Ano 13 - Semana 702


Otite
Pesquisadores da Gran-Bretanha avaliaram cen-tenas de crianças entre 1 e 6 anos de idade que tinham crises freqüentes de otite e sinusite. Ao procurarem atendimento medico, sempre lhes era receitada uma dose po-tente de antibióticos ate que a melhora do quadro se desse. Devido à facilidade de reapresen-tarem o problema, vol-tavam ao medico e a conduta se repetia.
Após estudos intensivos, as mães dessas crianças receberam a orientação de retirarem todos os derivados do leite de vaca da alimentação dos seus filhos (incluindo achocolatados, sorvetes, queijos, etc) por um período de 1 ano para que uma nova avaliação fosse realizada. Para surpresa geral, 78% das crianças não mais apre-sentaram os quadros de otite e nem mesmo ma-nifestações gripais corri-queiras que pudessem preceder o aparecimento de sinusite e as infec-ções de ouvido. Após essas constatações, foi proposta a utilização diá-ria de vitamina D3 a essas mesmas crianças com manutenção de res-trição aos laticínios. Pois bem, a melhora foi bem maior e elas passaram a desenvolver melhores condições de defesas imunológicas, de manei-ra geral.
O leite de vaca, embora muito rico em nutrientes, costuma ser a maior cau-sa de alergias infantis e, com isso, grande facili-tador do aparecimento de casos de rinite, sinu-site, otite e bronquite.
Vale a pena atentar para isso.


 


 

 

   18 de setembro, 2010
 

Vodka no olho pode cegar

Para embriagar mais rápido jovens brasileiros estão derramando vodka nos olhos. Especialista alerta para o risco de queimar a córnea e até cegar.


Nem colírio, nem óculos escuros. A nova ‘onda’ entre jovens é derramar uma dose de vodka nos olhos para embriagar mais rápido. Batizada de “vodka eyeballing” a experiência que começou nos Estados Unidos e se alastrou pela Europa, está chegando ao Brasil. Dois universitários que colocaram vodka no olho, recentemente foram atendidos pelo oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto. Os pacientes apresentavam ulcerações na córnea - membrana transparente semelhante ao vidro do relógio - que fica em frente à íris, parte colorida do olho. Os sintomas são: dor, olhos vermelhos, sensibilidade à luz, lacrimejamento e visão borrada. O médico diz que a prática provoca queimadura na córnea e pode cegar, dependendo de quanto de tecido for lesado.

Só para se ter uma idéia, para dilacerar a cabeça de um pterígio, tecido fibroso que cresce na conjuntiva, é utilizado álcool diluído em 50% de água destilada. O tempo de exposição é cronometrado pelos médicos em apenas 40 segundos. O teor alcoólico da vodka é de 40%. “Mais que suficiente para remover células do epitélio, camada externa da córnea”, afirma. Sem estas células, comenta, ocorre a síndrome do olho seco e o sistema ocular se torna mais vulnerável a infecções. O problema não pode ser resolvido com receitas de amigos. Os procedimentos variam de acordo com a gravidade das lesões oculares.

A aparência engana

Queiroz Neto conta que os dois pacientes atendidos esconderam das famílias o real motivo dos olhos congestos e chagaram ao consultório usando colírio vasoconstritor para deixar os olhos branquinhos. É claro que não resolveu. Só melhorou a lubrificação da superfície ocular e mascarou o problema. Usar este tipo de colírio indiscriminadamente predispõe à catarata precoce, adverte o médico. “Os dois pacientes me pediram para guardar sigilo, mas eu não poderia deixar de alertar outros jovens sobre os riscos dessa nova mania” afirma. A aparência é de conjuntivite, mas a lesão é muito mais grave. O trauma provoca cicatrizes que embaçam a visão. A conjuntiva ganha neovasos e o resultado é o olho vermelho crônico. Pode ainda predispor ao glaucoma de pressão normal por conta da menor resistência mecânica da córnea. Nas mulheres que têm a câmara anterior dos olhos mais rasa, este risco é ainda maior, destaca. Em longo prazo pode ocorrer a perfuração da córnea e o extravasamento do humor aquoso que leva à perda irreversível da visão se o atendimento médico não for imediato.

Na opinião do especialista é muito risco para pouco efeito. “No olho só cabe uma gota de colírio e, portanto, só uma gota de vodka. Nem uma criança ficaria embriagada com uma dose tão pequena” afirma.

As dicas para diminuir o estrago são:

Lavar abundantemente os olhos com água filtrada.

Não esfregar os olhos para evitar ferimentos mais profundos na córnea.

Consultar um oftalmologista sem perda de tempo.



 


Direção e Editoria - Irene Serra