|
Influenza A (H1N1)
Mudanças nas recomendações para realização de exames
e indicação de tratamento
1. É esperado um aumento no número de casos da nova gripe? Por quê?
Sim, mas não só para a nova gripe, e sim para todos os tipos de gripe, como
ocorre todos os anos. Isso porque é inverno no Hemisfério Sul e as baixas
temperaturas favorecem circulação dos diversos tipos de vírus influenza, os
causadores da gripe, incluindo o novo H1N1.
2. A nova gripe é mesmo parecida com a gripe comum?
Na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100%
evoluem para cura. A letalidade média no mundo é 0,4% e a quase totalidade dos
óbitos é de idosos e crianças ou resultam de alguma complicação clínica prévia:
pacientes com problemas respiratórios, cardíacos, renais, metabólicos, ou
doenças como câncer e aids.
Na nova gripe, esse quadro se mantém. A letalidade média observada até o momento
no mundo também é 0,4%. E segundo relatos dos países à Organização Mundial da
Saúde (OMS), a maioria dos casos confirmados tem sintomas leves a moderados,
evoluindo para cura.
3. Quais são as principais medidas anunciadas nesta sexta-feira?
Como a nova gripe tende a se parecer com a gripe comum, a principal recomendação
para os pacientes é que, ao sentirem sintomas como febre, tosse, dores
musculares, coriza e dor de garganta, procurem o serviço de saúde mais próximo.
Se os sintomas forem leves, o médico fará as recomendações necessárias para
isolamento domiciliar, período de afastamento de trabalho e vai prescrever o
tratamento dos sintomas. Nesses casos, não será feita confirmação por exame
laboratorial.
Se o quadro clínico inspirar cuidados ou for grave, indicando necessidade de
internação, o paciente será encaminhado para um dos 68 hospitais de referência.
4. Muda algo na recomendação para exames laboratoriais?
Sim. A confirmação da nova gripe por exame laboratorial será feita nos casos
graves ou em amostras, no caso de surtos localizados. Não serão mais realizados
exames em todas as pessoas com sintomas de gripe. Isso porque, como já foi
destacado, um percentual significativo – mais de 70% – das amostras de casos
suspeitos analisadas em dois laboratórios de referência (Fiocruz/RJ e Adolf Lutz/SP),
nos últimos dois meses, não era influenza (gripe), mas outros vírus
respiratórios.
5. E o critério para receber o medicamento fosfato de oseltamivir, sofreu
alteração?
Para promover o uso racional do antiviral e evitar que o vírus desenvolva
resistência, o medicamento só será dado aos pacientes com agravamento do estado
de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas. Vale destacar que
três países já informaram à OMS casos de resistência ao medicamento (Dinamarca,
Japão e Hong Kong), o que reforça a prudência da medida adotada pelo Ministério
da Saúde.
É importante lembrar, também, que todos os indivíduos que compõem o grupo de
risco para complicações de influenza requerem – obrigatoriamente – avaliação e
monitoramento clínico constante de seu médico, para indicação ou não de
tratamento com oseltamivir; além da adoção de todas as demais medidas
terapêuticas.
Esse grupo de risco é composto por: idosos acima de 60 anos, crianças menores de
dois anos, gestantes, pessoas com deficiência imunológica (pacientes com câncer,
em tratamento para aids ou em uso regular de corticosteróides),
hemoglobinopatias (doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a
anemia falciforme), diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica.
6. Qual o objetivo principal das novas medidas?
Garantir atendimento ágil a pacientes com quadro grave ou com potencial para
complicações e evitar superlotação de hospitais de referência com casos leves,
que não têm indicação para internar todos os pacientes que chegam com sintomas
de gripe.
7. Já existem filas nos hospitais?
Sim. Em alguns estados, já se observa dificuldade de atendimento nos hospitais
de referência devido à alta procura de pessoas com sintomas leves e, muitas
vezes, com infecção por outros vírus respiratórios.
Isso é confirmado por análises de dois dos três laboratórios de referência do
Ministério da Saúde para influenza, a Fundação Oswaldo Cruz (RJ) e o Instituto
Adolf Lutz (SP).
Desde o início da nova gripe, há pouco mais de dois meses, a Fiocruz processou
1.447 amostras de pacientes. Cinqüenta por cento teve resultado negativo para
influenza, 29% foram confirmados para a nova gripe e 21%, para a gripe comum.
No Adolf Lutz, a situação foi parecida: das 1.768 análises, no mesmo período,
51% foram negativas para influenza, 24% foram positivas para gripe comum e
outros 24% foram positivas para a nova gripe.
8. Uma hipótese: uma pessoa vai ao posto de saúde porque tem sintomas leves de
gripe. O médico faz as orientações necessárias e manda a pessoa para casa, sem
fazer exame. Então quer dizer que essa pessoa, se tiver gripe A, não entra na
estatística? O número de casos vai ficar subnotificado?
Não necessariamente, porque como em todo ano, surtos de influenza (gripe), seja
pelo H1N1, seja qualquer outro vírus, continuam ocorrendo. E, nesses casos, nós
vamos confirmar uma amostra de casos e todos os outros que tiverem os mesmos
sintomas e no mesmo ambiente, seja em casa, na escola, no trabalho, na igreja ou
no clube, serão confirmados por vínculo epidemiológico. Além disso, temos no
Brasil 62 unidades da “Rede Sentinela” em todos os Estados, com a função de
monitorar a circulação do vírus influenza e ocorrência de surtos. Essa rede
permite que as autoridades sanitárias monitorem a ocorrência de surtos devido ao
vírus da gripe comum — e, agora, do novo vírus — por meio da coleta sistemática
de amostras e envio aos laboratórios de referência.
9. Então só vão coletar amostra se ocorrer um caso suspeito numa escola, por
exemplo?
Imagine a situação: 30 funcionários de uma fábrica estão com sintomas. Um deles
tem o estado de saúde agravado. Ele será encaminhado para um hospital de
referência e será feito exame nele. Se o exame der positivo, todos os outros
companheiros de fábrica serão considerados infectados, por vínculo
epidemiológico, mesmo que o estado de saúde deles não se agrave.
10. Até então, o Ministério da Saúde tinha a confirmação laboratorial de todos
os casos. Isso não significa perder o controle?
Não. O diagnóstico por vínculo epidemiológico é uma rotina na epidemiologia de
doenças infecto-contagiosas, como meningite e sarampo, por exemplo. E, para a
nova gripe, já é adotado nos Estados Unidos, Canadá, Chile, México, Reino Unido,
Espanha, Alemanha e França.
O objetivo, a partir de agora, não é saber se todos os que têm gripe foram
infectados por vírus da influenza sazonal ou pelo novo vírus, o A H1N1. Isso,
como já foi explicado, tem dois motivos principais: 1) existe a tendência de
crescimento do número de casos de síndrome gripal; 2) a nova gripe se assemelha
à gripe comum, embora exija atenção das autoridades de saúde. Passamos, agora, a
trabalhar com diagnostico coletivo, exceto para aqueles que podem desenvolver a
forma grave da doença, seja gripe comum ou gripe A. Repetimos: nesse estágio,
para as pessoas que têm sintomas de gripe, não faz mais diferença saber se é
gripe comum ou a nova gripe.
A exceção são os pacientes graves ou que podem ter o quadro de saúde agravado.
Nesses casos, é importante saber o diagnóstico preciso porque, em muitas
situações, eles podem ter gripe e desenvolver uma infecção bacteriana. Então,
além do antiviral específico, essa pessoa pode um antibiótico ou receber outro
tratamento.

Campanha nacional esclarece principais problemas
da Angiologia e da Cirurgia
Vascular
Aneurisma de aorta abdominal, varizes, claudicação intermitente, entupimento das
carótidas. Estes problemas acometem a saúde de uma grande parcela da população
brasileira que, devido à falta de informação, negligencia a prevenção. Com o
objetivo de esclarecer sobre a importância de cuidados com essas doenças nas
veias e artérias, e da busca de orientação do angiologista, a Sociedade
Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) promove uma campanha
nacional até 03 de julho, sexta-feira. Uma das ações é a veiculação de outdoors
em todos os estados.
Estima-se que de 30% a 40% dos derrames cerebrais - conhecidos também por
acidente vascular cerebral (AVC) - sejam causados pela doença nas artérias
carótidas. Elas levam o sangue para o cérebro. Vale destacar que o derrame é a
segunda doença mais prevalente entre as doenças cardiovasculares. Sobre o
aneurisma de aorta abdominal (AAA), ele atinge de 3% a 6% da população acima dos
65 anos. “Habitualmente, a dilatação da artéria não provoca sintomas, mas,
quando ela rompe, o sangue extravasa e a pessoa morre por hemorragia interna ou
fica com graves sequelas”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de
Angiologia e de Cirurgia Vascular, José Luís Camarinha do Nascimento Silva.
As pernas podem ser acometidas pela claudicação intermitente e pelas varizes,
por exemplo. Quando a pessoa caminha e precisa parar por causa de dor nas pernas
em intervalos de marcha bem determinados sofre de claudicação intermitente. Ela
é causada geralmente por placa de ateroma que entope as artérias da perna.
Especialmente em diabéticos, a claudicação não tratada pode levar à amputação.
As varizes algumas vezes são assintomáticas, mas se não forem tratadas podem
evoluir para inchação, eczema, úlcera varicosa e tromboflebites. Mais
informações sobre a Campanha Nacional de Divulgação da Angiologia e da Cirurgia
Vascular: www.sbacv.com.br
|