Ano 12 - Semana 641


   
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Derrame Cerebral
Estima-se que de 30% a 40% dos derrames cere-brais - conhecidos tam-bém por acidente vascular cerebral (AVC) - sejam causados pela doença nas artérias carótidas. Elas levam o sangue para o cérebro. Vale destacar que o derrame é a segunda doença mais prevalente entre as doenças cardio-vasculares.
Sobre o aneurisma de aorta abdominal (AAA), ele atinge de 3% a 6% da população acima dos 65 anos. “Habitualmente, a dilatação da artéria não provoca sintomas, mas, quando ela rompe, o san-gue extravasa e a pessoa morre por hemorragia interna ou fica com graves sequelas”, explica o pre-sidente da Sociedade Bra-sileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, José Luís do Nascimento Silva.

As pernas podem ser aco-metidas pela claudicação intermitente e pelas va-rizes, por exemplo. Quan-do a pessoa caminha e precisa parar por causa de dor nas pernas em inter-valos de marcha bem de-terminados sofre de clau-dicação intermitente. Ela é causada geralmente por placa de ateroma que en-tope as artérias da perna. Especialmente em diabé-ticos, a claudicação não tratada pode levar à am-putação. As varizes algu-mas vezes são assinto-máticas, mas se não fo-rem tratadas podem evo-luir para inchação, ecze-ma, úlcera varicosa e tromboflebites.
 


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Atualizado em 18/07/2009
 

Cuidados com a pele previnem doenças no inverno


Dermatologistas da SBD-RESP explicam como evitar alterações na pele típicas do inverno, como ressecamento, dermatites e eczemas


Com a chegada do inverno, várias doenças dermatológicas aparecem ou se agravam, pois a diminuição da umidade relativa do ar resseca a pele, tornando-a sensível e vulnerável. A Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo (SBD RESP) indica alguns cuidados que devem ser tomados nessa época do ano que podem prevenir o surgimento de doenças, como as alergias da pele (dermatites) e eczemas (lesão ou inflamação da pele), e melhorar o aspecto da pele.

Segundo o Dr. Sérgio Di Camillo Fava, “a queda de temperatura, a diminuição da umidade do ar e ventos frios estimulam os receptores que aumentam o prurido (coceira) na pele e no couro cabeludo, fazendo com que o indivíduo coce o local, agravando as doenças pré-existentes ou desencadeando novas doenças na pele”.

Para a Dra. Flávia Addor, alguns hábitos comuns do inverno, como tomar banhos muito quentes e duradouros, ressecam e desidratam a pele. “A pele tem diversas funções, como proteção física contra agressões externas, perdas de água do corpo, proteção imunológica através de suas células imunes, regulação térmica com a sudorese e a vasodilatação e proteção química através da secreção sebácea e sudorípara. Quando a pele está ressecada e desidratada, essas funções ficam comprometidas, por isso, a pele fica mais propensa ao aparecimento de doenças, como a dermatite atópica, dermatite de contato irritativa e eczema numular”, afirma.

O Dr. Fava enumera as principais doenças que surgem nessa época: eczema seborreico (atinge o couro cabeludo e a região médio facial); eczema atópico (atinge face e dobras, principalmente na infância e adolescência); eczemas de contato por irritantes primários que atingem principalmente as mãos; eczemas devido ao ressecamento da pele que atingem principalmente as partes laterais dos braços e das pernas. “A psoríase é outra doença que se agrava no inverno, atingindo principalmente o couro cabeludo, cotovelos, joelhos, etc. Como regra, todas as doenças dermatológicas que provocam coceiras pioram no inverno”, explica o médico.

A pele seca não deve ser uma preocupação apenas estética. Segundo a Dra. Flávia Addor, além de doenças, a pele seca pode causar incômodos como a coceira e, quando agravada, pode gerar um eczema. “O eczema é caracterizado como uma irritação na pele com vermelhidão. A pele pode ficar escamosa e algumas vezes com rachaduras ou pequenas bolhas”, explica.

Dicas

Segundo o Dr. Sérgio Di Camillo Fava, pessoas que têm tendência a apresentar essas doenças devem observar medidas simples que podem ajudar a preveni-las e melhorar sensivelmente sua qualidade de vida:

- não tomar banhos demorados;
- não esfregar demasiadamente o sabonete na pele durante o banho;
- não usar buchas;
- não colocar roupas de tecidos sintéticos ou lã diretamente na pele, pois isso estimula a coçar a pele, provocando o agravamento dessas doenças;
- usar hidratantes após o banho e, se necessário, várias vezes ao dia;

Se essas medidas não forem suficientes, é recomendável consultar um dermatologista, pois somente esse profissional poderá avaliar a condição da pele e indicar o tratamento adequado.

No site da SBD-SP (www.sbd-sp.org.br), é possível encontrar a lista completa dos médicos com titulo de especialista em dermatologia no Estado de São Paulo, através do canal de busca “Procure seu Dermatologista”.

 



    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br


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