Ano 19 - Semana 982

 


Frutas cítricas
Um estudo publicado na revista Journal of the American Heart Association mostrou a analise de mais de 69 mil individuos ao longo de 14 anos de pesquisa e concluiu que a ingestão regular de substâncias cítricas ajuda a diminuir a incidencia de acidentes vasculares cerebrais (AVC, principalmente nas mulheres. Aquelas que consomem flavonoides, substâncias naturais contidas em grande concentração nas laranjas e grapefruits, apresentam risco de acidente cerebral isquêmico (por dificuldade de irrigação sanguínea) 19% menor do que nas mulheres que não o fazem costumeiramente.
Embora hemorragias e outros fatores possam causar AVC, o tipo isquêmico é a mais comum causa, responsavel por cerca de 88% desses eventos.
AVC de qualquer causa é a principal razão que conduz as pessoas a incapacidades fisicas importantes e trata-se da 3ª. maior causa de morte no ocidente.
Os flavonoides costumam ter um efeito antiinflamatorio vascular alem de neuro-protetor. Por estes motivos, os medicos recomendam a ingestão abundante de frutas cítricas, ricas nesses compostos.
(Dr. Sergio Vaisman)

 


   
ARQUIVO




Venha nos visitar no Facebook.
 


 

 

   15 de maio, 2016
 

Hipóxia



O que é hipóxia?

O termo hipóxia é uma condição em que os tecidos não são adequadamente oxigenados, geralmente devido a uma concentração insuficiente de oxigênio no sangue, mas também pode ser causada por uma obstrução da circulação em uma parte específica do corpo. As células cerebrais têm um elevado metabolismo e são responsáveis por 20% do consumo de oxigênio orgânico e por isso são, entre todas, as mais sensíveis à falta desse gás, começando a morrer menos de cinco minutos após cessar o suprimento dele. Também as células cardíacas têm uma alta sensibilidade à carência de oxigênio. A completa falta de oxigênio é chamada anóxia.

Um caso especial de hipóxia é a hipóxia neonatal, resultante das dificuldades do bebê em começar a respirar.

Qual é a causa da hipóxia?

A hipóxia generalizada pode ser causada por qualquer condição que impeça o oxigênio de chegar aos tecidos orgânicos em quantidades normais, como nas anemias, em que a quantidade de hemoglobina está diminuída, afetando a capacidade de levar oxigênio ao sangue. Outro exemplo que gera graves consequências é o envenenamento por monóxido de carbono, em que ele se liga aos receptores do oxigênio nos glóbulos vermelhos e o substitui. A hipóxia pode ainda ser causada por condições como um ataque cardíaco, em que a circulação do sangue é retardada e o oxigênio é fornecido ao corpo em quantidades insuficientes. Pessoas saudáveis também podem sofrer da hipóxia ao viajar para locais de altas altitudes, onde há escassez de oxigênio no ar. Estas altitudes podem gerar complicações severas e levar ao edema pulmonar ou cerebral, com risco de vida. Também os mergulhadores de profundidades podem sofrer hipóxia se seus cilindros de gás não forem preparados corretamente.

Quais são os principais sinais e sintomas da hipóxia?

Alguns dos sintomas causados pela hipóxia devem-se a mecanismos compensatórios da falta de oxigênio e incluem aumento da frequência cardíaca, com o coração tentando bombear mais sangue para os tecidos orgânicos. A diminuição na quantidade de sangue oxigenado fornecida aos tecidos periféricos pode conduzir a uma cianose (coloração roxo-azulada) em certas áreas do corpo. A hipóxia também gera agitação e taquipneia.

Como reconhecer a hipóxia?

O relato dos eventos e circunstâncias que cercam o paciente ajuda a revelar a hipóxia. A observação da pressão do oxigênio alveolar é a que mais facilmente identifica a causa da hipoxemia.

Como tratar a hipóxia?

A hipóxia deve ser corrigida pela administração de oxigênio ao paciente, visando elevar a pressão parcial de oxigênio no sangue arterial. O oxigênio pode ser administrado por meio de uma cânula nasal ou por uma máscara facial. Nos casos de inalação de fumaça ou de edema pulmonar, pode ser usada uma máscara respiratória unidirecional em que o paciente inspira oxigênio puro. Nos casos de envenenamento por monóxido de carbono, o paciente também pode ser colocado numa câmara hermética (que contém oxigênio puro) por cerca de cinco horas.

 


Fonte:
ABC.MED.BR, 2016.


 

 


 

Direção e Editoria - Irene Serra

Se você é da área médica e quer publicar algum artigo, venha fazer parte da nossa equipe