Ano 14 - Semana 728


Narcolepsia
É um grave distúrbio do sono e tem como principal consequência a sonolência diurna sucessiva, que in-terfere na vida do paci-ente no trabalho, na esco-la ou até mesmo em ca-sa. É uma doença crônica, mas tem tratamento feito por meio de estimulantes, que deve prolongar-se por toda a vida.
 


 

 

    26 de março, 2011
 

Urticária


Entende-se atualmente por urticária, o surgimento relativamente agudo de lesões avermelhadas (eritematosas), papulosas (em relevo elevado), numa área de pele circunscrita, que desaparece à pressão digital e que, caracteristicamente, se acompanha de prurido (coceira). A urticária aparece de repente e pode desaparecer rapidamente em uma ou duas horas, podendo também durar até 24 horas. Freqüentemente se apresenta em grupos de manchas e aparecem novas manchas enquanto outras desaparecem. Calcula-se que 20% da população tenha sofrido uma erupção de Urticária em alguma etapa de sua vida.

Até aproximadamente a década de 50, a urticária, difusa ou localizada, era considerada uma doença essencialmente alérgica. Acreditava-se, exclusivamente, que a urticária seria um efeito secundário à ingestão de certos alimentos ou medicamentos mas o enfoque moderno deste problema aponta para causas alérgicas e não alérgicas.

Quando a urticária permanece ativa por 6 semanas ou mais é denominada Urticária Crônica e se constitui em sério problema médico, visto a dificuldade de se fazer um diagnóstico preciso de sua causa. Além deste aspecto duradouro da crise de urticária da Urticária Crônica, o quadro tende a permanecer por longo tempo num eterno vai-e-vem das crises (em termos médios cerca de 5 anos).

A urticária crônica é uma doença de origem multifatorial, envolvendo células e estruturas proteicas que constituem a pele, cujo mecanismo inflamatório não depende exclusivamente do envolvimento da pele, mas sim do organismo geral.

O início dos sintomas da urticária é mediado pela histamina, mas o processo todo da doença é mais complexo. O verdadeiro responsável pela manifestação local ou corporal da urticária é a célula sanguínea chamada mastócito. Os mastócitos costumam estar muito aumentados no sangue periférico dos pacientes com urticária, mas esse aumento observado não resultaria de um verdadeiro defeito primário do organismo mas, possivelmente, da indução (física ou emocional) desse defeito que quebraria o equilíbrio biológico da fisiologia da pele normal.

Além da presença aumentada de mastócitos no paciente com urticária, costuma estar presente sempre um infiltrado linfocitário em maior ou menor densidade, acompanhado, ocasionalmente, também de eosinófilos.

Existem relatos de sobra na literatura médica da associação entre urticária crônica e fatores psicossomáticos, mas tal associação tem sido desprezada nos modelos de investigação causal clássicos. Apesar desse descaso da dermatologia, Diniz Moreira (1983), citado por Melo Filho (Psicossomática Hoje, Ed. Artes Médicas) reviu 12 pacientes com urticária crônica, adotando, além de um modelo investigativo etiológico clássico, também uma abordagem integral do doente. Observou que em cerca de 80% dos casos existiam conflitos emocionais na origem e na manutenção dos sintomas da urticária crônica. Hoje se sabe, seguramente, que este distúrbio se classifica naqueles de natureza psicossomática.

Tipos de Urticária

Uma forma comum da urticária é o chamado Dermografismo. Trata-se de uma alteração cutânea que acomete até 5% da população e consta de uma urticária produzida por fricção ou coceira sobre a pele, ocorrendo freqüentemente depois de banho quente ou quando se usa roupa apertada.

O nome Urticária Colinérgica é destinado para a urticária que se desenvolve depois de atividades que aumentam a temperatura corporal. As atividades que podem causar este tipo da doença incluem: banhos de imersão, ducha muito quente, hidromassagem, exercício, febre ou ansiedade e tensão emocional. Calcula-se que 5% a 7% dos pacientes que sofrem de urticária podem apresentar a urticária colinérgica.

A Urticária induzida pelo frio se apresenta depois da exposição ao vento ou à água a temperatura muito baixa. Esta urticária pode aparecer nas extremidades e, geralmente, em qualquer área exposta do corpo.

A Urticária Solar é aquela causada por exposição à luz solar ou a lâmpadas solares, podendo ocorrer uma reação dentro de um a três minutos. O exercício pode ser outra causa de urticária. Alguns indivíduos afetados por esse tipo de urticária podem também desenvolver obstrução pulmonar e/ou perda de consciência. Esta grave reação se denomina Anafilaxia Induzida pelo exercício.

Cerca de 80% dos casos de Urticária Crônica são apontados como sendo de causa desconhecida. Em conseqüência da abordagem terapêutica utilizada, pode apreciar evolução muito mais favorável em confronto com os dados disponíveis na literatura médica, pois em cerca de 55% dos casos os sintomas desapareceram em média com 4 meses de tratamento. Em todos os casos criaram-se condições para um verdadeiro processo psicoterápico entre o paciente e o médico alergista, levando a uma eficácia clínica nitidamente superior à obtida com a clássica abordagem organicista.

Os sintomas de uma coceira ou urticária na pele são: inflamação, lesões simétricas de eczemas, coceira nas áreas mais afetadas, pele extremamente seca com descamação contínua.
Para reduzir os sintomas, é necessário evitar ao máximo coçar a região, não brincar com areia ou terra, evitar banhos longos e muito quentes, hidratar a pele logo após o banho, usar sabonetes e hidratantes neutros, não usar “buchas”, evitar roupas de tecido sintético e manter a casa arejada e livre da poeira.

O que também pode ajudar a aliviar os sintomas da coceira é tomar um banho frio de banheira, adicionando à água uma xícara de farinha de aveia. Para uma aplicação local, misture maisena e vinagre branco e passe sobre a área afetada. Não desaparecendo os sintomas, deve-se procurar um médico, pois ele com certeza terá um tratamento adequado e eficaz para sua pele.

Tratamentos/remédios caseiros contra urticária:

Não coce – coçar lesiona a pele e pode causar uma infecção secundária. Se for impossível resistir à coceira, friccione a pele com a ponta dos dedos ao invés de coçar com as unhas. Se o problema é com uma criança, corte suas unhas bem curtas e, se necessário, faça-a usar luvas, pelo menos à noite, para evitar que a lesão seja agravada.
Tome um banho para aliviar a coceira – acrescentar farinha de aveia ou bicarbonato de sódio na água morna do banho vai ajudar a suavizar a coceira, apesar de não curar a urticária. Não use água quente.
Refresque o local afetado – compressas frias vão ajudar. Use um lenço ou um tecido dobrado várias vezes. Mergulhe o tecido em água fria ou solução de acetato de alumínio e coloque sobre a lesão por 10 a 15 minutos a cada hora. Compressas úmidas também são indicadas quando há exsudato ou bolhas; você vai secar a lesão umedecendo-a repetidamente.
Compressas de leite integral também são eficazes, pois a proteína do leite ajuda a aliviar a coceira.
Aplique loção de calamina – esta velha receita pode ajudar a aliviar a coceira. Aplique uma fina camada duas a três vezes por dia, de maneira que os poros não fiquem fechados.
Cozinhe folhas de cambará e use a água para banhar o corpo.
Coloque 6 gramas de ruibarbo em pó e 2 gramas de bicarbonato de sódio em 1 xícara de água quente e beba.

Além disso, é preciso ter hábitos saudáveis:

- Alimentação natural: evite enlatados, produtos artificializados, alimentos dietéticos, adoçantes artificiais. Evite refrigerantes gasosos, sucos ou chás em latas ou engarrafados.
- Evite alimentos ou medicamentos coloridos contendo corantes.
- Tomar banho uma vez ao dia com sabonete glicerinado, evitando buchas ou esponjas. Ao secar, a toalha deve ser usada de forma suave, sem esfregar.
- Usar roupas adequadas, tecidos não aderentes, não apertadas no corpo.
- Use hidratante diariamente logo após o banho.
- Aconselhe-se com o médico para a prática de exercícios ou exposição solar prolongada durante os surtos da urticária.
- Procure atividades de lazer, relaxe, combata o stress em sua vida.
- Só use medicamentos prescritos pelo médico!

 



    Direção
    IRENE SERRA
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