Ano 14 - Semana 720



Importante:

Qualquer pessoa que sofra de paralisia, câncer,  lepra, AIDS e um série de outras doenças incapa-citantes, seja total ou parcialmente, tem direitos a isenções de impostos,  taxas, desconto no preço para compra de carros adaptados, passe  livre em metrô e transporte coletivo, remédios gratui-tos.

Entre os direitos que po-dem ser requeridos estão:

- Aposentadoria integral (mesmo sem contar com o tempo necessário  de contribuição ao INSS)
- Isenções de IR; CPMF; ContribuiçãoPrevidenciária
- Se houver deficiência física: isenção de IPI; ICMS; IOF e IPVA
- (isenção VITALÍCIA de IPVA) na compra de carro especial, ou adaptado. O preço do carro, nesses casos, cai em 30%. (trinta
por cento).
- Direito ao saque total de FGTS e fundos PIS ou PASEP.
- Direito da quitação de valor financiado (anterior à doença) para compra de imóvel.
- Atendimento médico domiciliar
- Remédios gratuitos; etc.

 


 

 

       29 de janeiro, 2011
 

Dispositivo bariátrico intrabucal

Tecnologia associada a estudos na área odontológica permitiram
a criação de aparelho bucal

 

Sedentarismo, alimentação inadequada e questões genéticas são os alguns dos fatores que levam a obesidade. A doença é um dos dez principais problemas de saúde pública mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil mais da metade da população adulta está fora do peso adequado, um quinto dos adolescentes e uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos também sofrem com o excesso de peso, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBGE aponta ainda um salto de 18% (1974-1975) para 50% (2008-2009) de homens sobrepesos e de 28,7% para 48% entre as mulheres no mesmo período. “Existem várias alternativas, como medicamentos, reeducação alimentar, prática de exercícios físicos, cirurgia bariátrica e implantação de balão intra-estomacal para combater a obesidade. E a tecnologia, aliada a diversos estudos científicos, traz novidades em outras especialidades para quem quer – e precisa – emagrecer”, ressalta Gerson Köhler, ortodontista e ortopedista-facial.

Köhler explica que a odontologia, como ciência da saúde, já pode, também ajudar a reduzir o número de obesos. Uma novidade é o ‘dispositivo bariátrico intrabucal’, um aparelho criado para reduzir a quantidade de comida que a pessoa come e aumentar a quantidade de mastigações, antes de deglutir (engolir) o alimento. “Ele reduz de forma calculada para cada paciente o volume interno da boca, diminuindo a quantidade de alimentos ingeridos por vez. Com o dispositivo a pessoa tem que comer mais devagar e mastigar muitas vezes mais do que estava acostumado”, esclarece.

O aparelho foi criado a partir do conceito que a mastigação influencia a saciedade. Quanto mais devagar e melhor for a mastigação, mais tempo o cérebro terá para receber os estímulos e enviar a resposta de saciedade. “O dispositivo ajuda a criar um novo hábito de mastigação, fator considerado fundamental dentro de um programa de saúde destinado àqueles que queiram perder peso. Comer rápido prejudica a saciedade e faz com que se consuma mais alimento do que o necessário”, observa.

O dispositivo é feito de resina acrílica, de forma personalizada seguindo as características anatômicas e funcionais da boca do paciente. Ele se encaixa no céu da boca, tal como os aparelhos removíveis (móveis) usados em tratamentos ortodônticos. O paciente deve colocá-lo 15 minutos antes de cada refeição e o retirar assim que terminar de comer. “Ele pode ser utilizado em qualquer local, mesmo em restaurantes ou eventos sociais, pois não é visível e ninguém percebe que há algo diferente na boca”, acrescenta.

O uso do dispositivo bariátrico intrabucal tem sido objeto de diversas pesquisas em institutos como a Universidade de Wageningen, na Holanda, o Pennington Biomedical Research Center e a Louisiana State University (EUA). “Pesquisas comprovam que este aparelho reduz cerca de 23% a ingestão de alimentos, o que significa 533 calorias a menos por refeição. Nos Estados Unidos ele é conhecido como ‘DDS System’ e tem o acompanhamento da Food and Drug Association (FDA), órgão responsável pela regulamentação de alimentos e remédios no país”.

Para emagrecer é preciso uma mudança de comportamento que depende da força de vontade de cada um. O uso do aparelho ajuda, mas é preciso contar com a adesão do paciente e tudo deve fazer parte de um tratamento feito em parceria entre odontologistas, nutrólogos e endocrinologistas. “O tratamento não deve ser prescrito de forma indiscriminada. Ele segue um protocolo clínico, com tempo determinado para que os efeitos ocorram. Nosso objetivo é ensinar como mastigar e comer corretamente e não quais alimentos devem fazer parte da dieta, orientação que deve ser dada por médicos ligados à nutrologia, nutrição, endocrinologia e metabologia”, avisa.

 

Gerson Köhler é ortodontista e ortopedista facial, pós-graduado pela UFPR
– Universidade Federal do Paraná – e mestre em ciências na área biomédica.
É professor convidado da pós-graduação da UFPR desde 1988.


 



    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br