Ano 16 - Semana 806


Perigos do excesso de ferro
À medida que envelhece mos, o ferro se acumula em vários tecidos do orga-nismo, especialmente fí-gado e cérebro. Esse acú-mulo é algo com que de-vemos nos preocupar pois o excesso desse elemento no corpo favorece o apa-recimento de doenças car-dio-vasculares e neuro-degenerativas. O excesso de ferro se torna tóxico e lesa as células mas, após identificar o problema, não é tão difícil livrar o organismo dessa situação nociva. Várias medidas po dem ser tomadas para a redução do excesso de ferro no corpo e cada caso terá uma indicação mais adequada.
Para determinarmos se so fremos de excesso de de- pósito de ferro, devemos fazer a dosagem no san- gue de uma substancia chamada FERRITINA.
Trata-se de um exame laboratorial simples de ser efetuado. Devemos lem- brar que muitos casos de ferritina alta ocorrem por condições hereditárias.
Muitas famílias trazem o gen que favorece aumen- to dessa substancia e es- tes casos também devem ser tratados quando iden- tificada. Alem disso, é im- portante se evitar a inges- tão de alimentos ricos em ferro e seguir corretamen-te a indicação médica para equilibrar o quadro.
(Dr. Sergio Vaissman)

 
 


 

 

  28 de setembro, 2012
 

Audição

Envelhecimento e sons muito altos podem reduzir a capacidade auditiva


Ter uma boa audição é normal até os 30 anos, mas após essa idade, a capacidade auditiva vai se perdendo por causa do envelhecimento natural, da exposição a ruídos ou sons altos, de doenças, de hábitos errados, como má alimentação ou uso constante do fone de ouvido.

Segundo a otorrinolaringologista Tanit Sanchez, uma audição considerada normal consegue captar a freqüência de um assobio de um pássaro (8 mil hertz) e um volume de uma gota de água caindo (25 decibéis). A perda auditiva pode causar também o zumbido, um incômodo que pode parecer um apito, um chiado, uma cachoeira ou até o barulho de uma panela de pressão.

O zumbido não é uma doença, mas um sintoma de várias doenças diferentes. É um sinal de hiperatividade das vias auditivas para compensar uma perda auditiva.


 

O zumbido pode causar dificuldade de compreensão de sons, assim como acontece com a audição de pessoas com mais de 50 anos. Essa perda auditiva atinge 90% dos pacientes com zumbido e, para ajudar, é indicado o uso de aparelhos auditivos.

A fonoaudióloga Katya Freire explica que esse aparelho ajuda a amplificar o som para levá-lo ao cérebro. Existem quatro tipos de aparelhos, o retroauricular, o miniretroauricular, o intracanal e o microcanal, e quem indica esse tratamento é o otorrinolaringologista, após avaliar o caso e identificar se não pode ser tomada outra medida, como dieta, medicação ou cirurgia, por exemplo.

Após a indicação, o paciente deve procurar um fonoaudiólogo para fazer o teste do aparelho. Depois desse processo, é feito o acompanhamento com ambos os especialistas. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece aparelhos simples e intermediários, que custam respectivamente R$ 3 mil e R$ 6 mil. Os tipos de tecnologia avançada chegam a custar R$ 9 mil.

Pessoas que têm zumbido devem evitar a cafeína em excesso, que estimula o sistema nervoso e pode piorar ainda mais o incômodo. Outros fatores como o excesso de açúcar, álcool, alimentos gordurosos e jejum prolongado também podem intensificar o zumbido. Por isso, um dos tratamentos para o zumbido é a correção de hábitos alimentares. Além disso, o paciente também pode tomar medicamentos, tratar alterações na boca ou nos dentes e desativar alguns nódulos dolorosos encontrados nos músculos perto do ouvido. Em alguns casos, é possível curar, mas existem situações que o zumbido é apenas controlável.

É importante também tranqüilizar o paciente em relação ao problema, que não é grave e não tende a progredir.

Pessoas que ficam com receios de complicações maiores, como doenças graves ou surdez, podem aumentar ainda mais o som e podem também se automedicar, o que é totalmente contra indicado porque alguns medicamentos são tóxicos para os ouvidos e podem piorar o zumbido.

Barulhos de shows, motocicletas, serras elétricas, festas, danceterias e até o fone de ouvido também podem influenciar o zumbido. Para que isso não aconteça, é indicado utilizar um protetor de ouvido e fazer intervalos de 5 a 10 minutos a cada hora de exposição a esses sons.

Fonte: G1 - Bem Estar
 



    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br