Ano 22 - Semana 1.133 

 

 
   
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16 de julho, 2019

Insônia e catarata

Leôncio Queiroz Neto


Há anos pesquisadores de diversas partes do mundo vêm estudando a relação entre o envelhecimento e a insônia. Não por acaso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de seis a oito horas de sono/dia para quem tem 65 anos ou mais e até dezessete horas nos primeiros três anos de vida.

Não é só na insônia que a cirurgia de catarata interfere. Muitos pacientes têm melhora do estado emocional, autoestima, e até da função cognitiva. O problema é que nos check-ups a insônia muitas vezes é deixada de lado.

Para se ter ideia da gravidade, um estudo multicêntrico realizado com mais de 9 mil participantes acima de 65 anos que não tinham passado pela cirurgia, mostra que mais da metade se queixaram de insônia. No Brasil não é diferente. A estimativa 2019 do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é de que o país deveria realizar cerca de 2 milhões de cirurgias de catarata/ano. Em 2018 praticamente só 1 em cada 4 demandas foi realizada, totalizando 450 mil operações.

Riscos de adiar a cirurgia

O adiamento da cirurgia torna o procedimento mais perigoso e aumenta o risco de surgirem outros problemas de saúde relacionados à dificuldade para dormir: doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, sobrepeso, colesterol alto e depressão.

A insônia acontece porque a catarata amarela o cristalino e reduz a quantidade de luz azul que penetra em nossos olhos. É esta luz que responde por nosso estado de vigília, mas é ela também que melhora a qualidade do sono após a cirurgia que substitui o cristalino amarelado pelo implante de uma lente totalmente transparente. Esta substituição permite às células ganglionares da retina aumentarem a produção de melanopsina, um pigmento que regula nosso "relógio biológico", naturalmente controlado pela exposição à luz. Na mulher a insônia é ainda mais frequente do que no homem. Isso porque o cristalino tem receptores dos estrogênios e a redução destes hormônios na menopausa diminui a produção da melanopsina pelas células da retina.

 


Direção e Editoria
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br