Ano 16 - Semana 853

 


Estatinas e fadiga

Muitas pessoas fazem uso diário e durante muitos anos seguidos de estatinas, substancias que reduzem os níveis do colesterol, seguindo prescrição de seus médicos. Alem de vários efeitos colaterais possíveis de surgirem pelo uso dessas substancias, os mais frequentes envolvem a tendência de afetar a força muscular pela diminuição de produção de energia no interior de todas as células do organismo. Como resultado, muitas pessoas que tomam estatinas demonstram importante declínio do estado geral , queixando-se de cansaço e fraqueza muscular, principalmente nas pernas. Uma importante medida para minimizar esses efeitos se consegue suplementando doses de uma substancia natural existente no interior de nossas células que se chama COENZIMA Q10. O mais difícil é convencer os médicos que insistem na tomada de estatinas que se pode melhorar sintomas de efeitos colaterais se usando simplesmente a Coenzima Q10 em doses adaptadas a cada pessoa.


(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

 

   16 de agosto, 2013
 

Rubéola

A falta de imunização contra rubéola é o principal desencadeador da catarata congênita, maior causa de cegueira infantil.



Leôncio Queiroz Neto

Doença contagiosa e comum na infância, a rubéola, também pode ocorrer entre adultos e está por trás da maior causa de cegueira infantil: a catarata congênita.  Isso acontece porque a imunidade ao vírus que causa a doença, o rubivírus, só é adquirida após a segunda dose da vacina.

A primeira vacina é aplicada quando a criança completa um ano. A segunda entre 4 e 6 anos. O problema é que muitas pessoas deixam de tomar a segunda dose. Por isso,  recomenda-se que no início da vida sexual toda mulher faça um teste sorológico, disponível na rede pública de saúde, para checar sua imunidade ao rubivírus. Em caso de não estar imune deve tomar a vacina. Porque, se contrair rubéola durante uma gestação, o vírus atravessa a placenta e provoca alterações nos tecidos do feto em formação. Os sistemas mais atingidos são o cardíaco e nervoso, incluindo os olhos. Significa que além da catarata congênita, a doença também pode causar no feto surdez, retardamento mental, malformação do globo ocular (microftalmia) e até interromper a gestação.

Sem sintomas
O maior desafio da rubéola entre gestantes é a falta de sintomas em 80% dos casos. Só em 20% das pessoas surgem pequenas manchas vermelhas na pele, febre, dor nas articulações e aumento dos gânglios. Por isso, é comum mulheres confundirem algum mal-estar da rubéola com gripe. Só ficam sabendo que tiveram a doença durante a gestação quando o bebê nasce com catarata.
Independente dos sintomas a vacina não deve ser tomada durante a gravidez, porque é produzida com o vírus vivo e pode trazer complicações para a saúde do feto.

Sequelas da catarata congênita
Entre crianças ou idosos as características da catarata são idênticas: o cristalino do olho fica opaco e impede que as imagens cheguem à retina, levando à cegueira se não for tratada.
A diferença é que no caso da catarata infantil a visão está em desenvolvimento. Por isso a falta de diagnóstico logo no início pode acarretar outras doenças. Uma delas é a ambliopia ou olho preguiçoso que acontece quando só um olho é atingido pela catarata. O esforço visual para enxergar com o olho de melhor visão anula o desenvolvimento do outro.

Outras seqüelas oculares que podem estar associadas à catarata congênita são: nistagmo (movimentos não coordenados dos olhos), estrabismo (desalinhamento dos olhos), fotofobia (aversão à luz) e dificuldade de fixação do olhos.

Diagnóstico
O diagnóstico da catarata congênita é feito através de um exame barato e indolor. Trata-se do teste do olhinho, que deve ser realizado logo que o bebê nasce e está em vias de se tornar obrigatório em todo o país. É feito com um oftalmoscópio, espécie de lanterna com a qual o médico joga luz sobre o olho do bebê. Quando a luz emite um reflexo vermelho contínuo significa que o olho é saudável. Se o reflexo for descontínuo ou não for emitido indica catarata congênita.

Tratamento
A cirurgia com implante de uma lente intraocular que substitui o cristalino opaco também é indicada no tratamento da catarata infantil. O procedimento deve ser só feito quando o bebê completa três meses, porque proporciona melhor recuperação da função visual e pode induzir ao glaucoma se for realizado antes.

O comprometimento dos pais é essencial para que a criança tenha boa visão. Isso porque é necessário estimular o desenvolvimento da visão e ter acompanhamento com um oftalmologista a cada 3 meses após a cirurgia.


 

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra

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