|
Sem desculpas:
existe tempo para os exercícios físicos
Christian Barbosa
A maratona diária em que vivemos não é uma atividade esportiva, mas uma corrida
contra o tempo que tem como objetivo tentar fazer o máximo de tarefas possíveis,
pessoais ou profissionais, em apenas 24 horas. Trabalho, estudos, compromissos,
família. Muitas vezes esquecemos que cuidar da nossa saúde é vital para darmos
continuidade a essa rotina dinâmica, e, para tanto, a falta de tempo não é mais
desculpa. Não acredita?
Estudo realizado por um grupo na Universidade McMaster, Canadá, revelou que é
possível ter importantes ganhos mesmo com poucos minutos de atividade física
diária. Isso significa que, se administrarmos de forma eficiente o nosso dia,
além de mantermos o ritmo de cumprimento das atividades voltadas para a
carreira, também podemos dedicar um tempo para nosso bem estar. Segundo a
pesquisa, realizar dez séries de apenas um minuto de bicicleta, com um minuto de
descanso entre elas, três vezes por semana, são tão eficientes na melhoria da
musculatura quanto à prática de muitas horas de exercícios convencionais de
longa duração. São menos de 30 minutos para manter-se em forma.
Ótimo, não? Se você pretende mudar seu dia a dia e iniciar uma vida mais
saudável, existem algumas tarefas que podem ser realizadas e organizadas para
otimizar seu tempo no trabalho e conquistar esse momento para suas atividades
físicas.
Seguem algumas sugestões de como alcançar essa melhoria.

Páscoa não pode passar sem chocolate, mas o consumo deve ser moderado
Em véspera da Páscoa é impossível não resistir à tentação de comer chocolate. Há
no mercado vários tipos e sabores, chocolate ao leite, branco, com castanha de
caju ou passas. Mas o ideal é consumir com cautela, pois o excesso de chocolate
pode causar mal a saúde.
O chocolate é um alimento feito essencialmente de cacau, mas contém também
alguns outros ingredientes adicionais, como gordura, cálcio, magnésio, cafeína,
vitaminas como a E, B1, B2, B3, B6, B12, cafeína, entre outros. O seu consumo
pode agilizar o raciocínio, e até liberar alguns hormônios que dão a sensação de
bem-estar, como a endorfina e a serotonina, o que explica a sensação de alívio
que pessoas que sofrem de ansiedade encontram no consumo do chocolate.
A ingestão moderada também pode auxiliar no combate aos radicais livres, que
provocam o envelhecimento precoce. E ainda possui flavonóides, que são
antioxidantes que impedem que o colesterol se acumule nas artérias, auxiliando o
bom funcionamento do sistema circulatório.
Mas seu consumo em excesso pode trazer vários danos à saúde, como o ganho de
peso, diarréias, e até piorar a saúde cardiovascular. É importante lembrar que o
chocolate tem na sua composição altos níveis de açúcar e gorduras, que
consumidos em demasia irão prejudicar o organismo.
Ainda há aqueles que têm sensibilidade aos ingredientes do chocolate. Esta
sensibilidade pode se manifestar de várias formas, desde processos alérgicos
leves às enxaquecas e insônias. Neste caso o ideal é diminuir ou até eliminar o
consumo da dieta.
Os que tem intolerância ao glúten ou a lactose, devem redobrar a atenção e ficar
de olho nos rótulos. E cuidado especial àqueles chocolates que têm adição de
cereais, alguns podem conter glúten. Uma opção para estes casos são os
chocolates feitos a base de pó de soja, encontrado em lojas especializadas. E
mesmo os diabéticos devem consumir com moderação os chocolates diet, pois são
ricos em gorduras e calorias.
Nesta época do ano é essencial redobrar os cuidados com as crianças pois, como
ganham muitos ovos e bombons, é importante dosar o consumo diário e dividir os
presentes em pequenas quantidades ao longo dos dias. Este cuidado pode evitar
diarréias, dores de cabeça, agitação devido à cafeína e também impedir a
alteração da dieta. Afinal as crianças necessitam de outros alimentos e
nutrientes e não devem deixar de fazer as principais refeições devido ao consumo
do chocolate.
Doutor Maximo Asinelli (CRM-Pr 13037)
Médico Nutrólogo
Endereço: Rua Professor Brandão, 50, Alto da XV, Curitiba/PR.

Convulsão
febril
A crise convulsiva febril (CCF) não é
considerada hodiernamente como epilesia. É
também conhecida como "Crise
termógena" ou "Crise
hipertérmica". Ocorrem em crianças de 6
meses a 6 anos de idade, no decorrer de
hipertermia (38o ou acima), sem que
haja lesão do neuraxe. O exame neurológico e
complementares intercrise são normais.
"Quase sempre" é benigna. Desaparecem
após os 5 para 6 anos. Estes pacientes não
apresentam previamente crises convulsivas
afebris. Devem ser analisados com objetividade e
sem idéias preconcebidas. É incorreto
considerar todas as CCF como benignas, assim como
as crianças que a tiveram venham a ser
futuramente epiléticas. São rápidas.
Generalizadas (tônica, clônica ou
tônico-clônica) ou focais - em 4 a 5% dos
casos. Quando duram mais de 30 minutos constituem
o que chamamos de Estado de mal febril. A
incidência maior ocorre em crianças com menos
de 2 anos de idade (+ 70%) e predomina no sexo masculino.
A continuação deste artigo está aqui.
|