Ano 12 - Semana 623


   
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Crise global e testostero-na

O estresse causado pelas mudanças bruscas na economia global pode ser causa de redução na taxa de testosterona nos ho-mens. Esta afirmação foi feita na semana passada por médicos ingleses.
O estresse crônico causa-do pela monotonia das atividades profissionais, preocupações financeiras ou jornada de trabalho muito longa pode produzir queda nos níveis da tes-tosterona, conforme já se sabe há muito tempo.
A esses fatores conheci-dos, somam-se os efeitos estressantes da crise glo-bal, condição esta mais aguda, vista por muitos especialistas da área co-mo inédita e de propor-ções ainda incalculáveis.
A testosterona, hormônio produzido predominante-mente pelos testículos, estimula o desenvolvi-mento dos caracteres se-xuais masculinos, está ligada à função sexual, formação de massa mus-cular, assim como concen-tração, memória, estado de humor e vitalidade.
O que se tem visto com freqüência nos consultó-rios médicos é o apareci-mento de homens jovens e de meia idade, ativos no mercado de trabalho, com queixas de desâni-mo, desmotivação, apatia, sensações de fadiga e desinteresse na atividade sexual. Muitos apresen-tam-se com exames labo-ratoriais comprometidos e, entre eles, diminuição dos valores da testosterona. Embora não se tenha determinado um percen-tual nessa incidência, acredita-se seriamente na influencia dos fatores de desgaste emocional pro-vocados pela crise econô-mica global nesses casos.
(Dr. Sérgio Vaisman)


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Atualizado em 07/03/2009
 

DOENÇA RENAL CRÔNICa
(DRC)


A DRC é a perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais, que atinge hoje mais de 500 milhões de pessoas – cerca de 10% da população mundial. Só no Brasil, há aproximadamente 2 milhões de pessoas com a doença.



A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) promove entre os dias 11 e 14 de março o IV Encontro Nacional de Prevenção da Doença Renal Crônica, em Fortaleza (CE). O evento faz parte das comemorações do Dia Mundial do Rim, celebrado em 13 de março. Com o mote “Mantenha sua pressão controlada”, a data pretende servir de alerta sobre a importância de uma atenção redobrada com os rins, sobretudo em pacientes com hipertensão e diabetes – principais causas das doenças renais crônicas (DRC).

“Milhões de pessoas sofrem com problemas renais, como pedras nos rins, infecções e inflamações, doença renal aguda e crônica, entre outros. O grande problema é que muitas dessas pessoas não sabem que estão doentes e, por isso, não buscam tratamento. Por isso o diagnóstico precoce é fundamental”, afirma o Dr. Emmanuel de Almeida Burdmann, presidente da SBN.

Pensando nisso, as atividades da SBN para o Dia Mundial do Rim incluem também dois mutirões com exames para avaliar as funções renais em adultos e crianças. O teste de creatinina é feito de maneira rápida e simples por meio de uma pequena amostra de sangue. Um aumento dessa substância pode indicar o início de uma complicação renal. As ações ocorrerão no dia 12 de março, em Fortaleza (CE), na Praça do Ferreira (para adultos) e no Hospital Albert Sabin (para crianças), das 8h às 17h.

Além dos mutirões, o Encontro promove, nos dias 13 e 14, um ciclo de palestras de caráter multidisciplinar, ministradas por especialistas em nefrologia do país. As apresentações estão abertas aos profissionais da área da saúde e as inscrições podem ser feitas pelo site da SBN, www.sbn.org.br

DRC

A DRC é a perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais, que atinge hoje mais de 500 milhões de pessoas – cerca de 10% da população mundial. Só no Brasil, há aproximadamente 2 milhões de pessoas com a doença.

Os portadores da DRC sofrem com a deterioração da função renal que pode durar anos até que seja necessária uma terapia para a substituição das tarefas do rim, seja por meio da diálise ou transplante. Quando constatada a falência, os rins não conseguem produzir eritropoietina, hormônio que estimula a fabricação de glóbulos vermelhos na medula óssea. Assim, o paciente desenvolve anemia renal, que pode ser diagnosticada através de um exame que mede os níveis de hemoglobina. No Brasil, cerca de 80 mil pessoas têm DRC em estágio avançado e a maioria delas sofrem de anemia renal. No Brasil, aproximadamente 80 mil pessoas têm doença renal terminal e a maioria delas sofrem de anemia.

Acaba de ser aprovado no Brasil um novo medicamento para o tratamento da anemia renal relacionada à DRC. O Mircera (betaepoetina metoxipolietilenoglicol) consegue estabilizar o nível de glóbulos vermelhos, tratar a anemia e devolver a qualidade de vida aos pacientes com apenas uma injeção mensal – o esquema de atuação da droga reduz de 156 (tratamento anteriores) para 12 o número de aplicações anuais. Pelo menos 70% dos doentes tratados com Mircera ficam com os níveis de hemoglobina estáveis.


Informações Úteis


- No Brasil, aproximadamente 80 mil pessoas têm doença renal terminal e a maioria delas sofrem de anemia;

- Espera-se um boom da anemia renal nos próximos anos por conta do aumento de doenças como diabetes e hipertensão – as maiores causas da doença renal crônica;

- Pesquisa Datafolha realizada em 2008 mostra que apenas 4 em cada 10 brasileiros com diabetes ou hipertensão já fizeram exame para avaliar a função dos rins. Ou seja, mesmo sabendo que fazem parte de um grupo de risco, essas pessoas não estão atentas a outros complicadores e podem já conviver com algum grau de insuficiência renal.

- Anualmente o número de pacientes submetidos à diálise cresce ao menos 10% em todo o mundo. Estima-se que em 2010 mais de 2 milhões de pessoas estejam nessas condições.

- Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia há atualmente 3.152 nefrologistas no país. Projeções apontam, porém, que o número de especialistas terá que dobrar até em 2010.

DEZ SINAIS DE DOENÇA NOS RINS E VIAS URINÁRIAS

- Pressão Alta
- Diabetes
- Dificuldade de urinar
- Queimação ou dor quando urina
- Urinar muitas vezes, principalmente à noite
- Urina com aspecto sanguinolento
- Urina com muita espuma
- Inchaço ao redor dos olhos e nas pernas
- Dor lombar, que não piora com movimentos
- História de pedras nos rins
 

Sociedade Brasileira de Nefrologia - http://www.sbn.org.br/


 



    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br


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