Ano 22 - Semana 1.143



Arquivo
Você Sabia?

 

 


 



1º de outubro, 2019
margarina ou manteiga?


A margarina contém gordura trans, que leva ao aumento dos níveis de colesterol.
Em 2013, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos revelou que as pessoas que consomem manteiga geralmente vivem mais do que as que comem margarina.



Como se sabe, a manteiga é nada mais do que leite e sal. Em 1890, uma empresa americana começou a vendê-la em pacotes, embora uma família holandesa tenha sido a primeira fabricante para a Europa.

A invenção da margarina não se deve à preocupação de encontrar um substituto mais saudável que a multissecular manteiga. Sua criação data de meados do século XIX (1869), época em que a discussão alimentar estava longe da vigília científica. Sua inspiração não poderia ser mais pragmática: encontrar um substituto mais barato que a manteiga, visto que o gestor deste desafio, Napoleão III, lidava com grave crise econômica em suas fronteiras.

Seu nome “margarités” (grego) significa cor pérola, e sua origem é do reino animal – uma mistura comprimida de gordura do sebo de vaca, leite desnatado, partes menos nobres do porco e da vaca e bicarbonato de sódio.

Os componentes da margarina têm se modificado com o passar do tempo, mas foi principalmente após a sedimentação da indústria química alimentar, que iniciou uma guerra santa contra a gordura saturada e os produtos de origem animal, que a margarina ganhou a composição mais próxima da atual, baseando-se em extratos oleaginosos vegetais.

Seu processo atual inclui o uso de:
- solventes de petróleo (geralmente o hexano, que é bem barato)
- ácido fosfórico, que resulta numa substância marrom e mal cheirosa, que sofre novo tratamento com
ácidos clorídrico ou sulfúrico
- temperaturas e catalisação com níquel, que deixa o produto parcialmente hidrogenado

O processo todo acaba por formar uma substância rica em um tipo particular de gordura chamado “trans”, insólita na natureza e de efeitos nocivos para o homem. Além disto, como é de conhecimento público, o principal predicado da margarina é ser rica em óleos poliinsaturados, que hoje, já se sabe, contribuem para um grande número de doenças. Resta então um produto de ótimo prazo de conservação, com textura firme mesmo a temperatura ambiente, que não ranço, não pega fungos, não é atacado por insetos ou roedores. Enfim, é um não-alimento.

O Estado de São Paulo, já noticiou, há muitos anos, que a gordura da margarina causaria mais danos à saúde que a gordura saturada (segundo o FDA, órgão americano de fiscalização de alimentos e remédios).

Em uma revista Exame, também muito antiga, saiu um artigo um pouco mais extenso e grave alertando sobre os perigos deste produto, e das implicações que as poderosas multinacionais americanas estavam sofrendo no próprio país por colocar no mercado produtos comparáveis ao cigarro em termos de periculosidade!

Note que as publicações não são novas, elas datam de 1999 ou seja, já se sabe há muitos anos dos problemas relacionados a este produto e o curioso é que a repercussão no Brasil é escassa.

Na França, uma revista de informação – “L’Ere Nouvelle” – ganhou uma ação contra o sindicato dos produtores de margarina local, que a havia processado por publicar o artigo “A margarina e o câncer”.

Resumidamente, a margarina, pode estar relacionada comprovadamente a disfunções imunológicas, danos em fígado, pulmão, órgãos reprodutivos, distúrbios digestivos, diminuição na capacidade de aprendizado e crescimento, problemas de peso, aumento no risco de câncer e, principalmente, transtornos do metabolismo do colesterol, incremento de ateroesclerose e doenças cardíacas.

Faça um teste simples: deixe um pote de margarina aberto em qualquer lugar e observe que nem formigas, nem baratas irão se aproximar do pote! Ao passo que nós humanos a comemos (e ainda somos absurdamente orientados por inúmeros profissionais de saúde a preferi-la em vez da manteiga).

Dicas essenciais sobre a manteiga:

1- Uma das melhores manteigas para quem tem condição de tê-la: a manteiga indiana “Ghee”, que é mais saudável;

2- Manteiga não foi feita para colocar na panela quente e cozinhar, apesar do sabor que ela fornece a muitos alimentos, pois aí acontece uma desnaturação dos nutrientes entre outros fatores oxidativos;

3- A manteiga é rica em ácido butílico (denominação devido a sua cadeia composta por 4 moléculas de Carbono), que é comprovadamente fator protetor para câncer de intestino, portanto se torna um nutriente ativo na epigenética de quem tem história familiar.

 

Texto baseado em artigo do Dr. Victor Sorrentino
CREMERS 28606

 




Direção e Editoria
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br