Ano 16 - Semana 841

 

Estatinas e declínio men-tal

É muito frequente o uso de ESTATINAS para contro-le do excesso de coleste-rol no sangue. À medida que os pacientes tomam esses remédios, nota-se que o estado mental da maioria deles sofre grada-tivamente um declínio (si-tuação bem comprovada na prática clínica diária). Esse dado foi confirmado por uma publicação feita na revista American Jour-nal of Geriatric Pharmaco-logy, no dia 4 de agosto de 2012. Foram relatadas pesquisas em pacientes usuários de estatinas que, quando deixaram de fazer uso, melhoraram seus es-tados mentais.O retorno ao uso dos medicamentos voltou a mostrar deficiên-cias de memória e con-centração analisados por testes específicos chama-dos Mini Mental Status Examination. A conclusão final da pesquisa foi a de que ESTATINAS PODEM AFETAR DE FORMA NEGA-TIVA A COGNIÇÃO DE PACIENTES PROPENSOS A DEMÊNCIA.

A maior parte do nosso cérebro é composta de colesterol. De fato, a mai-or concentração de coles-terol no nosso corpo se dá no cérebro. Se baixarmos seus níveis, o que pode-remos esperar? Obvia-mente, um declínio na função cerebral.

Além dos frequentes efei-tos colaterais das esta-tinas na função muscular (sensações de fraqueza e cansaço, principalmente nas pernas), devemos ficar atentos ao que também podem provocar no que diz respeito às funções cerebrais.

(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

 

   24 de maio, 2013
 

Computador pode deixar olho preguiçoso

Na infância a má postura em frente aos equipamentos inibe o bom desenvolvimento da visão. Problema só é reversível até a idade de 8 anos.



O uso incorreto de computador, videogame e outros gadgats comprometem o desenvolvimento da visão. É o que mostra um levantamento feito pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto nos prontuários de 835 crianças, com idade entre 6 e 14 anos, atendidas no Instituto Penido Burnier nos últimos 24 meses. Do grupo analisado 8%, ou seja, 67 crianças foram diagnosticadas com ambliopia ou olho preguiçoso.

De acordo com o médico o compartilhamento do equipamento com os pais é uma causa frequente do problema. Isso porque, observa, a posição da tela ajustada para adultos incentiva a criança ficar com a cabeça torta em frente ao monitor para conseguir enxergar. A má postura faz com que cada olho receba diferente quantidade de estímulo visual. Resultado: As crianças diagnosticadas com olho preguiçoso referiam dor de cabeça, queda no rendimento escolar e passaram a evitar atividades esportivas como os jogos em campo. A má postura em frente ao computador dobrou a incidência de olho preguiçoso no grupo, comparada com o índice nacional de 4%.

O especialista explica que nossos olhos estão em desenvolvimento até a idade de 8 anos e precisam ter o mesmo estímulo neste período. “A primeira consulta com um oftalmologista deve ser feita aos 3 anos". Queiroz Neto ressalta que a ambliopia também pode estar relacionada ao estrabismo ou olho torto e à diferença de grau entre os olhos, anisometropia.

O tratamento consiste na oclusão do olho de melhor visão para estimular o desenvolvimento do outro. Se não for feito até a idade de 8 anos se torna um problema irreparável que leva à cegueira funcional do olho mais fraco.

Miopia e olho seco

Outro estudo feito por Queiroz Neto com 360 crianças de 9 e 13 anos de idade que chegavam a ficar 6 horas ininterruptas usando computador ou videogame, mostra que 21% apresentaram miopia contra a prevalência de 12% apontada pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). O médico explica que o problema surge em todas as faixas etárias, mas o esforço concentrado para enxergar de perto entre crianças faz os olhos perderem a acomodação ou capacidade de focalizar. Nos olhos míopes a visão de longe fica desfocada porque as imagens se formem antes da retina, ao invés de se formarem sobre ela.

Crianças e adultos também podem sentir a visão embaçada, dor de cabeça e o olho seco. É a síndrome do computador que é causada pelo esforço visual e diminuição das piscadas. Atinge 30% das crianças e 75% dos adultos.

As principais recomendações para evitar a síndrome são:

- Posicione o monitor 10° a 20° abaixo do nível dos olhos.

- Mantenha a distância de 60 cm da tela do monitor.

- Dê preferência aos monitores LCD que são anti-reflexivos e de tamanho mínimo de 17 polegadas.

- Evite excesso de luminosidade das lâmpadas e luz natural pois as pupilas se contraem e geram cansaço visual.

- Regule sempre a tela com o máximo de contraste e não de luminosidade.

- Mantenha a tela do monitor sempre limpa.

- A cada hora, adultos devem descansar de 5 a 10 minutos e crianças de 15 a 30 minutos.

- Lembre-se de piscar voluntariamente quando estiver usando o micro.

- Inclua semente de linhaça e peixes gordurosos na dieta.



 

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra

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