Ano 23 - Semana 1.175

 




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01 de junho, 2020

Retenção de água no organismo

A água representa 60% do peso corporal. A constância desse percentual depende dos mecanismos de ingesta e eliminação da água. A água entra no organismo de forma direta ou associada a outros líquidos e alimentos e pela inspiração, e é eliminada por várias vias, como urina, fezes, suor, expiração e, de maneira patológica, por diarreias, vômitos e sudorese excessiva.

Quando o corpo não elimina a água de forma normal e ela fica acumulada, dá-se um transtorno denominado de retenção de líquidos (principalmente água). Essa retenção pode ocorrer no sistema circulatório ou nos tecidos e nas cavidades. Há retenções de líquidos (edemas) quase que fisiológicos e transitórios, nos quais ocorrem alterações metabólicas passageiras, como na tensão pré-menstrual, na menstruação e na gravidez.

Por outro lado, há casos em que ela ocorre por fatores patológicos internos e persistentes, como insuficiência vascular, hipotireoidismo, hipertensão arterial, mau funcionamento dos rins, fígado e coração, processos inflamatórios e deficiência na circulação sanguínea. Além disso, outros fatores que podem ocasionar essa disfunção são ingestão inadequada da quantidade de proteínas e sais minerais, sedentarismo, problemas hormonais, alguns medicamentos, ação da força gravitacional e má circulação em algumas regiões do corpo.

Algumas outras doenças também podem causar retenção de líquidos, seja por alterações da mecânica circulatória, na composição eletrolítica (sobretudo do sódio) ou das variações de pressão sanguínea e deficiência de ingestão de proteínas.

O edema (retenção de líquidos) se dá quando ocorre o extravasamento de líquido do sangue para o tecido subcutâneo (tecido imediatamente sob a pele). Assim, a retenção de líquido se dá pelo acúmulo de água entre as células do corpo. Nas mulheres isso pode acontecer devido às alterações hormonais que ocorrem no período pré-menstrual e na menopausa.

A retenção de líquidos é mais comum em mulheres que em homens. O acúmulo excessivo e anormal de água, se reversível, posteriormente é eliminado pela urina. Essa retenção de água no organismo se expressa clinicamente por inchaço localizado (edema) ou geral (anasarca).

A anasarca acompanha-se de acúmulo de líquidos em cavidades corporais como abdômen, espaço interpleural, etc. Os inchaços mais comuns são inchaço nos braços e pernas; sensação de peso nas pernas; dores nos membros; inchaço abdominal; mãos e pés inchados; aumento de volume nas coxas; aumento da celulite e oligúria (redução do volume urinário).

Os edemas podem ser simétricos ou assimétricos, quanto aos lados do corpo. Os edemas simétricos devem-se a condições sistêmicas e afetam os membros inferiores mais que qualquer outra região orgânica, e locais de maior atuação gravitacional (pés, tornozelos, pernas). Esses inchaços são chamados edemas ortostáticos. Os edemas assimétricos geralmente se devem a problemas locais, como uma flebite ou uma entorse, por exemplo.

Os edemas (retenções de líquido) podem ser clinicamente observáveis e testados mediante a observação de que pressões exercidas sobre a região edemaciada por peças de vestuário ou intencionalmente pelo dedo podem provocar depressões reversíveis na pele.

Os edemas tornam a pele da região afetada mais distendida e brilhante e ocasiona uma sensação de peso local. E quando ele cede, a pele fica ressecada.

Não existe um tratamento geral. O tratamento a ser adotado vai depender da causa da retenção. Porém, existem maneiras de prevenir e amenizar os inchaços comuns (“quase fisiológicos”), como: fazer atividade física regularmente, ingerir bastante água durante o dia, não ficar muito tempo em pé ou sentado, manter as pernas levantadas em relação ao nível do corpo, evitar comer alimentos muito salgados e abusar dos chás, que são diuréticos naturais.

No entanto, se a retenção se dever a uma doença de base, ela deverá ser tratada de modo adequado.

Os edemas, em si, se beneficiam de um aumento da diurese, que pode ser promovido pelos diuréticos prescritos por médicos.

A retenção consistente de água pode ser um sintoma de uma condição séria, como, por exemplo, trombose venosa profunda, edema pulmonar, acúmulo de líquido dentro dos pulmões e miomas.


Os sinais e sintomas de trombose venosa profunda podem incluir:

• Grande inchaço em uma ou ambas as pernas
• Fortes dores ou muita sensibilidade, especialmente na panturrilha
• Pele mais quente do que o normal em torno do coágulo
• Vermelhidão na parte de trás do joelho ou pálida, sem coloração
• Aumento de dor ao dobrar o pé para cima em direção ao joelho

Metade dos pacientes com trombose, até descobrirem a doença, não apresentaram sintomas. Se você tem ou teve algum dos sintomas descritos acima, procure um médico imediatamente.

No caso de Trombose Venosa Profunda, surgem coágulos de sangue (também chamados de trombo) nas veias, em grande parte nas pernas. Se esses coágulos se romperem e forem levados pela corrente sanguínea, podem chegar até os pulmões, causando um bloqueio, a chamada embolia pulmonar.



 

Direção e Editoria
IRENE SERRA
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