Ano 16 - Semana 847

 

Você se lembra de beber água?
Nosso corpo é formado principalmente de água. Este elemento faz parte da estrutura de todas as nossas células e, conse-quentemente, de todos os órgãos que possuímos. A água é fundamental na manutenção do volume circulatório que preenche nossos vasos sanguíneos e, dentre tantos pontos relevantes, faz parte do processo de síntese de colágeno, tão importante na manutenção da boa qualidade das nossas car tilagens e da textura da nossa pele, sem men- cionar outros. Apesar de toda a importância, mui-tas pessoas simplesmente esquecem de tomar água adequadamente. Pesquisas científicas re-centes estimam que cerca de 30% da população mundial vive num estado crônico de desidratação. Ora, se é tão simples se manter o equilíbrio do organismo no que se refe-re à hidratação, por que isto ocorre? A resposta mais simples é que nem sempre se dá ênfase suficiente ao habito de se beber água. Dentre mui-tas consequências da desidratação está a maior concentração da urina, o que favorece a formação de cálculo (pedra) renal. Indivíduos idosos são os que mais se esquecem de beber água e isto também prejudica a função cerebral e a vitalidade do corpo. Você também se esquece de beber água?

(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

 

  05 de julho, 2013
 

Colesterol: nem tão vilão, nem tão mocinho


Dra. Suzete Motta



Embora muitas pessoas achem o colesterol uma substância maléfica, ele é primordial para o funcionamento do corpo humano. Chamado de gordura do sangue, ele é o componente estrutural das membranas celulares em todo nosso corpo e está presente no cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Nosso corpo usa esse colesterol para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. Boa parte, cerca de 70%, é fabricada pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta.

Para fazer bem, no entanto, os níveis do colesterol devem estar sempre controlados. Quando em excesso, o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, que são os vasos que levam sangue para os órgãos e tecidos, determinando um processo conhecido com arteriosclerose.

O colesterol alto é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Se esse depósito ocorre nas artérias coronárias, pode ocorrer angina, que é a dor no peito, e infarto do miocárdio. Se ocorre nas artérias cerebrais, pode provocar acidente vascular cerebral, o popular derrame.

Mas o que fazer para diminuir o nível do mau colesterol? E quais são os fatores de risco? Existem alimentos que podem ajudar a diminuir e a aumentar essa gordura no sangue?

Para ajudar a esclarecer essas e outras dúvidas, confira  o que você precisa saber sobre o colesterol.


1. Existem dois tipos de colesterol

O HDL é chamado de “colesterol bom”, pois forma uma classe de lipoproteínas que ajuda a carregar o colesterol do ateroma dentro das artérias e transportá-lo de volta ao fígado para ser excretado. Já o LDL, chamado de “colesterol ruim”, transporta o colesterol de células que mais produzem do que usam, para as células que mais necessitam. Ele é considerado ruim pela relação existente do alto índice de LDL com doenças cardíacas. No entanto, é preciso ficar atento ao nível do HDL também. Embora o bom colesterol forneça proteção contra a arteriosclerose, se o seu nível está baixo, o risco de doença cardiovascular aumenta.

2. Substância vital para os seres humanos
O colesterol é usado para produzir os hormônios esteroides necessários para o desenvolvimento e o funcionamento normal do organismo. Entre eles estão: os hormônios sexuais estrógeno e progesterona nas mulheres e a testosterona nos homens; o cortisol, que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e a defender o corpo de infecções; e a aldosterona, importante para reter sal e água no organismo. O corpo ainda utiliza o colesterol para produzir uma quantidade significativa de vitamina D, responsável por ossos e dentes fortes, fabricada quando a pele é exposta à luz do sol.

3. Vida saudável é melhor estratégia
Praticar exercícios físicos e evitar comer alimentos gordurosos ajuda a evitar o alto colesterol. Parar de fumar também é uma atitude que ajuda a neste controle. A escolha dos alimentos, segundo Suzete, é essencial no controle das taxas de colesterol, mas nada se compara à capacidade das atividades físicas, praticadas regularmente, de elevar o HDL no sangue. “Antes de apelar para remédios, a melhor estratégia para combater as altas taxas de colesterol continua sendo a velha e boa mudança no estilo de vida, que inclui uma dieta saudável e uma rotina repleta de exercícios físicos”, garante.

4. Conheça fontes não saudáveis de gordura
Gema de ovo, bacon ou toucinho, carne de frango com pele, torresmo, manteiga, creme de leite e nata, frituras, salsicha, salame e linguiça e carnes de animais são os principais alimentos que contém uma significativa quantidade de colesterol. Mas também existem as gorduras boas, as gorduras insaturadas, que ajudam a diminuir o colesterol sanguíneo, mas por serem muito calóricas e engordar devem ser consumidas com cuidado. Estão presentes nos óleos vegetais (oliva, canola, soja, milho, girassol), nozes, avelãs, abacate e margarinas.

A gordura poliinsaturada auxilia na redução do colesterol total e do LDL, o colesterol ruim. Porém, se consumida em grande quantidade poderá reduzir também o HDL, colesterol bom. A sua ingestão deve representar até 10% das calorias totais da dieta e os monoinsaturados até 20%.

5. Fique de olho na sua taxa
O aumento no nível de colesterol no sangue não costuma ter sintomas. Em casos excepcionais, aparecem os chamados xantomas, que são sinais decorrentes do acúmulo do colesterol na pele. Quando o aumento do colesterol atinge níveis muito altos, pode haver um aumento no fígado, no baço e sintomas de pancreatite.

Muitas vezes o primeiro sinal pode ser um problema cardíaco. A única forma de saber se o seu colesterol está alto é através de exame de sangue. Por isso, todos os adultos acima de 20 anos e qualquer pessoa com antecedentes familiares ou que já apresentou alguma manifestação de arteriosclerose devem fazer a dosagem.

6. Alguns fatores você não pode controlar
Há três causas para a alteração do colesterol. A primeira é o fator genético, quando o indivíduo possui genes que determinam essa alteração; a segunda é a alimentação, pois quem ingere alimentos gordurosos, com alto índice de colesterol, tem mais chances de sofrer com taxas altas; a última possível causa são doenças, como hipotireoidismo, diabetes e doenças nos rins. Ainda existe o sexo, já que os homens têm maior risco de apresentar colesterol elevado que as mulheres, e a idade, porque o colesterol se eleva conforme ela avança. Nos homens isso ocorre a partir dos 45 anos e nas mulheres a partir dos 55 anos.

7. A doença é crônica
O tratamento das alterações do colesterol deve ser mantido por toda a vida. Tanto os cuidados com a alimentação e exercícios, como o uso de medicamentos, deverão ser empregados por tempo indeterminado.
Para fazer uma dieta visando o controle do colesterol, prefira leite e iogurte desnatados, queijo branco fresco, ricota, "cottage", queijos "light”, peixes, aves sem pele, carnes magras, inhame, macarrão, pães, bolachas de água e de água e sal, evitando sempre gordura em excesso.
 


Dra. Suzete Motta (CRM-SP 93004) é médica com formação em medicina esportiva
SP

 

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Direção e Editoria - Irene Serra

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