Ano 14 - Semana 718
 

Vitamina D
Novos achados indicam que a vitamina D pode facilitar a obtenção de uma respiração mais fácil. Pessoas com níveis elevados de vitamina D no organismo apresentaram melhores funções pulmo-nares.

Para os estudos, foram colhidos dados de 14000 pessoas durante um período de 6 anos. Aqueles indivíduos com maiores taxas da vitamina apresentaram capacidade maior de inspiração e expiração. As mesmas pesquisas demonstraram que os homens apre-sentam mais vitamina D do que as mulheres em seus tecidos orgânicos. Os níveis desta vitamina ten-dem a diminuir à medida que se envelhece e se aumenta de peso.

A vitamina D pode ser encontrada em alguns alimentos, assim como em suplementos alimen-tares, mas a maioria das pessoas a obtém a partir da luz solar. A exata correlação entre vitamina D e função pulmonar ainda não é bem clara para os cientistas. Outros estudos concluíram tam-bém que esta vitamina realmente é eficaz no fortalecimento ósseo, au-xilia na prevenção de alguns tipos de câncer e ajuda a proteger contra a esclerose múltipla.

(fonte: revista Chest, de-zembro de 2005 - Enviado por Sérgio Vaisman)

 



 

      15 de janeiro, 2011
 

Higiene íntima feminina: dicas e cuidados



A higiene íntima feminina, apesar de bastante abordada nos dias de hoje, ainda deixa muitas mulheres em dúvida quanto à maneira adequada de ser feita
e qual a escolha de produtos mais indicados.


Segundo o dr. Paulo César Giraldo, presidente da Comissão de Doenças Infecto-Contagiosas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e Professor Titular de Ginecologia da UNICAMP, há uma série de orientações importantes sobre o tema, começando por esclarecer uma confusão muito comum com o termo “íntimo”.

Íntimo ≠ Interno

A mulher precisa conhecer a anatomia do próprio corpo e saber a diferença entre os genitais internos e externos. Entre a parte externa (vulva) e a interna (vagina) existe um compartimento chamado intermediário (intróito vulvar). “Muitas pensam que a palavra ‘íntimo’ está ligada ao interior do canal vaginal, enquanto que a higienização íntima deve ser realizada apenas no compartimento “externo” e no intróito vulvar, mas não no canal vaginal” explica dr. Giraldo.

Outra recomendação é promover a limpeza do local pelo menos duas vezes ao dia, removendo toda a secreção e transpiração da pele dos grandes lábios, dos pequenos lábios e do clitóris, não deixando de atingir as dobras e reentrâncias. Para isto, devem ser utilizados sabonetes líquidos ou em barra, dependendo da preferência.

“O tempo de higienização não deve ultrapassar dois a três minutos e a mulher deve para secar cuidadosamente a pele da vulva, intróito vaginal e a região das dobras cutâneas”, informa.

O pH dos produtos

Conforme dr. Giraldo, o mais importante a ser avaliado na escolha do produto é o seu pH, medida que indica se uma solução é ácida (menor que 7), neutra (igual a 7) ou alcalina (maior que 7). Este valor deve estar indicado em toda embalagem.

“O pH do sabonete deve ser próximo ao da pele da vulva, que é de 5,2 a 5,9. Assim, é sugestivo que a mulher opte por produtos de pH levemente ácidos, entre 5 e 6. Os sabonetes com número de pH elevado, entre 9 e 11, e com excesso de detergência, devem ser evitados”, orienta.

Os sabonetes líquidos são mais indicados que aqueles em barra, pois além evitar a transmissão de bactérias pelo uso concomitante por outras pessoas, costumam ter menos produtos alergênicos em sua composição.

Riscos

O especialista deixa claro que a finalidade do sabonete é exclusivamente higienizar e não tratar quadros de corrimento ou de infecções (vulvovaginites). Quando houver uma situação de infecção ou de alergia, um médico deverá ser consultado para diagnosticar a causa e solucionar o problema.

Conforme ele, a região não deve ser lavada apenas com água, pois retira no máximo 60% da sujidade mucocutânea.

O excesso de higienização, especialmente com produtos inadequados, também deve ser evitado, pois pode causar irritação nos genitais femininos.

“A irritação da pele e da mucosa genital pode ter causa alérgica ou inflamatória, favorecendo o ressecamento e fissuras. Inclusive, o desconforto gerado fatalmente interferirá no ato sexual. A coceira, inchaço e corrimento são outros sintomas característicos que podem acompanhar o quadro”, explica dr. Giraldo.

Outro ponto importante para o qual as mulheres devem estar atentas é a combinação das substâncias presentes no produto. As mulheres que já sofreram de quadros alérgicos ou sensíveis a uma série de produtos devem prestar atenção redobrada.

“A regra principal é não deixar de lado a higiene íntima, independentemente do produto escolhido”.
Para finalizar, o Prof. Giraldo enfatiza que a mulher deve seguir à risca todas as orientações do guia de Higiene Genital Feminina publicado pela FEBRASGO (folheto distribuído em consultórios de ginecologia ou no site www.febrasgo.org.br) e procurar encontrar o produto que mais se adapta a ela, praticando o saudável hábito de se higienizar por toda a vida, afinal, higiene genital é uma necessidade incontestável de toda mulher.
 

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra