Ano 15 - Semana 771
 

 
   
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Infarto
Aperto no peito espalhan-do para o braço esquerdo, suor em excesso e perda da consciência. Esses são os sintomas clássicos de um infarto, que nem sempre são identificados, de acordo com pesquisa do Datafolha, com a Socie dade Brasileira de Cardio logia. Dos mais de 600 entrevistados que já sofre ram um infarto, apenas 2% souberam reconhecer os indícios problema.
De acordo com o coordena dor-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo Abrahão, nem sempre é fácil reco-nhecer a situação. Para ele, a melhor opção é li-gar para o Samu 192.

 


 

 

      20 de janeiro, 2012
 

Aumento da poluição afeta olhos

Olho seco, alergia ocular, inflamações da córnea e conjuntiva crescem. Crianças, mulheres e usuários de lente de contato são os principais grupos de risco.


Estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que nas cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes a média de poluição do ar por metro cúbico é igual a 40 microgramas - o dobro do recomendado.

A chegada da primavera e do período de queimadas piora a qualidade do ar. O efeito pode ser sentido nos olhos. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a maior concentração de poluentes no ar predispõe ao olho seco, alergia ocular, inflamação da córnea (ceratite) e da conjuntiva (conjuntivite). Só para se ter uma idéia, neste período do ano as crises alérgicas crescem 40%.

A estimativa é de que 20% dos brasileiros sejam alérgicos. O médico destaca que 6 em cada 10 portadores de alergia desenvolvem a doença nos olhos. Geralmente a alteração aparece durante a infância. Isso porque, entre crianças a doença crônica de maior prevalência é a asma que em muitos casos vem acompanhada de rinite. O problema é que a coceira nos olhos provocada pela alergia pode evoluir para o ceratocone. “A doença é a maior causa de transplante no País. Afina a parte central da córnea, membrana externa do olho, que toma a forma de um cone comprometendo a acuidade visual”, afirma. Por isso, para prevenir a recomendação é evitar coçar os olhos e o contato com alérgenos – plantas, tapetes, cortinas e travesseiros de pena. A dica para diminuir a coceira é aplicar compressas frias. O tratamento com colírios só pode ser feito sob supervisão médica.

Poluentes facilitam evaporação da lágrima

Queiroz Neto diz que outro importante gatilho para contrair alergia ocular é o olho seco. Isso porque a lágrima tem a função de proteger os olhos e toda alergia é uma reação exagerada do sistema imunológico. A maior concentração de poluentes no ar aumenta a evaporação da lágrima. O problema é mais frequente entre mulheres por causa das oscilações dos hormônios sexuais e entre usuários de lente de contato que aumentam a evaporação lacrimal. “Manter o corpo hidratado, colocar vasilhas com água nos ambientes e consumir semente de linhaça previnem o ressecamento da lágrima”, afirma.

Outras complicações

Portadores de olho seco crônico ou alergia ocular têm o dobro de facilidade de contrair ceratite, inflamação da córnea. A doença responde por 1 em cada 4 casos de cegueira no mundo segundo a OMS.
Trauma ocular, contaminação da córnea por vírus, bactéria ou parasita são as principais causas da doença.
Os sintomas são: vermelhidão, lacrimejamento, dor, secreção amarelada, aversão à luz e visão turva.
Ao primeiro sinal de desconforto a recomendação é passar por consulta com um oftalmologista. A falta de acompanhamento médico pode resultar em perda visual permanente.

Queiroz Neto diz que a poluição também pode causar conjuntivite, inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a pálpebra e a superfície do olho. As dicas de prevenção são:

Lavar as mãos com frequência
Evitar tocar os olhos.
Não compartilhar objetos, maquiagem, colírio e toalhas.
Evitar aglomerações.
Beber bastante água para melhorar a hidratação ocular.
Interromper o uso de lentes de contato em casos de desconforto.
Evitar o uso de ar condicionado.

 



    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br