Ano 12 - Semana 646



Endorfina

A produção de endorfina no corpo é um dos princi-pais benefícios produzidos por exercícios físicos.
Descobertas em 1.975, endorfinas representam a versão natural de opiá-ceos tais como morfina e codeína no nosso organis-mo, sem os efeitos tóxi-cos. Pelo menos 20 tipos deferentes de endorfina, secretadas pela glândula hipófise, foram identifica-dos, e são fabricadas a partir de vários tipos dife-rentes de estímulo.
Níveis elevados de endor-fina não ajudam grande-mente no alívio de dores mas servem para ameni-zar certos efeitos provo-cados pelo stress.
Além da atividade física, certos alimentos estimu-lam a produção desta substancia, tais como pimenta e chocolate.
Não coincidentemente, a atividade sexual estimula a produção de endorfinas e, por isso, alivia o stress.
A importância da atividade física na produção da en-dorfina, importante neuro-transmissor, se dá no fato de estimular relaxamento físico e propiciar prazer até nas coisas que, ao longo do tempo, vamos deixando de sentir como prazerosas.


 

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         22 de agosto, 2009
 

Artrite Reumatóide


Doença que acomete, em média, 1% da população, o que representa cerca de 2 milhões
de pessoas só no Brasil, na maioria mulheres entre 30 e 50 anos


A artrite reumatóide (AR) é uma doença degenerativa caracterizada pela inflamação e deformidade das articulações, tornando-as rígidas, dificultando os movimentos e afetando diretamente a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. A enfermidade acomete 1% da população, incluindo idosos e crianças. Mas as mulheres entre 35 e 50 anos são as mais atingidas, totalizando 70% dos  pacientes. A cada quatro pacientes, três são do sexo feminino, sendo um dos exemplos mais  famosos o da atriz norte americana, Kathleen Turner.

Sabe-se que o processo de inflamação tem origem em uma disfunção do sistema imunológico, que passa a atacar as articulações dos pacientes. O evento biológico específico que dá início a essa alteração, no entanto, ainda não é uma certeza. Alguns pesquisadores suspeitam, por exemplo, que algum estímulo externo, como infecções comuns por vírus ou bactérias, seja capaz de desregular o sistema imunológico em pessoas já propensas a apresentar o problema.

“Dor, inchaço, rigidez matinal nas articulações, incluindo dos dedos das mãos, pés, punhos, joelho, quadris, cotovelos e tornozelos, quando ocorrem simetricamente, ou seja, dos dois lados do corpo, são sintomas importantes”, afirma Dr Morton Scheinberg, clinico e pesquisador em Reumatologia do Hospital Albert EInstein. “Além disso, a AR também provoca perda de peso, fraqueza e depressão. Trata-se de uma doença crônica, que ataca os tecidos, especialmente o que reveste e protege as articulações”, explica o especialista.

Em alguns casos da doença, pode ocorrer a formação de pequenos “caroços” embaixo da pele. Chamados de nódulos reumatóides, também podem surgir ao redor dos olhos (uveíte) e nos pulmões (pneumonite). Além disso, a AR ocasiona outras neuropatias e sintomas gerais, como cansaço e febre. Devido às características da doença e na medida em que a inflamação das articulações progride para a deformidade definitiva das mãos e outras juntas, em 10 anos, 17% dos pacientes necessitam de próteses nas grandes articulações.


Custo e impacto na qualidade de vida
Além das conseqüências físicas e para a saúde, a AR compromete a qualidade de vida e a execução de atividades normais do dia a dia, como vestir-se, alimentar-se, andar, subir escadas, pentear-se e escrever, sendo necessária a ajuda permanente de membros da família ou cuidadores para estas atividades. Por essa razão, a doença possui, também, um sério impacto econômico na vida dos pacientes. De acordo com as estimativas feitas por especialistas, até 37% dos pacientes ficam incapazes em um período de dois anos da doença. No período de 10 anos, esse índice aumenta para 50%.


Desvendando a Artrite Reumatóide

Entrevista com o DR. CRISTIANO ZERBINI


Por que as mulheres são mais vulneráveis à artrite reumatóide?
CZ – Não há um motivo comprovado para esta questão, mas algumas hipóteses.  Uma delas, por exemplo, remete esta vulnerabilidade à questão hormonal, muito mais intensa entre as mulheres.

Qual é a proporção de mulheres diagnosticadas com a doença em relação aos homens?
CZ – A enfermidade acomete 1% da população adulta, sendo que 70% dos pacientes são mulheres.

Há uma faixa etária em que a artrite reumatóide apareça com mais frequência? Existe um motivo para isso?
CZ – A artrite reumatóide acomete crianças, adultos e idosos, mas a maior incidência é em pacientes com idades entre os 30 e 50 anos. Ainda não há um motivo específico para isso diagnosticado pela medicina.

Há uma forma de prevenção, no caso especial das mulheres?
CZ – A artrite reumatóide é uma doença degenerativa, provocada pelo sistema imune. Não há como preveni-la, mas o diagnóstico precoce e correto é extremamente importante. Dos quase 2 milhões de pessoas portadoras da doença, apenas 60% são diagnosticados corretamente. Isso acontece porque a identificação exige um profundo conhecimento do paciente, bem como a qualificação do profissional que faz o atendimento. Na ocorrência de alguns sintomas, como dor, inchaço, rigidez matinal nas articulações, perda de peso e fraqueza, um reumatologista deve ser procurado imediatamente. Isso porque, uma vez diagnosticada a artrite reumatóide, hoje os pacientes contam com opções terapêuticas muito mais modernas que tratam as causas da doença e não apenas os sintomas.

Quais os riscos do diagnóstico tardio?
CZ – Quando a artrite reumatóide é descoberta num estágio avançado, a inflamação das articulações muitas vezes já progrediu até para a deformidade definitiva das mãos e outras juntas. Em estágios mais avançados, a reversão do quadro é muito difícil e já comprometeu a qualidade de vida do paciente e a execução de atividades normais do dia a dia, como vestir-se, alimentar-se, andar, subir escadas, pentear-se e escrever, sendo necessária a ajuda permanente de membros da família ou outros cuidadores para estas atividades. Daí a necessidade de diagnóstico precoce e de um tratamento adequado.

Qual é a melhor forma de convivência com a doença?
CZ – A melhor forma de conviver com a artrite reumatóide é tratá-la corretamente, sob a supervisão de um reumatologista. Hoje, podemos contar com medicamentos eficazes, em especial os biológicos de última geração, que agem sobre a causa da doença e permitem a melhora significativa na qualidade de vida do paciente. Trata-se de uma grande evolução, pois, até pouco tempo atrás, a terapia se limitava unicamente a tratar os sintomas. Existem hoje no Brasil alternativas bastante eficazes de tratamento, como infliximabe, etarnecepte e rituximabe.
A Anvisa aprovou o abatacepte, medicamento que inaugura uma nova classe de remédios
biológicos para tratar doenças auto-imunes. Ele possui um mecanismo de ação novo, que atua no linfócito T, que é a célula responsável por ativar todo o processo inflamatório.
 

Dr. Cristiano Zerbini é especialista em Reumatologista, médico-assististente
do Serviço de Reumatologia do Hospital Heliópolis/SP

 


 


    Direção
    IRENE SERRA
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