Ano 17 - Semana 883

 


 

 

    10 de março, 2014
 

Audição


Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães


Música alta e muito tempo utilizando fones de ouvido são duas das questões mais comuns que prejudicam a capacidade auditiva dos jovens.

É comum que, após os 50 anos, a capacidade auditiva diminua, tanto devido ao envelhecimento natural quanto à exposição a ruídos ou sons altos, hábitos errados, - como a má alimentação ou o vício em tabaco, - ou o uso constante de fones de ouvido. Porém, hoje em dia já são encontrados muitos jovens que antes dos 30 anos já se queixam de zumbido ou até mesmo da capacidade auditiva menor.

Faz parte do dia-a-dia de muitas pessoas passar horas a fio com o fone de ouvido introduzido na orelha – e, é claro, tocando música alta durante esse tempo. Cientes disso, estudiosos e médicos estão realizando pesquisas nessa área, e os resultados são preocupantes.

Em recente pesquisa realizada nos Estados Unidos, mais da metade dos adolescentes entrevistados se disseram “dependentes” de fones de ouvidos, e coincidentemente ou não, todos apresentaram três dos principais sintomas de perda de audição: ouvir constantemente zumbidos, aumentar o volume da TV e do rádio e dizer “Hein!?”, “Hã?!” e “O quê?!” durante conversas normais e em ambientes pouco ruidosos.

De vez em quando é normal não conseguir ouvir o que outra pessoa está falando, - principalmente quando é em algum ambiente ruidoso. Porém, isso tornar-se muito frequente, mesmo em ambientes silenciosos, além da possível sensação de audição abafada, de zumbidos e, se você for um utilizador assíduo de fones de ouvido, saiba que esses são sinais claros de que alguma coisa não está muito bem com sua audição.

Uma dica para poder continuar utilizando fones de ouvido sem que eles causem danos no aparelho auditivo é conhecer os modelos disponíveis no mercado. O Earbud é aquele que fica preso dentro da orelha, mas fora do canal auditivo. Ele não libera toda a sua frequência em volumes baixos – logo, é comum usá-lo nos volumes mais altos. Os fones intra aurais são aqueles introduzidos no canal auditivo. Reduzem o ruído externo, proporcionam uma maior fidelidade sonora e são usados em volumes menos intensos. Já os supra aurais são maiores, possuem uma haste que fica posicionada por cima da cabeça e têm uma almofada, que propicia excelente isolamento acústico, fidelidade sonora e conforto. São os preferidos por profissionais da música, mas não muito práticos para uso em ambientes abertos”.

Nem sempre o fone mais caro é o melhor, porém, aqueles que possuem melhores componentes internos são sim mais caros e, consequentemente, resultam em uma melhor fidelidade sonora. O ideal é testar os fones antes de comprar e priorizar o conforto. Um bom fone de ouvido deve proporcionar qualidade sonora, ter bom preço e ser confortável e adequado ao tipo de uso.

Além dos fones, existem simples dicas que podem ser seguidas a fim de manter em dia a audição:
- manter a carteira de vacinação em dia,
- fazer um teste audiológico pelo menos a cada cinco anos,
- evitar locais muito ruidosos que exijam a elevação do tom de voz,
- evitar ouvir música em volume muito alto – principalmente com fones de ouvido,
- usar protetores auditivos sempre que frequentar ambientes com barulhos extremos,
- nunca pingar remédios ou fórmulas caseiras dentro do ouvido sem indicação médica
- e não utilizar em hipótese nenhuma objetos pontiagudos para limpar a orelha, pois eles podem machucar o tímpano.


Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR


 

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra

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