Ano 15 - Semana 786
 

Testosterona é conhecido como 'hormônio masculi-no' e é produzido pelos ovários e glândulas supra-renais (adrenais) nas mu-lheres. Este hormônio, assim como os chamados 'hormônios femininos' também declinam à medi-da que se envelhece, principalmente após insta-lada a menopausa.
Os grandes papéis da testosterona nas mulheres se dão na ajuda à fixação de minerais nos ossos, (prevenindo osteoporose) no estímulo energético geral, no tônus muscular e na melhora de libido.
Pesquisas recentes conclu-íram que é muito vanta-joso suplementar testos-terona nas mulheres em fase de climatério para melhora de todo estado geral.

(Dr. Sérgio Vaisman)



 


 

 

      11 de maio, 2012
 

Obesidade: nova descoberta


O tema obesidade tem sido alvo de estudos, há muito tempo. Freqüentemente são lançadas novas teorias que visam informar e, por que não dizer, muitas vezes objetivam revolucionar, oferecendo receitas simples, outras vezes complexas, de como atingir o peso ideal. A questão corporal vai além da simples conotação da estética. As condições de saúde têm atualmente o enfoque mais direto, quando o tema é tratado cientificamente. Segundo a OMS, a obesidade é uma doença caracterizada pelo excesso de gordura de um indivíduo. Considera-se normal que um indivíduo tenha cerca de 20% do seu peso em massa gorda, devendo o restante ser constituído pelos órgãos, líquidos, músculos e ossos.

A nível mundial, estatísticas registram um aumento significativo no sobrepeso, nas mais diferentes faixas etárias. Contrapondo-se aos famosos 'magros de ruindade', os ‘fora do peso’ aguardam ansiosos a possibilidade de uma possível solução para um problema que se eterniza: a obesidade

Assunto permanente na imprensa em geral, nos meios científicos em particular, a obesidade parece assunto que nunca irá deixar de ser pesquisado em laboratórios, por curiosos e até mesmo pelos curandeiros.

Todos têm a opinar a respeito e já tornou-se comum encontrarmos uma variedade imensa de dietas, massagens, plásticas, cirurgias, que prometem resultados muitas vezes milagrosos.

O mundo passa atualmente por uma crise econômica, o que nos induz a pensar que as pessoas deveriam estar mais magras, porém quanto mais a crise aumenta, maior é o numero de 'robustos'.

Os estilistas em seus desfiles mostram mulheres magérrimas acirrando o desejo das outras em ficar tipo Gisele Bündchen. Esse perfil de mulher, no passado, bem como na atualidade, parece não ser o que agrada aos homens. Estudos revelam que as preferidas são as fofinhas. Verdade ou não, o que temos agora é mais uma novidade científica: a termogênese.

Estudos científicos comprovam existir uma diferença no que tange o aproveitamento, e até mesmo a forma de utilização dos alimentos, entre um organismo e outro. Enquanto os privilegiados magros comem o que desejam e nas quantidades muitas vezes consideradas absurdas, os gordinhos entram em crise quando comparam o que comem, principalmente em termos de quantidade, com os seus ‘rivais esguios’.

A termogênese é uma situação orgânica, induzida pelos alimentos. A diferença entre os magros e os gordinhos é o resultado no processamento dos alimentos. Alguns organismos transformam o excesso de calorias em calor, enquanto outros armazenam o excesso das calorias em forma de gordura.

A termogênese tem sido estudada desde os anos 60 e só agora existem provas concretas que o sistema nervoso simpático ou adrenérgico é o controlador da termogênese alimentar. Sabe-se hoje, que o cérebro ordena que as calorias excedentes sejam queimadas, porém o organismo acaba não acatando as solicitações e acumula cada vez mais gordura.

Em laboratório, foram analisados dois grupos de ratos. Um dos grupos foi modificado geneticamente.
As dietas oferecidas, rica em gordura e açúcar, foram absolutamente iguais.
Após oito semanas, constatou-se que os animais normais, engordaram cerca de 24% do seu peso original (ganharam cerca de 6 gramas), o que era realmente esperado, ao passo que os animais que tiveram seus receptores adrenérgicos modificados, engordaram mais que o dobro do seu peso original (ganharam cerca de 27 gramas).

Sabe-se também, que a termogênese não é o único fator metabólico responsável pelo sobre peso, porém pode ser um caminho para novas descobertas. Com isso, abrem-se agora novas possibilidades para a pesquisa, tratamento e quem sabe até o controle efetivo desse que tem sido um grave problema para a humanidade a obesidade.

 

 



    Direção
    IRENE SERRA
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