Ano 16 - Semana 830
 


Passar mais de oito horas sentado aumenta o risco de mortalidade

Com o desenvolvimento do mundo moderno, a vida se tornou sedentária. Hoje, o normal é passar mais de oito horas sen-tado. Entretanto, uma pes quisa publicada no perió-dico Archives of Internal Medicine aponta os pro-blemas causados pela fal-ta de mobilidade. O fato de passar muito tempo sentado pode aumentar em 40% as chances de morte nos próximos 15 anos. O sedentarismo au-menta os níveis de coles-terol e desenvolve a hi-pertensão além de pro-blemas cardíacos e resis-tência à insulina.

Para diminuir o inevitável sedentarismo do mundo moderno, especialistas re-comendam movimentar o corpo durante o expe-diente de trabalho.

A cada hora a pessoa de-ve dar uma caminhada rá-pida e alongar-se quando possível. O encosto da ca-deira também não deve envolver todas as costas para que a coluna faça sua curvatura normal ao sentar.

Por fim, fora do horário de trabalho a pessoa deve procurar uma atividade fí-sica para fazer e nos mo-mentos de lazer deve evi-tar o sedentarismo.
 

 


 

 

      08 de março, 2013
 

Reversão da vasectomia:

quando a paternidade fala mais alto

 

Carla Furtado


O número de vasectomias tem aumentado nos últimos anos e as razões são muitas. A consciência da importância de um planejamento familiar, a praticidade e o baixo índice de complicações são alguns fatores que fazem com que homens de 35 a 45 anos procurem esse tipo de procedimento. De acordo com o urologista Fernando Croitor, da Clínica Miletto, no Brasil é difícil apontar números, pois a vasectomia é realizada, na maioria das vezes, em serviços privados: “Trata-se de um procedimento que integra o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ou consta na cobertura das operadoras”. Para se ter uma idéia, dados estatísticos nos Estados Unidos mostram que cerca de 500 mil americanos que se submetem à vasectomia a cada ano.

Paralelo a esse quadro há uma outra realidade. Com o crescimento de segundos casamentos, cresce também o interesse por filhos com a nova companheira. De acordo com o Vasovasostomy Study Group, aproximadamente 75% dos indivíduos que desejam a reversão são aqueles que estão em um novo relacionamento, enquanto apenas 10% são casais que desejam ter mais filhos. O restante procura a reversão devido a motivos religiosos, perda de filhos, entre outros.

A cirurgia – Segundo Dr. Fernando, para a maioria dos casos de reversão, a vasovasostomia é o procedimento cirúrgico mais indicado. Ela restaura o fluxo de espermatozóides através da ligação dos vasos deferentes, obstruídos pela vasectomia. Em algumas situações - como nos casos de pacientes que apresentam maior obstrução devido ao tempo de vasectomia - é necessário realizar uma outra técnica de reversão conhecida como vasoepididimoanastomose. Trata-se de uma cirurgia mais delicada, que exige experiência em microcirurgia.

Os riscos – Antes da cirurgia, o paciente deve passar por um exame prévio para checar alguns pontos importantes para o êxito da reversão, como o comprimento que ficou entre os vasos deferentes após a vasectomia. "Quanto mais longos estiverem os vasos, maiores as chances da reversão dar certo", diz o especialista. A incidência de complicações pós-operatórias é baixa. A recuperação é rápida e não exige internação. “Pequenos inchaços, hematomas ou descoloração na área são normais, podendo desaparecer em alguns dias. Para retornar à atividade sexual, o prazo médio é de três semanas”.

O Sucesso – Estudos da Vasovasostomy Study Group, realizados durante nove anos, comprovam os bons resultados da reversão. Cerca de 86% dos homens apresentaram presença de espermatozóides no ejaculado, com uma taxa de gravidez de 52%. “Não podemos esquecer que esses resultados dependem muito do tempo de realização da vasectomia, podendo variar positivamente de 97% - cirurgias realizadas há três anos – a 71% - cirurgias realizadas há mais de 15 anos”, complementa.

O médico lembra ainda que, de acordo com a Lei 9.263 – de 1997, sobre a regulamentação do planejamento familiar, a vasectomia é indicada para homens acima de 25 anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos, ou nos casos onde a gravidez do cônjuge poderá gerar risco de vida. “Os homens que devem eleger a vasectomia como um procedimento definitivo, apesar de sabermos que existe a possibilidade de reversão”, finaliza o urologista.
 

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra