Ano 16 - Semana 839

 


Perda de memória não é inevitável à medida que envelhecemos, embora costumemos acreditar que isso deva ocorrer.  A me-mória começa a declinar imperceptivelmente mes-mo quando somos jovens. Quando atingimos os 65 anos de idade, cerca de 40% de nós consegue perceber as falhas que compreendem as dificul-dades em lembrar nomes e detalhes do dia a dia que, após algum tempo, voltam a ser lembrados e que raramente afetam as lembranças mais antigas.
Os mais drásticos tipos de comprometimento de me-mória compreendem os casos de demência e do-ença de Alzheimer, dois tipos diferentes de danos cerebrais que podem ser identificáveis por exames especializados. Existem evidencias que confirmam que os riscos de desen-volvimento de demências ou Alzheimer são menores nas pessoas que se preocupam em manter-se intelectualmente ativas ao longo da vida.
(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

 

   10 de maio, 2013
 

Boa alimentação e exposição adequada ao sol garantem níveis ideais de vitamina D

foto bebê, Abril



Érica Santos

Uma alimentação saudável, com leite e derivados, além de uma exposição adequada ao sol garantem os níveis ideais de vitamina D ao organismo. Essa vitamina tem a função de aumentar a absorção do cálcio, diminuindo o risco de doenças, como raquitismo, osteomalacia e osteoporose, por exemplo.

Além disso, ela diminui o risco de doenças cardíacas, combate a enxaqueca e tensões pré-menstruais. “A vitamina D atua como um hormônio, regulando nos níveis de cálcio e fósforo no sangue, ossos e dentes. É importante lembrar que a vitamina D se concentra principalmente na pele e passa por uma ativação através da exposição aos raios UVB ou pelos raios solares, para depois ser hidroxilada no fígado e rins. Por isso, tão importante quanto ingerir alimentos ricos em Vitamina D é manter uma exposição solar regular”, explica o nutricionista do Hospital Federal da Lagoa, vinculado ao Ministério da Saúde, Felipe Rizzetto.

Segundo o especialista, os indivíduos com maior propensão a desenvolver as doenças relacionadas à falta de vitamina D no organismo são os bebês prematuros, as crianças e os idosos. “A falta de Vitamina D é mais perceptível em crianças, pois a carência da vitamina pode causar moleira aberta após o 1º ano do bebê. Em crianças acima de dois anos, pode gerar maior irritabilidade, inquietação, anorexia e suor excessivo, raquitismo e pernas tortas. Isso porque a Vitamina D atua diretamente na regulação do cálcio e nos depósitos de tecido ósseo pelo organismo. Na fase adulta, principalmente nos idosos, a queda dessa vitamina pode causar osteoporose e osteomalacia, porque o corpo não consegue absorver o cálcio da maneira adequada e os ossos se tornam mais frágeis”.

A dose diária recomendada de vitamina D varia de acordo com a idade e local onde o indivíduo vive, em função da carência de luz solar durante o ano. Em média, um adulto precisa consumir cinco microgramas por dia e garantir uma exposição solar regular, sem o uso de protetor solar. “Um adulto saudável precisa se expor ao sol, em média, entre 15 e 30 minutos, de 3 a 4 vezes por semana. Os idosos, em geral, devem se expor 10 minutos por dia. Uma dieta balanceada e rica em vitamina D é essencial. Ela é facilmente encontrada nos alimentos como sardinha, atum, cogumelos, fígado, salmão, gema do ovo, leites e derivados. Esses alimentos ajudam a controlar os níveis e evitar a carência desta vitamina no organismo”, orienta.

Pessoas com intolerância à lactose devem ter cuidados específicos, caso a rotina da pessoa não inclua outros alimentos ricos em vitamina D ou mesmo em cálcio. “O uso do suplemento de vitamina D pura é somente indicado para os casos em que o indivíduo não tem uma boa alimentação ou vive em locais muito frios, onde não é possível expor-se ao sol regularmente. Lembrando que é sempre importante mudar alguns hábitos para evitar o uso de suplementos ou complementos alimentares. A solução mais prática na maioria das vezes não é a mais saudável. Por isso, sempre que possível opte por outros alimentos ricos em vitamina D.

O excesso de protetor solar também influencia na carência da vitamina D. O protetor diminui a exposição aos raios UVB, responsáveis pela síntese da vitamina na pele. “Em regiões tropicais, basta uma caminhada durante o dia para se receber a radiação suficiente para a síntese da vitamina. O uso do protetor solar é sempre muito importante e não justifica não utilizá-lo por conta da carência da vitamina D.

A orientação é que a exposição seja feita em pequenas doses. “Recomendo, em dias de praia, ou de passeios ao ar livre, esperar alguns minutos antes de passar o protetor solar para que se tenha uma pequena exposição, de preferências antes das 10 horas, caso esteja no verão. No outono, por exemplo, pode ser em qualquer horário pela manhã. Nos dias úteis, podemos aproveitar o caminho para o trabalho. Para os que usam carro e ficam trancados nos escritórios, aproveitar o horário de almoço para se expor ao solzinho que estiver aparecendo”, finaliza.

Sintomas da baixa concentração de vitamina D no organismo:

• Diminuição do cálcio e do fósforo no sangue;
• Fraqueza muscular;
• Moleira aberta após o 1º ano do bebê;
• Irritabilidade, inquietação, anorexia e suor excessivo podem surgir nas crianças;
• Osteoporose nos idosos;
• Raquitismo;
• Osteomalácea;
• Pernas tortas.

Érica Santos é do Ministério da saúde


 

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra

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