Ano 12 - Semana 655
 

Teoria do toque

O toque físico não é ape-nas agradável. Ele é necessário. A pesquisa científica respalda a teoria de que a estimulação pelo toque é absolutamente necessária para o nosso bem-estar, tanto físico quanto emocional.
O toque terapêutico, reco-nhecido como uma ferra-menta essencial para a cura, constitui agora parte do treinamento dos profis-sionais de enfermagem, em vários grandes centros médicos.
O toque é usado para ajudar a vontade de viver dos pacientes; para ajudar bebês prematuros - que ficaram privados do toque materno nas incubadeiras.
 Vários experimentos de-monstraram que o toque pode:
- Fazer-nos sentir melhor conosco e com o ambiente à nossa volta;
- Ter um efeito positivo sobre o desenvolvimento da linguagem e sobre o QI das crianças;
- Provocar mudanças fisio-lógicas mensuráveis na-quele que toca e naquele que é tocado.


 

       17 de outubro, 2009
 

Estudo mostra que cura da hepatite C atinge 66% das pessoas em tratamento

Publicações internacionais e estudos apresentados em Congresso Brasileiro trazem nova esperança a pacientes portadores do vírus da hepatite C.


Ao longo dos últimos anos, muitos avanços mostraram que a cura para a hepatite C, uma doença que atinge mais de 3 milhões de brasileiros, é possível. A revista médica Gastroenterology traz os resultados de um estudo que reforça justamente este avanço na luta contra a doença e renova as esperanças dos pacientes com o vírus HCV.

Realizado em Milão, na Itália, com cerca de 450 pacientes, o estudo MIST (Milan Safety Tolerability Study) avaliou taxas de cura de pacientes com diferentes tipos de hepatite C e comparou a eficácia dos tratamentos disponíveis atualmente – os interferons peguilados – Pegasys (peginterferon alfa-2a) e PegIntron (alfapeginterferona 2b).

Resultados do MIST mostram que a chance de cura pode chegar a 66% nos pacientes analisados. Além disso, o estudo comprovou que pessoas com cirrose também apresentaram taxas de cura próximas a 50%, consideradas altas.

Ao comparar os dois interferons peguilados disponíveis para o tratamento da doença, o MIST concluiu que o tratamento com o interferon peguilado alfa 2a é superior ao alfapeginterferona 2b. Os dois medicamentos são injetáveis e representam uma evolução do interferon convencional, com uma dose semanal e mais eficácia no tratamento da doença.

Estudos brasileiros

No Brasil, os medicamentos para tratamento da hepatite C estão disponíveis e as taxas de cura também são significativas. Hepatologistas, gastroenterologistas e outros especialistas de todo o País se reuniram na última semana para o Congresso Brasileiro de Hepatologia, em Gramado (RS). O evento apresentou estudos em torno das terapias e perspectivas de cura para a hepatite crônica C.

Em Minas Gerais, um estudo do Ambulatório de Hepatites Virais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) encontrou taxas satisfatórias de cura clínica da hepatite C – cerca de 54% dos pacientes tratados com Pegasys (peginterferon alfa-2a) alcançaram resposta e 35,8% das pessoas que receberam PegIntron (alfapeginterferona 2b). Em São Paulo, o especialista Hoel Sette também identificou respostas satisfatórias. Um de seus estudos alcançou resultados de mais de 60% de taxa de cura com Pegasys (peginterferon alfa-2a). O Congresso trouxe também resultados de estudos com novos medicamentos que podem elevar a chance de cura da hepatite C para mais de 75%.

“Os resultados são uma boa notícia para os pacientes com o vírus. No entanto, o tratamento da doença esbarra em um fator ainda mais importante – a subnotificação de novos casos“, explica o especialista Dr. Hoel Sette, dono de um dos estudos sobre o tratamento da hepatite C. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 3 milhões de brasileiros estão infectados com o vírus e não sabem de sua situação. Sem o diagnóstico, as chances de resposta podem diminuir com a progressão da doença.

Sobre a Hepatite C

A hepatite C atinge cerca de 180 milhões de indivíduos em todo o mundo e pode ser fatal se não for diagnosticada e tratada precocemente. Como age de maneira silenciosa, sem apresentar sintomas, cerca de 90% dos infectados não sabem que estão com a doença.

A enfermidade pode evoluir para quadros graves, como cirrose ou câncer, sem que o paciente perceba o risco que ela representa para sua saúde e isso a torna a principal causa de transplante de fígado no país.

De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 3 milhões de brasileiros podem estar infectados pelo vírus da hepatite C, ou seja, 1,5% da população. As estatísticas também mostram que a hepatite C infecta hoje cinco vezes mais brasileiros que a Aids.


 

 


 


    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br