - tais como mulheres, pessoas da ra-ça branca, fumantes, dia-béticos e quem consome álcool ou café em excesso - o exame pode ser de grande valia. Borja lembra que a mesma tecnologia já é usada, com sucesso, em atletas, para detecção de disfunções orgânicas, intoxicações, desequilíbri-os fisiológicos, possíveis danos aos órgãos e até mesmo lesões nas articu-lações. "Agora, sua aplica-ção estende-se a grupos específicos de pacientes com o objetivo de res-guardar a qualidade de vida", conclui o especia-ista.
 

 


 

 

   21 de outubro, 2008
 

OSTEOPOROSE

Doença associada à carência de cálcio nos ossos e que acarreta uma redução da massa óssea, a osteoporose pode ser gerada por vários fatores, como desequilíbrio alimentar, excesso de álcool, cafeína, tabagismo e a ausência de atividade física.

Os medicamentos para tratamento da osteoporose são conhecidos como reguladores da homeostase do cálcio. A homeostase do cálcio, na verdade, é a tentativa do organismo de equilibrar a presença do mineral, que é depositado ou retirado do esqueleto, de forma que os níveis sangüíneos sejam mantidos dentro de uma faixa estreita, essencial para a condução nervosa, coagulação sangüínea, contração muscular e outros processos fisiológicos vitais. A osteoporose ocorre quando a quantidade de tecido ósseo é tão baixa que os ossos são facilmente fraturados.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, a doença atinge mais de 10 milhões de brasileiros. Grande parte desse público é formada por idosos – que atualmente já somam mais de 17,6 milhões em todo o país. Cerca de 30% das pessoas idosas sofrem quedas a cada ano. Essa taxa aumenta para 40% entre os idosos com mais de 80 anos. As mulheres tendem a cair mais que os homens até os 75 anos de idade, a partir dessa idade as freqüências se igualam. Dos que caem, cerca de 2,5% requerem hospitalização.

Como a osteoporose é uma doença sem sintomas muito claros que possam ser identificados precocemente, uma importante forma de evitá-la é manter boa alimentação. Com o intuito de reduzir a incidência da doença, o Ministério da Saúde criou, em 2007, um comitê assessor formado por técnicos e representantes da Confederação das Entidades Brasileiras de Osteoporose e Osteometabolismo. O grupo debate estratégias de prevenção de quedas e de osteoporose e os cuidados necessários para aquelas pessoas que caem e sofrem fraturas.

Algumas podem ser as causas de quedas dos idosos: dificuldade auditiva, de visão, uso inadequado de medicamentos, dificuldade de equilíbrio, perda progressiva de força nos membros inferiores ou osteoporose. Embora seja mais divulgada a ocorrência em mulheres, com o envelhecimento, a incidência se equilibra entre os sexos.

A maioria das quedas acidentais ocorre dentro de casa ou em seus arredores, geralmente durante o desempenho de atividades cotidianas como caminhar, mudar de posição, ir ao banheiro. Cerca de 10% das quedas ocorrem em escadas sendo que descê-las apresenta maior risco que subi-las.

No Guia Prático do Cuidador, lançado em junho de 2008 pelo Ministério da Saúde, há diversas dicas de adaptações ambientais que podem ser realizadas nos ambientes mais freqüentados pelo idoso na casa para evitar acidentes. De acordo com um levantamento feito pela pasta, as capitais Rio de Janeiro e São Paulo são as que mais tiveram internações de idosos por fratura de fêmur em 2006. Em São Paulo foram 2.388 e no Rio de Janeiro, 1.178. A terceira cidade é Porto Alegre com 479.


Dicas do Guia Prático do Cuidador

Adaptações ambientais:

- Muitas vezes, é preciso fazer algumas adaptações no ambiente da casa para evitar quedas, facilitar o trabalho do cuidador do idoso e permitir que a pessoa possa se tornar mais independente.

- O lugar onde a pessoa mais fica deve ter somente os móveis necessários. É importante manter alguns objetos que a pessoa mais goste de modo a não descaracterizar totalmente o ambiente. Cuide para que os objetos e móveis não atrapalhem os locais de circulação e nem provoquem acidentes.

Exemplos de adaptações:

- As cadeiras, camas, poltronas e vasos sanitários mais altos do que os comuns facilitam a pessoa cuidada a sentar, deitar e levantar. O cuidador ou outro membro da família podem fazer essas adaptações. Em lojas especializadas existem levantadores de camas, cadeiras, vasos sanitários e vários tipos de objetos adaptados que evitam os acidentes domésticos mais comuns.

- Antes de colocar a pessoa sentada em uma cadeira de plástico, verifique se a cadeira suporta o peso da pessoa e coloque a cadeira sobre um piso antiderrapante, para evitar escorregões e quedas.

- O sofá, poltrona e cadeira devem ser firmes e fortes, ter apoio lateral, que permita à pessoa se sentar e se levantar com segurança.

- Retire tapetes, capachos, tacos e fios soltos, para facilitar a circulação do cuidador e da pessoa cuidada e também evitar acidentes.

- Sempre que possível é bom ter barras de apoio na parede do chuveiro e ao lado do vaso sanitário. Assim, a pessoa se sente segura ao tomar banho, sentar e levantar do vaso sanitário, evitando se apoiar em pendurador de toalhas, pias e cortinas.

- O banho de chuveiro se torna mais seguro com a pessoa cuidada sentada em uma cadeira, com apoio lateral.

- Piso escorregadio causa quedas e escorregões. Por isso é bom utilizar tapetes antiderrapantes (emborrachados) em frente ao vaso sanitário e cama, no chuveiro, embaixo da cadeira etc.

- Os objetos de uso pessoal devem estar colocados próximos à pessoa e em uma altura que facilite o manuseio, de modo que a pessoa não precise abaixar ou se levantar para apanhá-los.

- As escadas devem ter corrimão dos dois lados, faixa ou piso antiderrapante e ser bem iluminadas.

Em caso de queda:

As quedas são os acidentes que mais ocorrem com as pessoas idosas e fragilizadas por doenças, ocasionando fraturas, principalmente no fêmur, costela, coluna, bacia e braço.

Se mesmo com todos os cuidados, a pessoa caiu e se acidentou, após a queda, é importante que a equipe de saúde avalie a pessoa e identifique a causa, buscando no ambiente os fatores que contribuíram para o acidente. Assim, podem ajudar a família a adotar medidas de prevenção e a tornar o ambiente mais seguro.

Ao atender a pessoa que caiu, observe se existe alguma deformidade, dor intensa ou incapacidade de movimentação, o que sugere fratura. No caso de suspeita de fratura, caso haja deformidade, não tente “colocar no lugar”. Procure não movimentar a pessoa cuidada e chame o serviço de emergência o mais rápido possível.

 


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Direção
IRENE SERRA
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