Ano 14 - Semana 738


Adoçantes engordam?
Pesquisadores americanos afirmaram, após estudo cientifico recente, que os alimentos que contem adoçantes artificiais sem calorias contribuem para o aumento de peso e dos depósitos de gordura no corpo.
O número de fevereiro da revista cientifica Behavioral Neuroscience publicou um artigo em que manifesta que animais de labora-tório alimentados com adoçantes artificiais ga-nharam mais peso, mais gordura e mais calorias do que aqueles que consu-miram glicose, o açúcar natural.
Os cientistas da Universi-dade de Purdue, Indiana, onde foi realizado este estudo, assinalaram que esse efeito, aparente-mente paradoxal, se deve ao fato do corpo reagir ao sabor doce, independen-temente de natural ou ar-tificial, e antecipar muitas calorias como se fosse um reflexo condicionado. A experiência demonstrou que os animais que con-somem produtos doces desenvolvem uma respos-ta antecipada diante do referido alimento. É como se o corpo se confundisse e não soubesse distinguir entre açúcar e adoçantes, já que a percepção é a mesma ao paladar.
Apesar do estudo ter sido desenvolvido em animais de laboratório, os pesqui-sadores manifestaram que os resultados podem estar relacionados à evi-dencia de que as pessoas que consomem bebidas sem calorias são mais propensas a padecer de obesidade e outros problemas metabólicos.
(Sergio Vaisman)

 


 


 

 

       03 de junho, 2011
 

Equilíbrio corporal envolve diferentes órgãos e sistemas

equilíbrio

Hábitos saudáveis são fundamentais para evitar alterações
e problemas relacionados ao equilíbrio


No dia a dia as pessoas nem percebem como o equilíbrio do corpo é um processo complexo e muito importante para uma vida saudável e normal. Vários órgãos e sistemas estão envolvidos na manutenção do equilíbrio corporal. 'O labirinto - estrutura do ouvido interno -, os olhos, os músculos, as articulações e os tendões são os principais sensores do equilíbrio', explica a otorrinolaringologista Rita de Cássia Guimarães, que também é otoneurologista e coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ).

As informações geradas por estes órgãos são processadas pelo cérebro, que controla a estabilidade do organismo.

Sistema labiríntico é a central de informações sobre o equilíbrio corporal

O labirinto faz parte do sistema vestibular, que tem como função a conservação do equilíbrio estático e em movimento. 'Ele é formado pelo vestíbulo e pela cóclea, que além de atuarem no equilíbrio também estão ligados à audição. O labirinto informa ao cérebro a direção dos movimentos da cabeça e do corpo, seja para cima, para baixo, para frente, para trás, de um lado para outro e rotações'.

labirinto


Já os olhos informam a posição do corpo no espaço, os músculos e articulações avisam quais movimentos estão sendo executados e quais são as estruturas do organismo envolvidas. 'O sistema labiríntico funciona como uma central de informações, que coleta os impulsos dos sensores. Por sua vez, o sistema nervoso central recebe estas informações e as analisa. Se algum dado não for coerente o resultado pode ser tonturas e enjôos durante a adaptação dos sistemas a nova realidade'.

Traumatismos podem causar desequilíbrio

Existem várias causas ligadas às alterações do equilíbrio, como mudanças vasculares, metabólicas e psicológicas. O desequilíbrio corporal também pode ser causado por alterações funcionais nas estruturas do sistema vestibular, denominadas vestibulopatias primárias ou por problemas em outros órgãos, denominados vestibulopatias secundárias. 'Traumatismos, infecções, uso de drogas e medicamentos, tumores, envelhecimento, hábitos alimentares inadequados, problemas cervicais e alergias são algumas causas primárias e secundárias'.

Especialidades médicas atuam em conjunto para diagnosticar alterações no equilíbrio corporal

O equilíbrio ainda pode ser afetado por doenças diretamente ligadas aos sistemas auditivo e vestibular, como doença de Ménière, neurite vestibular (vertigem aguda após resfriados), doenças infecciosas do ouvido (labirintites), cinetose e surdez súbita. 'O diagnóstico deve ser feito por um médico otorrinolaringologista, que irá solicitar diversos exames e, quando necessário, avaliações em outras especialidades, como endocrinologia, neurologia, cardiologia, ortopedia e psiquiatria'.

Durante a consulta o médico fará a avaliação otoneurológica, que inclui a análise da história clínica e o exame físico do paciente e a realização de uma sequência de testes auditivos e vestibulares. 'A história clínica do paciente é fundamental. Ele deve detalhar todos os sintomas, informar sobre outros problemas de saúde, uso de medicamentos descrever seus hábitos de vida, atividade física e de trabalho. Estes dados facilitam o diagnóstico e direcionam o tratamento do problema'.

Tratamento para desequilíbrio é personalizado

O principal objetivo do tratamento é eliminar ou minimizar as causas dos sintomas do desequilíbrio. 'Cada caso é único e o tratamento varia de acordo com o paciente. Medicamentos, exercícios de reabilitação do equilíbrio, mudanças na dieta e nos hábitos e fatores de risco e até cirurgia podem ser indicados. A intervenção cirúrgica é destinada apenas a casos específicos, como a presença de tumores, e pode ser ou não associada a outras medidas que visam o sucesso do tratamento'.
 

Rita de Cássia Guimarães (CRM 9009) é otorrinolaringologista,
otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
ritaguimaraescwb@gmail.com

 



    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br