Ano 12 - Semana 630


   
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Amamentação protege as mães contra doenças car-diovasculares


Mulheres com história de amamentação por mais de um ano desenvolvem menos hipertensão arte-rial, diabetes mellitus, hiperlipidemia ou doenças cardiovasculares do que aquelas mulheres que nunca amamentaram, mas não são menos propensas à obesidade.
Comparando os dois gru-pos, entre aquelas que não amamentaram 42,1% x 38,6% terão hiperten-são, 5,3% x 4,3% terão diabetes, 14,8% x 12,3% terão hiperlipidemia e 9,9% x 9,1% podem desenvolver doenças car-diovasculares comparadas àquelas que amamen-taram por mais de um ano.

Uma maior duração da amamentação está asso-ciada à baixa prevalência de hipertensão arterial, diabetes mellitus, hiper-lipidemia e doenças car-diovasculares.
Mas mesmo aquelas que amamentam por pelo menos um mês já têm o risco de diabetes, hiperco-lesterolemia e hipertensão arterial reduzido em re-lação às que nunca ama-mentaram. Acredita-se que esta redução ocorra porque, ao amamentar, as mulheres diminuem os depósitos de gordura no corpo.


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Atualizado em 02/05/2009
 

A EVOLUÇÃO DOS TRANSPLANTES CAPILARES



Os cabelos recebem atenção constante das pessoas, que buscam shampoos especiais, cortes diferenciados, penteados, acessórios e tratamentos. Mas, uma grande preocupação surge quando os fios começam a cair em demasia e a pessoa enfrenta o risco da calvície – um problema que afeta, principalmente, os homens.

Um das respostas ao problema da calvície completa 50 anos em 2009: o transplante capilar. Em 1959, foi publicado o primeiro trabalho sobre transplante de cabelo no Ocidente, pelas mãos de um dermatologista de Nova Iorque.

Naquela época, a técnica consistia em retirar, da área doadora, pequenas rodelas de 5 mm de diâmetro do couro cabeludo, contendo 7 a 12 unidades foliculares cada, que eram transplantadas para a região calva. Mesmo sendo um grande avanço científico, pois o cabelo transplantado crescia normalmente, o aspecto ainda era grosseiro e artificial. Cada um dos enxertos de cabelo implantados continha 3 ou 4 unidades foliculares (6 a 12 fios). Mas, como o aspecto final era sofrível, os transplantados viam-se diante de apelidos pouco elogiosos: passaram a exibir "cabelos de boneca". Essa era a técnica clássica denominada de standart grafts.

Com o avanço da medicina e da tecnologia, muita coisa evoluiu desde então, com pesquisadores dedicados a desenvolver e aprimorar técnicas que deixassem os resultados mais naturais, melhorassem a densidade e o volume dos cabelos implantados, garantissem a harmonia facial e um melhor padrão estético.

“O uso crescente de unidades foliculares (UFs) e a microscopia 3D contribuíram fortemente para o avanço das técnicas, até chegarmos ao transplante folicular coronal, considerado o procedimento mais moderno, atualmente”, destaca Dr. Arthur Tykocinski, especialista em transplante folicular.


Transplante Folicular Coronal

No Transplante Folicular Coronal, utiliza-se 100% de unidades foliculares individuais no procedimento cirúrgico - cada unidade pode ter de 1 a 4 fios. Essa técnica respeita as características naturais do cabelo: ângulo, direção dos fios (orelha a orelha horizontalmente), mantém as variações normais de densidade e volume das diferentes regiões da cabeça, permite colocar as UF em ângulos mais agudos, ou seja, deixa o cabelo mais “deitado” como cabelo natural.

“Hoje em dia, por exemplo, sabemos que na região frontal as unidades foliculares apresentam, em média, apenas 1 fio. Assim, o trabalho cuidadoso do transplante, realizado por uma equipe que reúne mais de 10 pessoas, evita que sejam implantadas unidades com 4 fios na parte frontal, o que deixaria o resultado artificial”, explica Dr. Arthur.

Os orifícios abertos na área a ser transplantada são incrivelmente pequenos, de 0,55 a 0,7 mm de largura. Com eles, é possível aumentar a densidade dos fios, criando um aspecto ao mesmo tempo compacto e volumoso. A cicatrização é mais rápida e as marcas do transplante ficam imperceptíveis. O período pós-transplante, que, antes causava certo constrangimento, ficou reduzido a poucos dias.

“Na maior parte dos casos, é possível resolver o problema com apenas uma sessão por região calva. Apenas calvícies mais extensas podem necessitar de sessões adicionais. Como a implantação é feita em orifícios muito menores e mais superficiais, é consegue-se atingir maior densidade de UF por cm2, sem comprometer a circulação sangüínea”, completa o especialista.
 


Dr. Arthur Tykocinski é médico dermatologista,
especialista em transplante folicular e cirurgião.



 



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    IRENE SERRA
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