Ano 19 - Semana 980

 


Perda de memória não é inevitável à medida que envelhecemos, embora costumemos acreditar que isso deva ocorrer.  A me-mória começa a declinar imperceptivelmente mes-mo quando somos jovens. Quando atingimos os 65 anos de idade, cerca de 40% de nós consegue perceber as falhas que compreendem as dificul-dades em lembrar nomes e detalhes do dia a dia que, após algum tempo, voltam a ser lembrados e que raramente afetam as lembranças mais antigas.
Os mais drásticos tipos de comprometimento de me-mória compreendem os casos de demência e do-ença de Alzheimer, dois tipos diferentes de danos cerebrais que podem ser identificáveis por exames especializados. Existem evidencias que confirmam que os riscos de desen-volvimento de demências ou Alzheimer são menores nas pessoas que se preocupam em manter-se intelectualmente ativas ao longo da vida.
(Dr. Sergio Vaisman)

 


   
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   15 de abril, 2016
 

Celular pode aumentar fadiga visual

 Pesquisa do IBGE mostra maior acesso à internet pelo celular,
o que exige mais esforço visual


No Brasil o acesso à internet pelo celular já ultrapassa o computador. É o que mostra pesquisa que acaba de ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dispositivo é usado por 80,4% dos 36,8 milhões de lares que participaram do levantamento. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, que já realizou três estudos sobre a influência da vida digital na saúde ocular, a mudança de mídia pode aumentar a fadiga visual ou síndrome da visão no computador. Isso porque, explica, quanto menor a tela, maior é o esforço visual. Além disso, comenta, muitas pessoas colocam o equipamento bem mais próximo dos olhos do que quando fazem a leitura de impressos. Resultado: os olhos trabalham mais para enxergar tão próximo e ficam mais cansados. Os sintomas da síndrome elencados pelo oftalmologista são dor de cabeça, visão embaçada e ressecamento dos olhos. Estudo realizado por Queiroz Neto com 1,2 mil pessoas mostra que o desconforto atinge 75% dos que usam internet fixa. Não é para menos. As telas eletrônicas dificultam manter o foco porque as imagens e textos são formados por pixels que têm o centro mais brilhante que as bordas.

As principais dicas do especialista para evitar a fadiga visual são:
- Independente da mídia, evite o uso em locais muito iluminados. Além de contrair as pupilas, diminui o contraste dos celulares.
- Mantenha o celular a uma distância mínima de 30 cm e o monitor a 60 centímetros.
- O celular deve ficar 45% cm abaixo do olho e o monitor entre 10 a 20 cm.
- Olhe para um ponto distante de 5 a 10 minutos a cada hora de navegação.
- Aumente o tamanho das letras, regule a tela com o máximo contraste e pouca luminosidade.
- Mantenha a tela do monitor ou celular sempre limpas
- Evite o ofuscamento não posicionando o monitor ou celular de frente para janelas.
- Lembre de piscar voluntariamente quando usar internet fixa.
- Quem passou dos 40 e tem presbiopia deve usar óculos apropriados para o computador. Muitos não o utilizam.

Miopia
Para Queiroz Neto, o uso intensivo do computador e outras mídias também está por traz do aumento da miopia no mundo todo. Isso porque, estudo conduzido pelo médico em que participaram 360 crianças de 6 a 9 anos que passavam até seis horas ininterruptas utilizando o computador, 21% apresentaram dificuldade de enxergar de longe, contra 12% para esta faixa etária apontado pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). Na infância, a vida digital muito intensa causa miopia acomodativa, uma dificuldade temporária de enxergar à distância. Está relacionada ao esforço para enxergar de perto e pode ser revertida com mudança de hábitos.

Para evitar a miopia acomodativa, a recomendação para crianças é descansar de 20 a 30 minutos a cada hora de uso do computador, videogame, celular ou outra tecnologia.

Perda do sono
Outra dica do oftalmologista para tornar a tecnologia uma aliada é evitar o uso noturno de qualquer tipo de mídia. Isso porque todas emitem luz azul que prejudica a produção da melatonina, hormônio responsável pela indução ao sono. A falta de sono, observa, tem uma correlação com doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e queda da imunidade. Como se não bastasse, também agrava a síndrome do olho seco e pode causar queda da visão noturna porque dificulta a regeneração da rodopsina, uma substância sensível à luz presente na retina. O segredo, portanto, é ter disciplina.

 


 

 

 


 

Direção e Editoria - Irene Serra

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