Ano 16 - Semana 838

 


Perda de memória não é inevitável à medida que envelhecemos, embora costumemos acreditar que isso deva ocorrer.  A me-mória começa a declinar imperceptivelmente mes-mo quando somos jovens. Quando atingimos os 65 anos de idade, cerca de 40% de nós consegue perceber as falhas que compreendem as dificul-dades em lembrar nomes e detalhes do dia a dia que, após algum tempo, voltam a ser lembrados e que raramente afetam as lembranças mais antigas.
Os mais drásticos tipos de comprometimento de me-mória compreendem os casos de demência e do-ença de Alzheimer, dois tipos diferentes de danos cerebrais que podem ser identificáveis por exames especializados. Existem evidencias que confirmam que os riscos de desen-volvimento de demências ou Alzheimer são menores nas pessoas que se preocupam em manter-se intelectualmente ativas ao longo da vida.
(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

 

   03 de maio, 2013
 

Sons precisos durante o sono
melhoram a memória



Estudo de pesquisadores da Alemanha indica que há como influenciar a atividade do cérebro humano para melhorar o sono e a memória.


Oscilações lentas na atividade cerebral, que ocorrem durante o chamado sono de ondas lentas, parecem ser essenciais para a retenção das nossas memórias.

Estudos já indicaram que o cérebro é capaz de aprender durante o sono e que podemos "acordar" nossas memórias enquanto dormimos, o que talvez explique porque ficar sem dormir para estudar não dá bons resultados.

Agora, pesquisadores descobriram que, quando estamos dormindo, ouvir uma "música" cujos sons são sincronizados com o ritmo das oscilações cerebrais lentas aumenta essas oscilações, reforçando a memória.

Isso mostra que pode haver uma maneira fácil e não-invasiva para influenciar a atividade do cérebro humano para melhorar o sono e a memória.

"A beleza está na simplicidade de aplicar a estimulação auditiva em baixa intensidade - uma abordagem que é prática e ética, se comparada, por exemplo, com a estimulação elétrica - e, portanto, cria uma ferramenta simples para ambientes clínicos para melhorar o sono," disse o Dr. Jan Born, da Universidade de Tübingen (Alemanha).

Os pesquisadores conduziram os testes em 11 indivíduos em noites diferentes, durante as quais eles foram expostos a estímulos sonoros precisos ou a estímulos "falsos", sem conexão com o ritmo das ondas neurais.

Quando os voluntários foram expostos aos sons que estavam em sincronia com o ritmo das oscilações lentas do cérebro, eles conseguiram se lembrar mais de associações de palavras que tinham aprendido na noite anterior. A estimulação fora de fase com o ritmo do cérebro não produziu melhorias na memória.

Os pesquisadores acreditam que essa abordagem também possa ser usada para melhorar o sono, e não apenas a memória.

"Além disso, ela poderá ser usada até mesmo para otimizar outros ritmos cerebrais, com óbvia significância funcional - como ritmos que ocorrem durante a vigília e estão envolvidos na regulação da atenção," disse o Dr. Born.
 

Fonte: Diário da Saúde



 

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra

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