Ano 17 - Semana 861

 

Lembre-se de beber água:
Nosso corpo é formado principalmente de água. Este elemento faz parte da estrutura de todas as nossas células e, conse-quentemente, de todos os órgãos que possuímos. A água é fundamental na manutenção do volume circulatório que preenche nossos vasos sanguíneos e, dentre tantos pontos relevantes, faz parte do processo de síntese de colágeno, tão importante na manutenção da boa qualidade das nossas car tilagens e da textura da nossa pele, sem men- cionar outros. Apesar de toda a importância, mui-tas pessoas simplesmente esquecem de tomar água adequadamente. Pesquisas científicas re-centes estimam que cerca de 30% da população mundial vive num estado crônico de desidratação. Ora, se é tão simples se manter o equilíbrio do organismo no que se refe-re à hidratação, por que isto ocorre? A resposta mais simples é que nem sempre se dá ênfase suficiente ao habito de se beber água. Dentre mui-tas consequências da desidratação está a maior concentração da urina, o que favorece a formação de cálculo (pedra) renal. Indivíduos idosos são os que mais se esquecem de beber água e isto também prejudica a função cerebral e a vitalidade do corpo. Você também se esquece de beber água?

(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

 

  11 de outubro, 2013
 

Trauma Vascular
a segunda maior causa de morte no mundo


Doença negligenciada pela sociedade, o trauma vascular é um dos maiores problemas de saúde pública mundial. No Brasil, assume proporções epidêmicas, causando morte e incapacidade temporária ou definitiva de milhares de pessoas, anualmente. A violência e os acidentes de trânsito e trabalho são os principais responsáveis pela imensa maioria dessas lesões.

O trauma vascular pode afetar o sistema arterial, venoso ou linfático e os mais comuns são nas extremidades, de 80 a 90% dos casos. Ele acontece quando os vasos sanguíneos que nutrem importantes áreas do organismo são destruídos, interrompendo subitamente o suprimento de oxigênio para os tecidos, carregado pelo sangue, levando à morte dos mesmos. Mas essa falta de circulação do sangue nos órgãos ou membros, embora tenha um tempo variável de resistência, deve ser tratada o mais rápido possível para que tenha melhores resultados terapêuticos.

“Essas lesões já são a segunda causa de morte no mundo e a primeira entre a faixa etária até os 40 anos, refletindo, inclusive, na situação socioeconômica do país. Isso só mostra o quanto é importante reconhecer o trauma como uma epidemia não resolvida e que precisa ser assim encarada pelos governos, pela população e profissionais de saúde”, diz o angiologista Ary Elwing (CRM-22.946), especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser.

Os traumas vasculares mais comuns são normalmente causados por acidente de carro ou moto, arma de fogo e arma branca, como faca e vidro. E o agente do trauma, a localização do ferimento vascular e as manifestações provocadas por lesões associadas neurológicas, de ossos e articulações e de tecidos moles (músculo, subcutâneo e pele) que determinam o quadro clínico do paciente. A maioria das lesões pode ser suspeitada pelo exame físico correto, incluindo inspeção e palpação do membro e dos pulsos, e ausculta de áreas vasculares.

“O diagnóstico é facilmente realizado pela presença de hemorragia através da área lesada, hematoma que aumenta de volume e pela diminuição da temperatura e palidez do membro afetado. Se confirmado o trauma, após as medidas de suporte e manutenção, a medida é a transferência do paciente para uma unidade hospitalar onde tenha cirurgião vascular de plantão, para que se realize a correção da lesão no tempo adequado”, explica Elwing.

É fundamental que a vítima receba a tempo o tratamento adequado para que haja uma reabilitação precoce. Quando as lesões não são corrigidas de forma eficaz podem acarretar sérias complicações, desde limitações funcionais até a perda do membro. Em alguns casos, porém, a amputação primária é a melhor opção de tratamento, evitando, muitas vezes, a morte do paciente.

Caso de saúde pública

Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente R$ 9 bilhões são destinados anualmente ao atendimento de casos de trauma, o que representa quase um terço de tudo que é investido em saúde pública no país. Sendo que cada vítima grave de trauma custa cerca de R$ 100 mil aos cofres públicos. Os custos incluem cirurgia, unidade de terapia intensiva, reabilitação e prestação de serviços médicos em longo prazo.
 

Dr. Ary Elwing (CRM-22.946), especialista em cirurgia vascular periférica
 e tratamento a laser.



 

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra

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