Ano 16 - Semana 811
 


Passar mais de oito horas sentado aumenta o risco de mortalidade

Com o desenvolvimento do mundo moderno, a vida se tornou sedentária. Hoje, o normal é passar mais de oito horas sen-tado. Entretanto, uma pes quisa publicada no perió-dico Archives of Internal Medicine aponta os pro-blemas causados pela fal-ta de mobilidade. O fato de passar muito tempo sentado pode aumentar em 40% as chances de morte nos próximos 15 anos. O sedentarismo au-menta os níveis de coles-terol e desenvolve a hi-pertensão além de pro-blemas cardíacos e resis-tência à insulina.

Para diminuir o inevitável sedentarismo do mundo moderno, especialistas re-comendam movimentar o corpo durante o expe-diente de trabalho.

A cada hora a pessoa de-ve dar uma caminhada rá-pida e alongar-se quando possível. O encosto da ca-deira também não deve envolver todas as costas para que a coluna faça sua curvatura normal ao sentar.

Por fim, fora do horário de trabalho a pessoa deve procurar uma atividade fí-sica para fazer e nos mo-mentos de lazer deve evi-tar o sedentarismo.
 

 


 

 

   02 de novembro, 2012
 

Agorafobia

 

foto InfoescolaO que é?
É o medo de ficar em lugares de onde seria difícil sair ou pedir ajuda. Os locais que despertam esse medo variam de pessoa para pessoa, e as causas que relacionam o lugar ao medo ainda estão sendo estudadas. Os lugares mais frequentemente relacionados à agorafobia são cinemas, teatros, multidões, restaurantes, túneis, passarelas, avenidas de alta velocidade onde parar o carro ou o ônibus é quase impossível, qualquer lugar distante da própria casa. O grau de severidade desse transtorno é medido pelo grau de dependência que o paciente tem, como: conseguir andar sozinho nas redondezas, andar no quarteirão da residência, ir até a portaria, não conseguir sair de casa desacompanhado.

Como se manifesta?
Seu início é gradual e a piora ocorre pela persistência das crises de pânico. Muitos pacientes julgam que sofrem um ataque por causa do lugar onde estavam, por isso passam a evitá-los pensando que sofrerão novo ataque se forem para o mesmo lugar. Por outro lado, lugares desconhecidos pelo paciente mas cuja saída seria difícil ou embaraçosa no caso de uma crise, também são evitados pelos pacientes. O agorafóbicos só de pensarem que terão de passar por um lugar que têm medo já começam a passar mal, a sentirem os sintomas da crise de pânico, esta é a chamada ansiedade antecipatória. Ela não costuma disparar crises rotineiramente, mas pode causar um mal estar semelhante porém menos intenso que a crise. É possível encontrar tanto pessoas com muitos ataques de pânico sem agorafobia como pessoas que só tiveram um ataque e desenvolveram uma agorafonbia grave.

Tratamento
Os remédios que bloqueiam as crises de pânico não costumam ser eficientes no controle da agorafobia. Na verdade nenhuma medicação tem efeito satisfatório para este caso. A agorafobia costuma regredir na medida em que o paciente não tem mais crises de pânico, mas isso pode levar anos. A forma de tratamento que melhores resultados vem apresentando é a terapia comportamental.
A agorafobia é um transtorno que dificilmente aparece sozinho, ou seja, sempre é acompanhado ou precedido por depressão ou outros transtornos de ansiedade.

Conclusão
Alguns pesquisadores renomados no assunto afirmam que não existe agorafobia isolada, somente associada a transtornos de ansiedade ou de depressão. Essa controvérsia pode parecer estranha mas existe por causa das características inerentes destes distúrbios. Mesmo tendo-se critérios bem definidos a sua identificação na prática não é elementar pois esses sintomas são vagos, difíceis de serem compreendidos por muitos pacientes, conseqüentemente de serem explicados fidedignamente.
Um raciocínio pode ser explicado, mas uma emoção só pode ser compreendida se for compartilhada. Como os pacientes não sabem ao quê compararem suas emoções patológicas acabam se atrapalhando nas explicações e dificultando o diagnóstico. Portanto até que se desenvolvam técnicas de entrevista eficazes o suficiente, a precisão dos diagnósticos e dos diagnósticos mistos (ansiedade com depressão) continuam sendo falhos.

Fonte: Psicosite
Pesquisa de Ana Lima
 

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra