Ano 12 - Semana 619
 


Aspirina faz bem ao coração?

Aspirina é um dos medica-mentos mais usados em todo o mundo para a pre-venção de problemas car-dio-vasculares e centenas de milhares de pessoas a incorporaram no seu dia a dia.
Entretanto, um recente es-tudo científico sugere que esta prática pode ser uma grande perda de tempo. Os pesquisadores, moni-torando 1276 indivíduos adultos portadores de dia-betes, chegaram à con-clusão que aspirina não ajuda a prevenir eventos cardio-circulatórios.
Para chegarem a esta conclusão, fizeram com que uma parte dos paci-entes usassem esse re-médio, outro grupo utili-zou substancias antioxi-dantes e um terceiro con-tingente tomou placebo.
Nenhuma proteção espe-cial foi adquirida com o uso da aspirina, conforme as conclusões dos pesqui-sadores da Universidade de Dundee. O mais preo-cupante de toda a pes-quisa foi o fato comple-mentar de terem ocorrido mais mortes, a médio e longo prazo, nos usuários da aspirina do que na-queles que não a utiliza-ram.
A pesquisa foi publicada na revista British Medical Journal, no seu número 337, neste ano de 2008.
Isto deve servir de motivo de reflexão e de conversa entre médico e paciente que se utiliza da aspirina para que se possa medir o custo/benefício dessa prática.
Dr. Sérgio Vaisman

 


 

 

   12 de dezembro, 2008
 

Febre Maculosa


Doença transmitida por carrapatos.
Não há risco de transmissão entre pessoas.

A doença é de difícil diagnóstico, sobretudo em sua fase inicial, uma vez que os sintomas são semelhantes aos de outras doenças infecciosas febris. O início geralmente é abrupto e os primeiros sintomas são inespecíficos, incluindo febre (em geral, elevada), dores de cabeça, dores musculares, mal-estar generalizado, náuseas e vômitos. Podem ocorrer hemorragias na evolução da doença.

 


A febre maculosa pode ser causada por bactérias do gênero Rickettsia. Existem mais de 20 espécies de ricketssia que podem causar febre maculosa. A febre maculosa é uma doença infecciosa febril aguda, que pode causar desde formas assintomáticas até formas graves, com elevada taxa de letalidade. No Brasil e nos Estados Unidos, a doença é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii.

A doença é transmitida ao homem exclusivamente pelo carrapato infectado. No Brasil, o principal reservatório da Rickettsia rickettsii é o carrapato da espécie Amblyomma cajennense, conhecido como carrapato-estrela. Não há risco de transmissão pessoa a pessoa. Para que a infecção ocorra, o carrapato precisa ficar aderido à pele por algumas horas (de 4 a 6 horas). A transmissão do patógeno também pode ocorrer no momento do esmagamento do carrapato, se houver lesões na pele. Os carrapatos permanecem infectados durante toda a vida, que em geral dura 18 meses.

O quadro clínico é marcado por início brusco, com febre elevada e cefaléia (dores de cabeça), podendo haver dores musculares intensas e prostração. Na evolução da doença, podem ocorrer hemorragias, náuseas e vômitos. As manifestações clínicas surgem após um período de incubação que leva em média 7 dias, podendo variar de 2 a 15 dias. O surgimento de lesões exantemáticas na pele aumentam o grau de suspeição, muito embora existam casos nos quais este sinal pode não ser detectado – no caso de pacientes afro-descendentes, por exemplo.

No Brasil, o primeiro caso foi identificado em 1929. De 1997 a 2008, foram registrados 641 casos confirmados no país. Em 2007 e 2008, houve 136 casos, sobretudo em Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. Nestes dois últimos anos, o Rio de Janeiro registrou 17 casos.
 


 


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Direção
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