Ano 13 - Semana 673


Ajudando a prevenir

Nossa primeira linha de defesa contra resfriados ou gripes resume-se em lavar as mãos. A maioria das infecções viróticas causadoras de gripes ocorre por transmissões mãos-boca, mãos-nariz e mãos-olhos. As pessoas costumam tocar a face centenas de vezes por dia sem perceberem que o fazem e, com isso, facilitam a infecção.
Não devemos nos es-quecer que surtos de res-friados e gripes ocorrem não apenas em baixas temperaturas. Muitos vírus se espalham também no calor e, por isso, é impe-rioso o costume de se la-var as mãos varias vezes ao dia e não devemos nos esquecer de insistir com as crianças para que se habituem a fazer o mesmo. Desta forma, não impediremos a propaga-ção de surtos viróticos por completo mas, certamen-te, conseguiremos agir melhor na prevenção.
(Dr. Sergio Vaissman)


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27 de fevereiro, 2010
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Cochilo estimula aprendizagem

O cochilo leva a aprendizagem para além de onde estava antes da soneca.
 

Espanhóis, mexicanos e habitantes de diversos outros países costumam tirar uma boa siesta logo após o almoço. Mas o hábito não ajuda apenas a descansar e a fugir do calor do meio do dia. Cochilar também estimula a aprendizagem, segundo indica um novo estudo.

A pesquisa, feita por cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, foi apresentada neste domingo na reunião anual da American Association of the Advancement of Science (AAAS), em San Diego, nos Estados Unidos.

De acordo com o trabalho, uma hora de cochilo durante o dia é capaz de restaurar e até mesmo de ampliar os processos cognitivos. Por outro lado, quanto mais horas um indivíduo permanecer acordado, mais “preguiçoso” se torna o seu cérebro – perder uma noite de sono derrubaria a capacidade de armazenar novas informações em cerca de 40%.

– O sono não apenas corrige os prejuízos decorrentes de longos períodos de privação do sono, mas, em nível neurocognitivo, leva a aprendizagem para além de onde estava antes da soneca –, disse Matthew Walker, um dos autores da pesquisa.

Os pesquisadores examinaram 39 adultos jovens, divididos em dois grupos, um dos quais cochilava à tarde.

Ao meio dia, todos os participantes foram submetidos a rigorosos exercícios de aprendizagem com o objetivo de estimular o hipocampo, região do cérebro que atua no armazenamento de memórias. Os resultados dos dois grupos foram equivalentes.

Às 14h, o primeiro grupo começou um período de sono médio de 90 minutos, enquanto o outro permaneceu acordado. Às 18h, os dois grupos foram submetidos a nova rodada de exercícios.

O grupo que ficou desperto teve rendimento pior em relação à rodada anterior, enquanto que aqueles que cochilaram não apenas foram melhor como apresentaram ganhos na capacidade de aprendizagem.

Segundo os pesquisadores, os resultados reforçam a hipótese de que o sono é necessário para “limpar” a memória de curto prazo, de modo a liberar espaço para novas informações.

De acordo com o estudo, tais memórias são armazenadas inicialmente no hipocampo antes de serem enviadas ao córtex pré-frontal, que tem mais espaço de armazenamento.

– É como se a caixa de entrada de e-mails estivesse cheia e, até que seja limpa, por meio do sono, não será possível receber mais mensagens –, disse Walker.

Segundo os autores do estudo, esse processo de atualização ocorre na fase 2 do sono não REM (sigla para “movimentos oculares rápidos”), que se encontra entre o sono profundo (não REM) e o estado em que os sonhos ocorrem (REM).

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley pretendem investigar se a redução de sono experimentada à medida que as pessoas envelhecem está relacionada à diminuição na capacidade de aprendizagem com a idade.

(Correio do Brasil)

 

 


 

 


    Direção
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