Ano 18 - Semana 889

 

Lembre-se de beber água:
Nosso corpo é formado principalmente de água. Este elemento faz parte da estrutura de todas as nossas células e, conse-quentemente, de todos os órgãos que possuímos. A água é fundamental na manutenção do volume circulatório que preenche nossos vasos sanguíneos e, dentre tantos pontos relevantes, faz parte do processo de síntese de colágeno, tão importante na manutenção da boa qualidade das nossas car tilagens e da textura da nossa pele, sem men- cionar outros. Apesar de toda a importância, mui-tas pessoas simplesmente esquecem de tomar água adequadamente. Pesquisas científicas re-centes estimam que cerca de 30% da população mundial vive num estado crônico de desidratação. Ora, se é tão simples se manter o equilíbrio do organismo no que se refe-re à hidratação, por que isto ocorre? A resposta mais simples é que nem sempre se dá ênfase suficiente ao habito de se beber água. Dentre mui-tas consequências da desidratação está a maior concentração da urina, o que favorece a formação de cálculo (pedra) renal. Indivíduos idosos são os que mais se esquecem de beber água e isto também prejudica a função cerebral e a vitalidade do corpo. Você também se esquece de beber água?

(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

 

     25 de abri, 2014
 

Aumentar o consumo de café
pode reduzir o risco de diabetes tipo 2



O diabetes melitus tipo 2 (DM2) é considerado uma das grandes epidemias do século XXI e afeta quase 90% das pessoas que têm diabetes, sendo o tipo mais comum.

Ocorre quando o nível de glicose (açúcar) no sangue fica muito alto. A glicose é o combustível que as células do corpo usam para obter energia. O diabetes tipo 2 ocorre quando não há produção suficiente de insulina pelo pâncreas ou porque o corpo se torna menos sensível à ação da insulina que é produzida - a chamada resistência à insulina. A insulina ajuda o corpo a levar a glicose para dentro das células.

Os sintomas incluem aumento da frequência urinária, letargia, sede excessiva e aumento do apetite – muitas vezes não acompanhado de ganho de peso.

É uma doença crônica que pode causar complicações à saúde; incluindo insuficiência renal, doenças do coração, derrame (acidente vascular cerebral) e cegueira.

Em termos mundiais, cerca de 240 milhões de indivíduos apresentam DM, com uma projeção de 366 milhões para o ano de 2030, dos quais dois terços serão habitantes de países em desenvolvimento. Infelizmente, cerca de metade das pessoas com DM desconhecem que são portadores desta condição e não podem, dessa forma, prevenir suas complicações.

No Brasil, o número estimado de portadores de DM é de aproximadamente 16 milhões de pessoas.

Já é conhecida a hipótese de que o consumo de café e chá tem sido associado a um menor risco de diabetes tipo 2, mas pouco se sabe sobre como as mudanças no consumo de café e chá influenciam no risco subsequente para o diabetes tipo 2. Pesquisadores americanos examinaram as associações entre as mudanças no consumo de café e chá durante quatro anos e o risco de diabetes tipo 2 nos quatro anos subsequentes.

Foram acompanhados prospectivamente 48.464 mulheres do Nurses’ Health Study (NHS; 1986–2006), 47.510 mulheres do NHS II (1991-2007) e 27.759 homens do Health Professionals Follow-up Study (HPFS; 1986–2006). A dieta foi avaliada a cada quatro anos através de um questionário validado de frequência alimentar. Casos incidentes auto-relatados de diabetes tipo 2 foram validados por meio de questionários complementares.

Durante o acompanhamento de 1.663.319 pessoas/anos, foram documentados 7.269 casos novos de diabetes tipo 2. Os participantes que aumentaram seu consumo de café por mais de uma xícara/dia (variação média=1,69 xícaras/dia) durante um período de quatro anos tiveram um risco 11% (IC 95% 3%-18%) menor de desenvolver diabetes tipo 2 em comparação com aqueles que não fizeram alterações no consumo. Os participantes que reduziram o consumo de café em mais de uma xícara/dia (variação média de menos duas xícaras/dia) tiveram um risco 17% (IC 95% 8%-26%) maior de desenvolver diabetes tipo 2.

Mudanças no consumo de chá não foram associadas ao risco de diabetes tipo 2.

Concluiu-se que os dados do presente estudo fornecem evidências de que o aumento do consumo de café ao longo de um período de quatro anos foi associado a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2, enquanto a diminuição no consumo de café está associada a um maior risco de casos novos de diabetes tipo 2 nos anos seguintes.



Fonte: News Med

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra

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